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Corregedorias do Ministério Público definem prioridade no enfrentamento à violência contra a mulher
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O Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNCGMPEU) deliberou, como uma de suas prioridades, o fortalecimento da atuação do Ministério Público no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A deliberação foi feita durante 150ª reunião ordinária do CNCGMPEU, realizada nos dias 10 e 11 de março, em Brasília.
A decisão colegiada estabelece como prioridade estratégica a qualificação das ações correicionais voltadas à defesa dos direitos fundamentais e ao enfrentamento firme e permanente da violência doméstica e familiar contra a mulher. Reconhece, ainda, a gravidade e a persistência da violência de gênero, bem como o papel central do Ministério Público na prevenção, repressão e responsabilização dos agressores.
A corregedora-geral do Ministério Público do Estado do Acre, procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, ressalta que se trata de uma diretriz que reafirma o papel das corregedorias não apenas como instâncias de controle, mas como agentes indutores de transformação institucional.
“Na prática, essa orientação amplia o olhar correicional, que passa a considerar não apenas aspectos formais da atuação ministerial, mas, sobretudo, a qualidade do atendimento prestado às vítimas, a adoção de práticas humanizadas, a efetividade das medidas protetivas e a incorporação da perspectiva de gênero na condução dos casos”, observa.
Como uma das medidas, foi aprovada a criação de um grupo de atuação temática específico, com a atribuição de desenvolver diretrizes nacionais, promover estudos técnicos e propor parâmetros para uniformizar procedimentos e aprimorar a atuação das corregedorias em todo o país.
“Mais do que promover eficiência, a uniformização, quando orientada por uma perspectiva de gênero e de direitos humanos, assegura que todas as mulheres tenham acesso a um atendimento digno, qualificado e respeitoso, independentemente de onde estejam. Trata-se de garantir que o sistema de justiça atue de forma coerente, sensível e alinhada com a centralidade da vítima”, explica a corregedora-geral do MPAC.
A iniciativa busca ampliar a efetividade e a celeridade na fiscalização e no acompanhamento das políticas institucionais voltadas à proteção das mulheres, além de fortalecer a atuação das corregedorias como indutoras de boas práticas e da qualidade dos serviços prestados pelo Ministério Público.

Na nota pública divulgada em 17 de março, o colegiado reafirma o compromisso com a defesa dos direitos fundamentais, a proteção integral das vítimas e a promoção de uma sociedade livre de violência e discriminação de gênero.
A íntegra da nota pública pode ser acessada aqui.
Texto: Jaine Araújo
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
MP AC
MPAC participa de audiência pública sobre políticas públicas para pessoas com lúpus
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (CAOP Saúde), participou, nesta sexta-feira, 11, de uma audiência pública realizada no plenário da Câmara Municipal de Rio Branco para discutir o tratamento, os desafios e as dificuldades enfrentadas por pessoas com lúpus.

A audiência teve como objetivo discutir melhorias nas políticas públicas de atendimento, o cumprimento dos direitos assegurados em lei e a ampliação da conscientização sobre a doença. Durante o encontro, pacientes e profissionais de saúde relataram dificuldades no acesso a consultas, exames, medicamentos e acompanhamento especializado.
Representando o MPAC, a procuradora de Justiça e coordenadora do CAOP Saúde, Gilcely Evangelista, destacou o papel da instituição na defesa dos direitos fundamentais e na garantia de acesso aos serviços públicos de saúde.
“O Ministério Público reconhece a importância do fortalecimento das políticas de saúde e da garantia de acesso integral e adequado aos serviços públicos por aqueles que deles necessitam. É importante que as demandas apresentadas nesta audiência se transformem em ações capazes de produzir resultados concretos”, afirmou.
Entre os encaminhamentos, o MPAC propôs a realização de uma reunião com a participação da Defensoria Pública do Acre, dos órgãos responsáveis pela saúde estadual e municipal e da Fundacre. A iniciativa busca discutir as demandas apresentadas e estabelecer um fluxo de atendimento que torne mais ágil o acesso a consultas e exames.
Durante a audiência, também foi apresentada a proposta de criação de um centro municipal de referência para pessoas com doenças autoimunes e crônicas, com atendimento integrado de diferentes especialidades. Outro encaminhamento discutido foi a criação da Associação dos Portadores de Lúpus no Acre, para representar as demandas dos pacientes.
Fotos: Jean Oliveira
Fonte: Ministério Publico – AC
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