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XP revisa projeções e mantém cautela com São Martinho, Jalles Machado e Raízen

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XP mantém visão conservadora para o setor sucroenergético

A XP Investimentos divulgou um relatório nesta quinta-feira (6) em que mantém postura cautelosa para as empresas de açúcar e etanol sob sua cobertura — São Martinho (SMTO3), Jalles Machado (JALL3) e Raízen (RAIZ4). Segundo a análise, o setor deve enfrentar um ambiente desafiador, com limitações na geração de caixa e valuation pressionado.

De acordo com os analistas, os resultados das companhias seguem afetados por fatores macroeconômicos e operacionais, como o superávit global de açúcar, aumento da produção de etanol de milho e queda nos preços do petróleo, o que tende a impactar margens e rentabilidade.

“As perspectivas de valorização e fluxo de caixa livre continuam limitadas, especialmente no caso da Raízen, que ainda depende fortemente de venda de ativos e capitalização para reduzir sua alavancagem”, destacou o relatório da XP.

Safra 2026/27 deve aumentar oferta e pressionar preços

A XP projeta que a safra 2026/27 do Centro-Sul do Brasil alcance 623 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um avanço de 2,5% em relação ao ciclo anterior. O crescimento é impulsionado por ganhos em toneladas de cana por hectare (TCH) e açúcar total recuperável (ATR).

Apesar dos rendimentos mais altos, a XP alerta que o aumento da oferta global pode pressionar os preços no mercado. A expectativa é que o mix entre açúcar e etanol seja um ponto de atenção, já que as companhias devem ajustar a produção de acordo com a rentabilidade de cada produto.

Resultados do 3º trimestre devem ser neutros para o setor

Para o terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T26), a XP prevê resultados neutros no consolidado das empresas acompanhadas.

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São Martinho e Jalles Machado devem reportar queda de volumes e aumento de custos, enquanto

Raízen deve se destacar com melhor desempenho nas margens de distribuição de combustíveis.

As divulgações estão previstas para fevereiro: São Martinho no dia 9, e Raízen e Jalles Machado no dia 12.

São Martinho: foco em etanol de milho e cautela no curto prazo

A XP elevou o preço-alvo da São Martinho e manteve recomendação neutra, com destaque para o potencial de expansão do etanol de milho.

Mesmo com visão positiva para o médio prazo, a XP ressalta que o fluxo de caixa livre seguirá pressionado até 2028/29, período em que a expansão do etanol de milho deve atingir 85% da capacidade total.

No 3T26, a XP estima queda de 6% na receita líquida, acompanhada de redução de 36% no EBIT e 21% no EBITDA ajustado, impactados por custos mais altos e menor diluição.

A ação é negociada a cerca de 16,8 vezes EV/EBIT para 2026/27, mantendo recomendação neutra.

Raízen: recomendação rebaixada por risco de alavancagem

A XP rebaixou a recomendação da Raízen (RAIZ4) de compra para neutra, com redução do preço-alvo diante do aumento no risco de endividamento.

Segundo o relatório, a empresa tem mostrado melhora operacional, especialmente no segmento de distribuição de combustíveis, mas o risco financeiro segue elevado.

“A tese da Raízen tornou-se mais complexa e arriscada. Ainda projetamos queima de caixa e aumento de alavancagem, mesmo após as iniciativas de venda de ativos”, afirma a XP.

A corretora projeta queda de 6% na receita líquida e EBITDA ajustado de R$ 3,6 bilhões, um crescimento de 17%, refletindo margens melhores nas operações.

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Jalles Machado: potencial de longo prazo, mas curto prazo ainda pressionado

A XP manteve recomendação de compra para Jalles Machado (JALL3), mas reduziu o preço-alvo devido a ramp-up mais lento da usina Santa Vitória (SVA) e resultados abaixo do esperado nas unidades Jalles Machado (JAL) e Otávio Lage (UOL).

Após um ano marcado por adversidades climáticas, a XP projeta melhora gradual nos resultados, mas ainda com pressão sobre EBITDA e EBIT ajustados, estimando quedas de 21% e 7%, respectivamente, para 2026/27.

A companhia mantém uma estratégia de hedge eficiente, com 75% da produção de açúcar 26/27 já protegida, a preços cerca de 20% acima dos níveis atuais, o que deve garantir desempenho superior em relação aos pares.

Para o 3T26, a XP prevê queda de 28% na receita líquida e retração de 14% no EBITDA ajustado e 40% no EBIT ajustado.

Recomendações e preços-alvo atualizados
  • Jalles Machado (JALL3): compra mantida, preço-alvo ajustado de R$ 9,50 para R$ 4,10;
  • São Martinho (SMTO3): neutra, preço-alvo elevado de R$ 13,90 para R$ 14,80;
  • Raízen (RAIZ4): rebaixada de compra para neutra, com preço-alvo reduzido de R$ 2,40 para R$ 1,10, considerando março de 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vale dos Vinhedos leva pauta de infraestrutura à bancada gaúcha em Brasília e defende investimentos de R$ 27,5 milhões

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O Vale dos Vinhedos esteve no centro das discussões da bancada gaúcha em Brasília nesta semana, em uma mobilização liderada pela Aprovale para defender um conjunto de obras estruturantes voltadas à infraestrutura e ao desenvolvimento regional.

O projeto “Qualificação Regional: Vale dos Vinhedos, RS” foi protocolado em 11 de maio junto à Bancada Gaúcha e prevê investimentos estimados em R$ 27,542 milhões em obras viárias, mobilidade e ampliação de conexões estratégicas dentro do território.

Aprovale articula agenda com parlamentares em Brasília

A comitiva foi liderada pelo presidente da Aprovale, André Larentis, e pelo diretor de infraestrutura, Marcos Giordani, que cumpriram agendas com deputados federais e senadores gaúchos.

Também participaram das reuniões o prefeito de Bento Gonçalves, Amarildo Lucatelli, o deputado estadual Guilherme Pasin e o vereador Volnei Cristofoli. As tratativas incluíram encontros nos gabinetes parlamentares e uma apresentação oficial no Palácio das Comissões, nos dias 25 e 26.

Projeto prevê obras estratégicas de mobilidade na Serra Gaúcha

O plano apresentado contempla intervenções em trechos estratégicos das Linhas 6 da Leopoldina, 15 e 40 da Graciema, além de vias em São José de Costa Real e Santa Lúcia.

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Também está prevista a ampliação de três quilômetros da ciclovia recentemente inaugurada na região, considerada fundamental para a integração entre turismo, mobilidade ativa e segurança viária.

Segundo a Aprovale, as obras têm impacto direto na ligação entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Santa Tereza, fortalecendo rotas turísticas e acessos essenciais em situações emergenciais, especialmente diante de eventos climáticos extremos recentes no Rio Grande do Sul.

Enoturismo impulsiona economia e demanda infraestrutura

O Vale dos Vinhedos é reconhecido como a primeira Indicação Geográfica e Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, além de ser considerado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.

O território recebe mais de 500 mil visitantes por ano e reúne mais de 160 empresas ligadas ao enoturismo, incluindo vinícolas, hotéis, restaurantes, serviços e agroindústrias, formando uma cadeia econômica diversificada e altamente integrada.

A região foi apresentada em Brasília como o principal destino de enoturismo do país, com forte impacto econômico na Serra Gaúcha e papel relevante no turismo nacional.

Setor registra crescimento e reforça potencial do enoturismo

Durante a apresentação, a Aprovale destacou indicadores recentes que reforçam o avanço do setor. Em 2025, o enoturismo no Rio Grande do Sul registrou crescimento de 57,8% na comercialização de experiências, enquanto o consumo de vinhos no Brasil avançou 41,9%, em contraste com a retração observada em outros mercados globais.

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Os dados foram utilizados para reforçar a necessidade de investimentos estruturais que acompanhem a expansão da atividade turística e produtiva na região.

Infraestrutura é tratada como pauta estratégica para o futuro do território

Para a entidade, as intervenções propostas vão além da mobilidade turística e se consolidam como uma pauta de desenvolvimento regional, com impacto direto na segurança, economia e permanência das famílias no campo.

“Investir na infraestrutura do Vale dos Vinhedos é proteger pessoas, fortalecer o turismo brasileiro e preparar a região para o futuro climático e econômico do Rio Grande do Sul”, destacou Marcos Giordani durante a apresentação aos parlamentares.

A Aprovale reforça que o objetivo do projeto é garantir continuidade ao crescimento sustentável do território, ampliando sua competitividade como destino turístico e sua relevância econômica para a Serra Gaúcha e para o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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