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MPAC obtém novas medidas para educação antirracista na rede estadual

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, ajuizou ação civil pública para garantir o cumprimento das Leis Federais n.º 10.639/2003 e n.º 11.645/2008 nas redes estadual de ensino e municipal de Rio Branco. Como resultado da atuação do MPAC, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) publicou a Portaria n.º 2.406, de 10 de agosto de 2026, que estabelece medidas para implementar a educação para as relações étnico-raciais na rede estadual.

Na ação, o MPAC solicitou que o Estado adotasse medidas concretas para assegurar a implementação da legislação, com planejamento pedagógico, formação de professores, disponibilização de materiais didáticos e desenvolvimento de ações voltadas à educação para as relações étnico-raciais. A iniciativa ocorreu após a Promotoria requisitar informações à SEE sobre as medidas adotadas e receber respostas insuficientes, além de não obter resposta a novas requisições.

A Justiça concedeu tutela de urgência e determinou que o Estado apresentasse, em 90 dias, um plano com as medidas necessárias para implementar a educação para as relações étnico-raciais na rede estadual. A decisão também determinou a apresentação de estratégia para aquisição de materiais didáticos e paradidáticos e de cronograma para formação inicial dos professores.

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Em resposta às medidas determinadas no processo, a SEE publicou a Portaria n.º 2.406, que institui diretrizes para a implementação das duas leis e da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). Entre as medidas estão a formação continuada de equipes gestoras, professores e demais profissionais da rede e a criação ou designação de um setor específico para garantir ações afirmativas durante todo o ano letivo e monitorar a inserção da temática no Currículo de Referência Único do Acre e nos projetos político-pedagógicos das escolas.

A norma também determina que o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena seja incorporado ao cotidiano escolar, com projetos pedagógicos desenvolvidos durante todo o ano, e não apenas em datas comemorativas. A SEE prevê ainda projetos interdisciplinares, ações de diversidade étnico-racial, rodas de conversa, exposições, feira de literatura negra e indígena e oficinas de arte, música e cultura.

Entre as medidas estabelecidas estão ainda a adoção de protocolo de prevenção e resposta a práticas racistas no ambiente escolar, com orientações para registro e encaminhamento de casos e espaços de escuta para estudantes e famílias. A portaria prevê a aquisição, produção e divulgação de materiais didático-pedagógicos, o diálogo com mestres da cultura popular, lideranças indígenas, pesquisadores e artistas negros, além de ações formativas com famílias e comunidade.

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O documento estabelece, por fim, mecanismos de reconhecimento para escolas que apresentarem avanços na implementação de ações antirracistas, como certificação e selo de escola antirracista. As medidas ampliam as ações previstas para a rede estadual e dão concretude às providências discutidas no âmbito da ação civil pública ajuizada pelo MPAC.

Secretaria de Comunicação/MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC institui Agosto Lilás e estabelece ações permanentes de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instituiu o Agosto Lilás como mês de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas. A medida foi estabelecida por meio de ato normativo assinado pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, e passa a integrar de forma permanente o calendário institucional.

A iniciativa prevê a realização anual de ações, campanhas e atividades voltadas à conscientização e à proteção dos direitos de mulheres e meninas. Nesse contexto, o ato também institui o Ciclo de Diálogos da Lei Maria da Penha, com o objetivo de fortalecer a atuação do Ministério Público com perspectiva de gênero e contribuir para a proteção das mulheres em situação de violência doméstica.

A realização do ciclo segue a Recomendação nº 89/2022 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que orienta as unidades e os ramos do Ministério Público brasileiro a promoverem, no mês de agosto, debates e iniciativas voltados à efetivação da Lei Maria da Penha.

A institucionalização do Agosto Lilás também se soma à campanha “O Acre diz: chega de violência contra meninas e mulheres!”, lançada pelo MPAC durante a Expoacre 2026. O ato destaca os elevados índices de violência doméstica e de feminicídio registrados no Acre entre os fatores que exigem ações permanentes e estruturadas de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência de gênero.

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O procurador-geral de Justiça ressaltou que, ao institucionalizar o Agosto Lilás, o MPAC consolida no calendário institucional uma agenda anual dedicada ao tema, reunindo ações de conscientização, formação e diálogo.

“Enfrentar a violência de gênero também exige compreender como ela acontece, reconhecer suas diferentes formas e qualificar nossas respostas. Instituir o Agosto Lilás é manter a vida de meninas e mulheres no centro da nossa atenção e assumir que esse enfrentamento precisa ser contínuo, efetivo e capaz de chegar a quem precisa de proteção”, disse Oswaldo D’Albuquerque.

Ciclo de Diálogos será realizado na próxima segunda-feira

A programação do Ciclo de Diálogos da Lei Maria da Penha começa na próxima segunda-feira, 17, com um encontro aberto a membros, servidores do MPAC, integrantes da rede de proteção e comunidade acadêmica. A atividade será realizada a partir das 8h, na Sala de Multiuso do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), com transmissão online.

Nesta edição, o ciclo terá como tema “Perspectiva de gênero, interseccionalidade e enfrentamento à violência contra as mulheres” e contará com a participação de Cláudia dos Santos Garcia (promotora de Justiça do MPES), Ivana Farina Navarrete (procuradora de Justiça do MPGO) e Thimotie Aragon Heemann (promotor de Justiça do MPPR).

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Para a participação presencial, estão disponíveis 40 vagas, que serão preenchidas mediante inscrição em: eventos.mpac.mp.br. Quem não puder comparecer poderá acompanhar a transmissão ao vivo pelo canal do MPAC no YouTube (@mpacre).

Fonte: Ministério Publico – AC

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