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Cruzeiro do Sul: MPAC obtém decisão que confirma interdição e determina medidas emergenciais no presídio feminino

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Cruzeiro do Sul, obteve decisão favorável em ação civil pública que trata da situação estrutural da Unidade Prisional Feminina de Cruzeiro do Sul. A decisão, proferida pela 2ª Vara Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul, confirma a interdição total do presídio e impõe ao Estado do Acre e ao Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Acre (Iapen) a adoção de medidas emergenciais.

A ação do MPAC ressaltou a necessidade de medidas urgentes diante do risco à integridade física e à dignidade das mulheres privadas de liberdade, dos servidores e de todos que frequentam o local.

O Juízo da 2ª Vara Cível reconheceu a interdição já determinada administrativamente pela 2ª Vara Criminal e manteve a proibição de uso do local até a completa solução das irregularidades estruturais apontadas em laudos técnicos. No prazo de 72 horas, o Estado e o Iapen deverão comprovar a realocação emergencial das internas em estabelecimento prisional adequado ou em imóvel locado que atenda aos padrões mínimos de segurança, saúde e dignidade humana.

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A decisão também determina que sejam adotadas medidas de segurança no prédio interditado, como isolamento e sinalização da área, e que os réus apresentem, em até 15 dias, um plano emergencial contendo diagnóstico técnico atualizado, cronograma de execução, previsão orçamentária e projeto preliminar para reforma integral, reconstrução ou construção de nova unidade feminina no Complexo Penitenciário do Juruá.

A Justiça ainda determinou a realização de inspeção judicial no local, com acompanhamento do MPAC e das partes envolvidas, e fixou multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento das determinações, a incidir pessoalmente sobre o secretário de Estado responsável pela administração penitenciária e o diretor do Iapen.

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC promove palestra sobre atuação do CNJ para o fortalecimento do sistema de Justiça

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, na manhã desta quinta-feira, 30, na sala das sessões, uma palestra com o tema “Atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o fortalecimento do sistema de Justiça”, ministrada pelo conselheiro do CNJ, Silvio Amorim Junior. A atividade foi aberta a integrantes da instituição e contou também com a participação dos promotores de Justiça que tomarão posse nesta noite, oriundos do XIII Concurso Público para ingresso na carreira do MPAC.

O evento teve como objetivo discutir a relevância da atuação do Ministério Público e dos órgãos nacionais de controle para o fortalecimento e o aperfeiçoamento do sistema de Justiça, promovendo a reflexão sobre práticas institucionais e o alinhamento entre as instituições.

Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, ressaltou o propósito do encontro e o papel das instituições na atualidade. “Vivemos um tempo em que a legitimidade das instituições não se sustenta apenas naquilo que a lei lhes confere, mas sobretudo na forma como se fazem presentes na vida das pessoas. É nesse contexto que o papel de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público ganha especial relevância. Mais do que instâncias de controle, eles devem ser compreendidos como espaços de construção de alinhamento institucional e de permanente aperfeiçoamento das práticas que sustentam a Justiça”, afirmou.

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Atuação institucional e fortalecimento do sistema de Justiça

Em sua palestra, o conselheiro Silvio Amorim Junior abordou a evolução da atuação dos conselhos nacionais e o papel desempenhado no aprimoramento das instituições. Ao tratar da transformação dessas instâncias ao longo do tempo, ressaltou a ampliação de suas funções. “Os conselhos ultrapassaram aquela ideia original de serem unicamente fiscalizadores”, disse.

Ao discorrer sobre esse processo, destacou a mudança de enfoque para além do controle, com ênfase na indução de boas práticas. “Houve um movimento de fomento e propagação de boas práticas, indicando caminhos para a atuação dos Ministérios Públicos, deixando aquela atuação eminentemente fiscalizatória para também exercer um papel de facilitador da atuação institucional”, frisou.

O palestrante também enfatizou a importância de uma atuação orientada à resolutividade, destacando a necessidade de o Ministério Público buscar a solução dos problemas e evitar sua repetição, com uma atuação efetiva e voltada à melhoria concreta da vida da população.

Outro ponto abordado foi a relação entre os conselhos e os membros das instituições, destacando a necessidade de compreendê-los como parceiros institucionais, cuja atuação, além do controle, também envolve o fortalecimento das instituições e a difusão de boas práticas.

Ao se dirigir aos promotores de Justiça que serão empossados, o conselheiro destacou aspectos relacionados à atuação profissional e à postura institucional. “Vocês vão ser líderes das suas promotorias e precisam se revestir desse papel, que não é apenas de ordenar, mas sobretudo de ouvir. É preciso tratar a todos com respeito, porque o Ministério Público é a porta aberta da sociedade.”

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Ao final, o conselheiro colocou o Conselho Nacional de Justiça à disposição para o diálogo institucional e ressaltou a importância da cooperação entre as instituições para o aprimoramento contínuo do sistema de Justiça.

Agência de Notícias do MPAC

Fotos: Diego Negreiros

Palestra: Atuação do CNJ e do CNMP para o Fortalecimento do Sistema de Justiça

Fonte: Ministério Publico – AC

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