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MPAC participa do Seminário de Atualização em Direito Eleitoral e Partidário promovido pela OAB/AC
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na tarde desta quinta-feira, 16, do Seminário de Atualização em Direito Eleitoral e Partidário: Regras de Campanha, Responsabilidades e Novos Desafios Digitais, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), em Rio Branco.
O evento reuniu representantes da Justiça Eleitoral, promotores de Justiça, advogados, estudantes de Direito e demais interessados para debater temas relacionados às regras de campanha, à atuação fiscalizatória das instituições e aos impactos das novas tecnologias sobre a participação política e o ambiente democrático.
O procurador-geral de Justiça em exercício, Celso Jerônimo de Souza, participou da solenidade de abertura, compondo a mesa ao lado do presidente da OAB/AC, Rodrigo Aiache; da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE/AC), desembargadora Waldirene Cordeiro; do presidente da Comissão Eleitoral da OAB/AC, Giordano Simplício Jordão; e do presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Acre (CRCAC), Edberto Gomes de Souza.
Celso Jerônimo destacou que a democracia exige vigilância permanente e constante aperfeiçoamento técnico dos profissionais envolvidos na fiscalização e na condução do processo eleitoral. Para ele, iniciativas como o seminário fortalecem a cultura democrática ao promover o intercâmbio de conhecimentos e o debate qualificado sobre os desafios contemporâneos das eleições.

“O Ministério Público reafirma aqui o seu compromisso constitucional com a defesa do regime democrático, da ordem jurídica e dos interesses da sociedade, convicto de que eleições limpas e transparentes constituem pressuposto indispensável à consolidação do Estado Democrático de Direito. Tenho certeza de que os debates que aqui serão travados contribuirão significativamente para o fortalecimento da cultura democrática, da cidadania e da Justiça Eleitoral”, afirmou.
A programação contou ainda com a participação de integrantes do MPAC entre os palestrantes. A promotora de Justiça Giovana Kohata Stachetti abordou a violência política de gênero.
Em sua exposição, a promotora apresentou os principais marcos legislativos relacionados ao enfrentamento da violência política contra a mulher, além de dados sobre a realidade brasileira e reflexões acerca dos caminhos necessários para ampliar a proteção e a participação feminina nos espaços de representação política.
“Desde 2021, temos uma definição legal do que é a violência política contra a mulher. Trata-se de toda ação, conduta ou omissão que tenha a finalidade de impedir, dificultar ou restringir o exercício dos direitos políticos das mulheres. Hoje, o Brasil ocupa a última posição em representação feminina entre os países da América do Sul. Diante desse cenário, é fundamental fortalecer a democracia, e o Ministério Público tem a missão constitucional de atuar na sua defesa”, afirmou.
Também integrou a programação o servidor do MPAC Leonardo Vasconcelos, que ministrou palestra sobre os impactos da inteligência artificial nos procedimentos democráticos. Em sua palestra, ele abordou os desafios trazidos pelo uso crescente dessas ferramentas, incluindo a disseminação de desinformação, a manipulação de conteúdos digitais e os efeitos dessas tecnologias sobre a formação da opinião pública


Completaram a lista de palestrantes a presidente do TRE/AC, desembargadora Waldirene Cordeiro; o juiz de Direito titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco e membro substituto da Corte Eleitoral do TRE/AC, Leandro Gross; o juiz titular da Corte Eleitoral do TRE/AC, Thalles Sales; e o vice-presidente administrativo do Conselho Regional de Contabilidade do Acre, Francisco Brito do Nascimento.
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de reunião sobre conflito fundiário e direitos das famílias do Seringal São Bernardo
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, participou, na última quarta-feira, 15, de uma reunião interinstitucional no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) para discutir medidas relacionadas à regularização fundiária, à proteção ambiental e à garantia dos direitos das populações tradicionais do Seringal São Bernardo, em Rio Branco.
O MPAC foi representado pelo promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa. Também participaram do encontro representantes do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e lideranças comunitárias.
O conflito fundiário no Seringal São Bernardo se arrasta há mais de duas décadas. Segundo relatos apresentados durante a reunião, as famílias convivem, desde o início dos anos 2000, com sucessivos conflitos pela posse da terra, ameaças e intimidações, além de impactos decorrentes da execução de plano de manejo florestal autorizado para a região, que incide sobre áreas tradicionalmente utilizadas para atividades extrativistas e de subsistência. As discussões também envolveram a garantia da permanência das famílias na área e o acesso a políticas públicas essenciais.
O MPAC acompanha a situação por meio de procedimento que apura a regularidade das licenças de manejo florestal concedidas, observando aspectos relacionados à legalidade dos atos administrativos, à função social da propriedade e aos impactos do manejo sobre os direitos das famílias que residem no local.

“O Ministério Público já acompanha esse conflito fundiário há alguns anos. Há notícias de invasões de terras, ameaças e intimidações que agravam a situação vivenciada pela comunidade extrativista do Seringal São Bernardo. O procedimento instaurado busca verificar a legalidade das licenças de manejo concedidas e contribuir para evitar a escalada do conflito no campo. As denúncias de violações de direitos humanos também exigem a atuação articulada das instituições para assegurar o acesso dessas famílias às políticas públicas essenciais”, afirmou o promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa.
Durante a reunião, foram apresentados relatos e registros fotográficos sobre supostos impactos ambientais e episódios de intimidação, incluindo denúncias de soterramento de cursos d’água, derrubada de árvores protegidas, danos a áreas produtivas e restrições ao modo de vida tradicional das famílias. Também foram relatados possíveis impactos decorrentes da aplicação de agrotóxicos com o uso de drones pelos proprietários da área. As lideranças comunitárias destacaram ainda a relevância ambiental do Seringal São Bernardo, que abriga importantes mananciais que contribuem para o abastecimento hídrico de Rio Branco.
A Defensoria Pública do Estado informou que ajuizou ação de manutenção de posse, obtendo inicialmente decisão favorável para suspender as atividades de exploração madeireira na região. Posteriormente, foi proferida decisão provisória admitindo a retomada do manejo florestal, desde que observada uma faixa de proteção de 700 metros ao redor das residências das famílias.
Ao final do encontro, foram definidas providências voltadas ao acompanhamento interinstitucional do caso, entre elas a solicitação de informações aos órgãos competentes sobre a situação fundiária e ambiental da área, a proposta de suspensão cautelar do plano de manejo até a conclusão das análises pertinentes e a realização de vistoria técnica interinstitucional no Seringal São Bernardo, destinada a subsidiar a atuação dos órgãos responsáveis pelas políticas públicas relacionadas à regularização fundiária, à proteção ambiental e à garantia dos direitos das famílias que vivem na região.
Fotos: Jean Oliveira
Com informações do TCE-AC
Fonte: Ministério Publico – AC
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