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MPAC articula parceria com Iphan e MPF para fortalecer ações de proteção ao patrimônio histórico e cultural
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na última sexta-feira, 24, de uma reunião com representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Acre (Iphan/AC), com o objetivo de discutir a celebração de um termo de cooperação técnica voltado à proteção do patrimônio histórico e cultural do estado.
A proposta de cooperação surge a partir de relatórios produzidos pelo Núcleo de Apoio Técnico do MPAC, em conjunto com o Iphan. Um deles trata de vistoria realizada entre os dias 18 e 22 de agosto, que avaliou 15 sítios arqueológicos do tipo geoglifo, localizados nos municípios de Plácido de Castro, Senador Guiomard e Rio Branco.
O levantamento apontou que 83% das estruturas avaliadas estão parcial ou totalmente descaracterizadas em razão de atividades agropecuárias, mecanização e abertura de acessos. De acordo com o relatório, a degradação dos sítios tem comprometido a integridade e a autenticidade dos geoglifos, ocasionando perdas irreversíveis de valor histórico e cultural.
O termo de cooperação técnica, que está em fase de construção e leva em conta outros levantamentos, busca consolidar a atuação conjunta entre as três instituições, fortalecendo as ações de preservação, fiscalização e promoção do patrimônio histórico e cultural acreano.
Segundo o titular da 1ª Promotoria Especializada de Habitação e Urbanismo e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural do MPAC, promotor de Justiça Luis Henrique Rolim, “esta é uma iniciativa exemplar, que deve servir de referência para outros estados, pela forma colaborativa de atuação”.
Para o procurador da República Luidgi Merlo, a parceria demonstra o compromisso das instituições em unir esforços para garantir a efetividade das políticas de proteção ao patrimônio cultural. Já a superintendente do Iphan no Acre, Antonia Barbosa, ressaltou que a ação conjunta reafirma o compromisso coletivo em assegurar que os bens culturais materiais e imateriais do Acre sejam preservados para as presentes e futuras gerações.
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC discute pautas prioritárias para reunião do Eixo de Direitos Humanos do CNPG
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta quinta-feira, 1º, encontro preparatório para definir as pautas que serão apresentadas pelo Grupo Nacional de Defesa de Direitos Humanos em Sentido Estrito (COPEDH) durante a Reunião Ordinária do Eixo de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília.
Participaram das discussões o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, presidente da COPEDH; o promotor de Justiça Thalles Ferreira, membro do grupo; e o procurador-geral adjunto Institucional, Sammy Barbosa Lopes. A agenda integra a preparação dos grupos que compõem o Eixo de Direitos Humanos do CNPG para o encontro nacional.
Entre os temas definidos como prioritários pela COPEDH estão o direito à moradia e à cidade, no marco dos 25 anos do Estatuto da Cidade; democracia e direitos humanos; clínicas de internação compulsória e comunidades terapêuticas; discursos de ódio, extremismo nas redes sociais e proteção de grupos vulnerabilizados; além da defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, tendo a educação como eixo estratégico.
As discussões deverão subsidiar propostas e encaminhamentos para a atuação do Ministério Público nessas áreas. Entre as questões que serão aprofundadas estão o enfrentamento às desigualdades urbanas e à precariedade habitacional; a proteção dos direitos fundamentais e da convivência democrática; as políticas de cuidado em saúde mental; a prevenção aos discursos de ódio e à violência; e a proteção dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.
Para o procurador-geral de Justiça e presidente da COPEDH, Oswaldo D’Albuquerque, o encontro permitirá avançar na construção de respostas conjuntas para questões presentes em diferentes realidades do país. “São temas que exigem do Ministério Público diálogo, articulação e capacidade de construir respostas conjuntas. O encontro será uma oportunidade para reunir experiências de diferentes estados e estabelecer caminhos que contribuam para uma atuação cada vez mais efetiva na proteção dos direitos humanos”, destacou.
O promotor de Justiça Thalles Ferreira ressaltou a relação entre as pautas selecionadas e a necessidade de uma abordagem integrada. “Os debates sobre direito à moradia e à cidade, democracia e direitos humanos, políticas de cuidado em saúde mental, enfrentamento aos discursos de ódio e proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais não são questões isoladas, mas elementos constitutivos de um compromisso institucional com a dignidade humana em todas as suas expressões”, afirmou.
Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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