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MPAC participa da 2ª Semana Nacional da Saúde no Acre e amplia atuação em defesa de direitos
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Promovida pelo CNJ, a programação reúne ações do Judiciário e do Ministério Público para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.
O Ministério Público do Acre (MPAC) participou da abertura da 2ª Semana Nacional da Saúde, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A programação, realizada de 7 a 11 de abril, ocorre no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e em comarcas do estado, incluindo mutirões e atendimentos voltados ao público interno do Judiciário. A Ouvidoria-Geral do MPAC, coordenada pela procuradora Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, representou o procurador-geral de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto na solenidade realizada no Fórum dos Juizados Especiais Cíveis, na Cidade da Justiça, em Rio Branco.
Dados do CNJ indicam que existem mais de 800 mil processos relacionados à saúde pública e suplementar no país. Durante a abertura da Semana, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a importância de medidas integradas para garantir o acesso da população aos serviços de saúde.
A programação inclui esforço concentrado no julgamento de processos de saúde, com destaque para o mutirão “Saúde é Direito”, voltado à conciliação de demandas. Também estão previstos atendimentos com testes rápidos, aferição de pressão arterial, glicemia e rodas de conversa para servidores do Judiciário.
Atuação do MPAC e fortalecimento de direitos
No MPAC, a Ouvidoria-Geral recebe demandas relacionadas à marcação de consultas, exames e fornecimento de medicamentos. Segundo a ouvidora-geral Kátia Rejane, a atuação da instituição busca garantir a efetividade do direito à saúde por meio da fiscalização das políticas públicas, do acompanhamento de procedimentos institucionais e do diálogo entre órgãos, assegurando o acesso aos serviços.
O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, enfatiza o papel do MPAC na proteção de populações vulneráveis e na defesa de direitos fundamentais. Ele destaca que os desafios do sistema de saúde incluem a ocupação elevada de leitos clínicos e de UTI, filas para consultas e exames especializados, além de dificuldades de acesso em municípios isolados.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde indicam que, em períodos de pico, a ocupação de leitos clínicos e de UTI ultrapassa 90%. Filas para consultas especializadas e exames de média e alta complexidade podem exceder 90 dias. A atenção básica ainda não atua de forma resolutiva em regiões mais afastadas, enquanto déficit de profissionais, alta rotatividade e limitações logísticas impactam o funcionamento do sistema.
O MPAC adota atuação preventiva e contínua, buscando antecipar demandas e monitorar processos antes que se tornem emergências. O plano de gestão para o biênio 2026-2028 prevê descentralização institucional, criação de núcleos regionais e equipes multidisciplinares próximas aos pontos de maior demanda do sistema de saúde.
Estrutura e ações do MPAC
O MPAC atua por meio de unidades técnicas e de atendimento direto à população:
- Ouvidoria-Geral: orientação, encaminhamento e monitoramento de demandas sobre consultas, exames, medicamentos e políticas de saúde.
- Caop Saúde: acompanhamento de políticas públicas e orientação técnica.
- NAT: emissão de pareceres especializados sobre tratamentos e fornecimento de medicamentos.
- CAC: atendimento inicial e encaminhamento de demandas.
- CAV: apoio psicossocial e orientação às populações vulneráveis.
Entre as ações recentes, o Caop Saúde coordenou atendimentos às reeducandas do sistema prisional de Rio Branco, com equipes multidisciplinares realizando acompanhamento médico, psicológico e social, além de monitoramento das condições de assistência à saúde. Recomendações foram expedidas e providências institucionais acompanhadas para aprimorar o atendimento.
O MPAC também desenvolve projetos como “SUS – Tempo é Vida”, voltados à redução do tempo de espera por procedimentos e à ampliação da efetividade dos serviços, além de ações integradas de promoção da saúde e cidadania.
Programação da Semana Nacional da Saúde
- 7 de abril: abertura oficial, orientação e autocuidado, das 10h às 13h; mutirão das 8h às 13h na Cidade da Justiça.
- 7 a 11 de abril: esforço concentrado no julgamento de processos de saúde em todas as comarcas do estado.
- 8 a 10 de abril: mutirão “Saúde é Direito”, com conciliações, testes rápidos, aferição de pressão e rodas de conversa para servidores do Judiciário.
- 10 de abril: ação social no Centro de Saúde Ary Rodrigues, voltada à população vulnerável.
A Semana coincide com o Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, reforçando a atuação integrada do sistema de Justiça para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.Texto: Chico Araújo
Foto: Thiago Santos
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de reunião para alinhar ações voltadas à segurança nas escolas públicas estaduais
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Ouvidoria-Geral, participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião na Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC) para discutir o alinhamento de ações relacionadas à segurança no ambiente escolar da rede pública estadual.
Representaram o MPAC a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, e o coordenador-adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil do Acre (PCAC) e Casa Civil.
A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação institucional e alinhar estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar, além de aprimorar o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.
No encontro, a procuradora de Justiça Kátia Rejane destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para a construção de soluções voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Ela enfatizou que o MPAC instituiu, em maio deste ano, o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ).
“Temos um grupo multidisciplinar no Ministério Público para lidar com essa temática. Também estamos trabalhando na criação de uma procuradoria-geral adjunta específica para tratar dessas questões, fortalecendo o diálogo e a articulação com os promotores de Justiça da capital e do interior. Acredito muito na interação entre as instituições, porque é dessa forma que construímos soluções e estratégias para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros ressaltou que a segurança escolar exige atuação coordenada entre os órgãos públicos e o aperfeiçoamento contínuo das medidas preventivas, especialmente diante de situações relacionadas ao ambiente digital. Segundo o promotor, o MPAC já vem acompanhando casos envolvendo ameaças, divulgação de conteúdos violentos, cyberbullying e compartilhamento indevido de informações nas redes sociais, além de ter expedido recomendações sobre medidas de prevenção e controle no ambiente escolar.
“A sociedade espera uma resposta articulada das instituições diante desse cenário. Precisamos discutir e alinhar as melhores formas de atuação, observando a legislação e as particularidades de cada situação. Esse trabalho passa pelo enfrentamento ao cyberbullying, à disseminação de ameaças e de notícias falsas, além da definição de protocolos claros para atuação preventiva. É fundamental que essas medidas sejam construídas de forma conjunta, com a participação dos órgãos envolvidos e diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo de Medeiros, destacou que uma das necessidades identificadas pelo governo estadual é o alinhamento entre as instituições para evitar a circulação de informações desencontradas e contribuir para a adoção de medidas mais assertivas.
“Uma das necessidades que identificamos foi buscar esse alinhamento para evitar desinformações ou informações desencontradas. O objetivo é fortalecer essa articulação com o Ministério Público para que possamos tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse.
O subchefe da Casa Civil, Cristovam Moura, enfatizou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na gestão da crise e na construção de estratégias preventivas.
“Nosso objetivo foi plenamente atingido ao alinharmos essa parceria com o Ministério Público. Também reafirmamos que todas as nossas equipes estão à disposição para manter esse diálogo”, afirmou.
Texto:Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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