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MPAC firma acordo interinstitucional para fortalecer atendimento de saúde a adolescentes em medida socioeducativa

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) firmou, nesta segunda-feira, 25, juntamente com o Instituto Socioeducativo do Estado do Acre (ISE), a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa), o Acordo de Cooperação Técnica nº 06/2026. O objetivo é fortalecer o atendimento de saúde aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação.

O acordo prevê ações voltadas à garantia do atendimento intersetorial de saúde aos adolescentes internados, assegurando acesso contínuo aos serviços e definindo atribuições entre os órgãos envolvidos quanto à disponibilização de profissionais, equipamentos e insumos para atendimento odontológico no Centro Socioeducativo do Acre.

Participaram da solenidade o procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos e assessor de Relações Institucionais do MPAC, procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, representando o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto; a ouvidora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues; o secretário-geral do MPAC, promotor de Justiça Adenilson Souza; a promotora de Justiça Vanessa de Macedo Muniz; o secretário de Estado de Saúde, José Bestene; o presidente do Instituto Socioeducativo do Acre (ISE), coronel Mário César Souza de Freitas; e o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths de Lima.

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Na ocasião, o procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes destacou a importância do acordo para a efetivação dos direitos assegurados à infância e à adolescência. “O que estamos fazendo hoje é levar dignidade para dentro do sistema socioeducativo. Isso consolida de forma concreta o que está escrito na Constituição Federal ao assegurar os direitos fundamentais”, afirmou.

Em sua fala, a promotora de Justiça titular da 4ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente, Vanessa de Macedo Muniz, destacou que a formalização do termo visa garantir a continuidade da política pública voltada à socioeducação e ressaltou a atuação do Ministério Público na articulação institucional. “A Secretaria Municipal de Saúde e a do Estado já vêm desenvolvendo esse trabalho há mais de três anos. Mas é importante formalizar esse termo, para que essa política realmente fique e para que ela seja uma política para a socioeducação, não dependendo de quem está ocupando a cadeira”, disse.

Representando a Sesacre, o secretário José Bestene destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições para fortalecer as políticas públicas de saúde. “A nossa parceria está aberta e o Ministério Público acompanha todas as ações do Estado. Nós nos colocamos à disposição no sistema socioeducativo e em qualquer outra necessidade da saúde. O que nós vamos buscar sempre são essas parcerias”, declarou.

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O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths de Lima, enfatizou a cooperação entre as instituições. “O único caminho viável que nós temos é através da cooperação. Nós temos aqui um belo exemplo formalizado de uma prática que já vem sendo exercida há algum tempo”, disse.

O presidente do ISE, coronel Mário César Souza de Freitas, ressaltou a importância da atuação integrada da rede de proteção. “Nenhum órgão, por si só, poderia abranger todas as demandas para uma criança ou adolescente. A socioeducação precisa dessa rede para garantir escolarização, profissionalização, arte, cultura e saúde”, afirmou.

O termo estabelece responsabilidades para cada instituição. O MPAC ficará responsável pelo acompanhamento e fiscalização dos serviços de saúde destinados aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. A Sesacre atuará na manutenção da equipe odontológica e no acesso aos serviços de média e alta complexidade. À Semsa caberá o fornecimento de insumos, medicamentos básicos e a manutenção dos equipamentos utilizados nos atendimentos. Já o ISE será responsável por garantir o acesso dos adolescentes aos serviços de saúde e o suporte necessário durante os atendimentos.

Fotos: Jean Oliveira

Fonte: Ministério Publico – AC

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Feijó: MPAC recomenda implantação de ponto biométrico e fiscalização de jornada em hospital

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Feijó, expediu a Recomendação nº 04/2026 para que o Hospital Geral de Feijó e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) adotem medidas voltadas ao controle de frequência e ao cumprimento da jornada de trabalho dos servidores da unidade hospitalar.

A recomendação foi motivada por denúncia anônima encaminhada à Promotoria de Justiça relatando possíveis irregularidades no cumprimento da carga horária por médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem vinculados ao hospital. Segundo o documento, os relatos apontam para suposta ausência ou ineficiência no controle de frequência dos profissionais, especialmente quanto ao registro de ponto.

Entre as providências recomendadas estão a implementação ou regularização imediata do sistema de registro eletrônico de ponto por biometria para todos os servidores da unidade, substituindo o uso de folhas de frequência manuais, e a fiscalização diária do cumprimento da carga horária contratada, com desconto em folha nos casos de faltas ou atrasos não justificados.

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O MPAC também recomendou que sejam divulgadas, em local visível na recepção do Hospital Geral de Feijó e no Portal da Transparência, as escalas de trabalho dos profissionais de saúde, contendo nome completo, especialidade e horários de início e término da jornada.

Outra medida prevista é a instauração de procedimento administrativo para apurar eventuais faltas injustificadas ou abandono de plantão registrados nos últimos três meses.

A Promotoria de Justiça requisitou ainda que a direção do Hospital Geral de Feijó informe, no prazo de 15 dias, as medidas adotadas e o cronograma para implementação integral do controle biométrico.

Imagem ilustrativa: Wikimedia Commons

Fonte: Ministério Publico – AC

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