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MPAC lança projeto “Educar para Proteger” em escola de Rio Branco

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional (CAOP) de Proteção à Mulher, lançou, nesta terça-feira, 18, o projeto “Educar para Proteger”, na Escola Estadual Boa União Ensino Jovem, no bairro Sobral, em Rio Branco. A iniciativa busca prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher por meio de ações educativas voltadas a estudantes.

Nesta primeira atividade, participaram cerca de 140 alunos de cinco turmas da 2ª série do ensino médio, com idades entre 15 e 17 anos. A programação contou com palestras e diálogo sobre as diferentes formas de violência, identificação de comportamentos abusivos e formas de buscar ajuda.

A promotora de Justiça Dulce Helena Franco, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher, destacou a importância de abordar o tema com os adolescentes, especialmente para que reconheçam situações de violência psicológica, que podem envolver humilhações, ameaças, intimidações e comportamentos de controle.

“A violência psicológica é silenciosa, porque, antes de acontecer uma agressão física, muitas vezes ela já começou. O agressor xinga a mulher, maltrata, humilha, ataca a sua aparência. Com esses atos, ela vai achando que ele é superior a ela e pode chegar a acreditar que merece apanhar. Por isso, é importante que meninas e meninos estejam atentos e ajudem a denunciar, porque muitas vezes a própria vítima não sabe que está sofrendo”, afirmou.

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O promotor de Justiça Iverson Bueno, coordenador do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas Infantojuvenis (CAVi), ressaltou a importância de trabalhar a prevenção desde a adolescência e orientar os jovens a reconhecer sinais de violência nos relacionamentos. Ele também chamou atenção para comportamentos de controle, como fiscalizar o celular, determinar roupas, controlar horários e questionar com quem a pessoa conversa ou se relaciona.

“Como vamos combater isso? É aqui, conversando com vocês na base, tanto para instruir os meninos que veem o pai bater na mãe a não fazer igual, quanto as meninas que veem a mãe, a prima ou a tia sendo agredida. É importante perceber os sinais desde o primeiro relacionamento, observando como ele trata os amigos, os pais e os parentes”, destacou.

As apresentações abordaram as formas de violência previstas na Lei Maria da Penha e trataram da identificação de comportamentos abusivos e da importância de não naturalizar situações de violência. Também foram discutidas formas de responsabilização dos autores e a construção de relacionamentos baseados em respeito e igualdade.

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Os estudantes receberam, ainda, orientações sobre os direitos das vítimas e os canais para buscar atendimento e denunciar situações de violência.

O projeto “Educar para Proteger” conta com o apoio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAOPEduc), do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas Infantojuvenis (CAVi), da 13ª Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e da 3ª Promotoria Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente.

Fotos: Clóvis Pereira

Fonte: Ministério Publico – AC

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Porto Acre: MPAC fortalece rede de proteção às mulheres em situação de violência

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Porto Acre, realizou nesta sexta-feira, 09, atividades voltadas ao diagnóstico e ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. A iniciativa busca identificar desafios, aprimorar os fluxos de acolhimento e encaminhamento, além de ampliar a articulação entre as instituições responsáveis pela proteção das vítimas.

A atividade, conduzida pelo promotor de Justiça Flávio Bussab, reuniu representantes do Poder Judiciário, da Defensoria Pública, da Prefeitura e da Câmara Municipal, além de profissionais das áreas de assistência social, saúde e educação, conselheiros tutelares e integrantes das forças de segurança.

“Embora Porto Acre tenha registrado uma pequena redução na taxa de violência doméstica entre 2023 e 2024, houve aumento nas tentativas de feminicídio registradas em 2025. Segundo ele, a diminuição de registros não significa, necessariamente, que os casos tenham reduzido na mesma proporção, considerando as dificuldades de acesso aos serviços e a subnotificação”, disse o promotor.

A extensão territorial do município e a existência de comunidades distantes da sede foram apontadas como fatores que precisam ser considerados no planejamento das políticas públicas e na organização dos serviços de atendimento.

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Desenvolvido pelo MPAC, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CAOP-DH), do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do Observatório de Gênero (OBSGênero), o projeto promove o diálogo entre os serviços que compõem a rede de proteção, com o objetivo de aprimorar a resposta institucional às situações de violência contra a mulher.

Durante a programação, profissionais que atuam diretamente no atendimento à população foram ouvidos para identificar dificuldades de comunicação e oportunidades de melhoria nos encaminhamentos. A proposta é construir, de forma coletiva, soluções que facilitem o acesso das mulheres aos serviços e evitem falhas no atendimento.

Samia Roberta – Secretaria de Comunicação / MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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