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Procurador-geral ministra palestra no V Seminário de Inteligência das Polícias Militares do Nordeste
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou do V Seminário de Inteligência das Polícias Militares do Nordeste, realizado em Natal (RN). Nesta quarta-feira, 20, o procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, foi um dos palestrantes e abordou o tema “Inteligência na Fronteira: Conectando forças policiais e Ministério Público no enfrentamento ao crime organizado”.
A apresentação do procurador-geral expôs como o crime organizado transnacional, marcado pela complexidade, pelo uso de tecnologia e pela infiltração institucional, desafia a atuação estatal, sobretudo em áreas de fronteira. Para enfrentar esse cenário, ele defendeu a adoção da inteligência integrada, que conecta polícias e Ministério Público por meio de planejamento conjunto, núcleos permanentes de cooperação, protocolos de troca segura de informações e monitoramento contínuo de resultados.
Como exemplo prático, Danilo Lovisaro destacou experiências do Ministério Público do Acre, que já adota termos de cooperação e operações integradas com as polícias no combate ao crime organizado.
Pelo MPAC, também participaram do evento a secretária de Planejamento Institucional e Inovação, promotora de Justiça Marcela Cristina Ozório, que integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano.

O seminário, que continua nesta quinta-feira, 21, ocorre de forma simultânea à II Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares e ao VIII Encontro de Saúde das PMs e CBMs do Nordeste. A programação do primeiro dia contou ainda com a palestra “Reestruturação do Sistema de Inteligência de Segurança no Brasil”, conduzida pelo diretor de Operações Integradas de Inteligência do Ministério da Justiça, Rodney da Silva.
Fotos: PMRN
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de formação sobre equidade étnico-racial do Selo Unicef
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na manhã desta terça-feira, 25, da Formação Presencial do Resultado Sistêmico 6 – Equidade Étnico-Racial, realizada no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. A atividade integra o 4º Ciclo de Formação da edição 2025–2028 do Selo Unicef e reúne equipes municipais para discutir políticas públicas voltadas à garantia de direitos de crianças e adolescentes.
Representando o procurador-geral de Justiça, Osvaldo D’Albuquerque Lima Neto, a procuradora-geral adjunta para a Criança, o Adolescente e a Educação, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, destacou a importância de considerar as diferentes realidades vivenciadas por crianças e adolescentes na formulação das políticas públicas.

“Quando falamos em equidade, estamos falando justamente disso: reconhecer que nem todas as crianças vivem no mesmo lugar, compartilham a mesma realidade ou encontram as mesmas oportunidades”, afirmou.
A atuação do MPAC na área inclui o acompanhamento de políticas relacionadas à educação para as relações étnico-raciais e à educação escolar indígena, além da articulação com a rede de proteção para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
A procuradora de Justiça também ressaltou que a garantia de direitos exige articulação entre as instituições e participação das próprias comunidades na construção das políticas públicas. “Nenhuma instituição conseguirá enfrentar sozinha desigualdades que foram construídas ao longo de décadas. Precisamos dos municípios, do Estado, do Ministério Público, dos conselhos, das escolas, das unidades de saúde, das organizações da sociedade civil e, principalmente, ouvir as próprias comunidades, suas lideranças, suas crianças e seus adolescentes”, afirmou.
Nesta edição, a equidade étnico-racial integra pela primeira vez o Selo Unicef como um Resultado Sistêmico específico e também como princípio transversal às demais áreas da iniciativa, como saúde, educação, proteção contra as violências, água e saneamento e proteção social.
A formação busca qualificar as equipes municipais para o enfrentamento ao racismo institucional e para a construção de políticas públicas mais equitativas, considerando as especificidades de crianças, adolescentes e jovens indígenas, quilombolas e negros.

Entre os temas trabalhados estão o processo de adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), a revisão dos Planos Municipais pela Primeira Infância (PMPI) sob a perspectiva étnico-racial e a formação continuada de profissionais das áreas de saúde, educação, proteção social e garantia de direitos.
A formação no Acre faz parte do ciclo presencial promovido pelo Unicef nos estados acompanhados pelo Instituto Amazônia Açu. A programação teve início em Roraima e segue para Rondônia, no dia 28 de agosto, e Amazonas, no dia 4 de setembro.
Fotos: Clovis Pereira
Fonte: Ministério Publico – AC
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