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MPAC participa de audiência pública sobre dignidade menstrual no Acre
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pela procuradora de Justiça Gilcely Evangelista, participou nesta segunda-feira (1) de uma audiência pública em alusão ao Dia da Dignidade Menstrual.
Durante o debate, representantes da sociedade civil falaram das dificuldades enfrentadas pelas mulheres acreanas para acessar o Programa Dignidade Menstrual, iniciativa do Governo Federal que distribui gratuitamente absorventes para mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com levantamento realizado pela Associação Mãe da Mata, cerca de 27 mil mulheres acreanas vivem em situação de pobreza menstrual. Atualmente, apenas 11 municípios do Acre contam com unidades da Farmácia Popular responsáveis pela distribuição gratuita dos absorventes. Além disso, muitas das beneficiárias desconhecem o direito de acesso ao programa.
Outro tema abordado durante a audiência foi o cumprimento da Lei Estadual nº 3.795, que determina a inclusão de absorventes entre os itens básicos de higiene das escolas públicas estaduais. Conforme a legislação, os produtos devem ser disponibilizados nos banheiros das unidades de ensino, e não nas secretarias das escolas, uma forma de evitar constrangimentos e contribuir para a redução da evasão escolar.
Na ocasião, a procuradora de Justiça Gilcely Evangelista colocou o Ministério Público do Estado do Acre à disposição das entidades e instituições presentes para colaborar na ampliação da divulgação das informações e no fortalecimento das ações voltadas à dignidade menstrual.


“Que este dia sirva para fortalecer nossa união e nossas ações, transformando o silêncio e o tabu em direitos e oportunidades. Falar sobre dignidade menstrual é falar sobre direitos humanos, saúde, educação e, acima de tudo, sobre o respeito fundamental à pessoa humana, um dos pilares da nossa Constituição Federal. A pobreza menstrual, caracterizada pela insuficiência de acesso a recursos, infraestrutura adequada e informações essenciais para os cuidados relacionados ao período menstrual, constitui uma barreira silenciosa que compromete a dignidade, a saúde e a participação social de inúmeras mulheres e meninas”, afirmou.
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC lançará livro da promotora de Justiça Joana D’Arc sobre direito fundamental ao clima
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizará o lançamento do livro Direito Fundamental ao Clima: Constitucionalismo Climático, Direitos Fundamentais e o Papel do Ministério Público, de autoria da promotora de Justiça e diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Joana D’Arc Dias Martins. O evento está previsto para o dia 17 de agosto, na sede da instituição, em Rio Branco.
A realização do lançamento pelo MPAC foi definida nesta segunda-feira, 3, durante reunião entre a promotora e o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto. Na ocasião, a autora apresentou oficialmente a obra ao chefe do Ministério Público acreano e entregou um exemplar da publicação.
O livro analisa a emergência climática sob a perspectiva dos direitos humanos e do constitucionalismo contemporâneo, defendendo o reconhecimento do direito a um clima limpo, estável e seguro como um direito humano fundamental.
Na obra, Joana D’Arc demonstra como as mudanças climáticas ultrapassam a dimensão ambiental e repercutem diretamente sobre direitos essenciais, como a vida, a saúde, a moradia, a alimentação, a segurança e a dignidade humana. O estudo também destaca que os impactos da crise climática atingem de forma mais intensa as populações em situação de vulnerabilidade, reforçando a importância da justiça climática na formulação de políticas públicas e na atuação das instituições.
Este é o quarto livro publicado pela promotora Joana D’Arc. Segundo a autora, um dos principais diferenciais da obra é a abordagem voltada ao papel do Ministério Público brasileiro na promoção da justiça climática. “Na obra, trato dos aspectos mais modernos relacionados ao reconhecimento do direito ao clima como um direito fundamental, com foco na atuação do Ministério Público, que recebeu da Constituição Federal o dever de proteger os direitos fundamentais”, afirmou.
Ao receber a publicação, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, parabenizou a promotora e destacou a relevância da produção acadêmica para o fortalecimento do debate jurídico sobre a proteção do meio ambiente e dos direitos fundamentais. “É uma obra que qualifica o debate jurídico e reafirma o compromisso do Ministério Público com a defesa dos direitos fundamentais e com a construção de respostas cada vez mais efetivas diante da crise climática. Para o MPAC, é motivo de orgulho realizar o lançamento de mais um importante trabalho da Dra. Joana D’Arc”, afirmou.
Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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