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Pai e filho brasileiros são presos nos EUA por golpe usando seus restaurantes

Dois homens foram presos em Massachusetts, nos Estados Unidos, suspeitos de liderarem um esquema de tráfico de pessoas.

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SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – Dois homens foram presos em Massachusetts, nos Estados Unidos, suspeitos de liderarem um esquema de tráfico de pessoas. Os investigados são pai e filho, têm cidadania brasileira e administram dois restaurantes na cidade de Woburn, o Taste of Brazil – Tudo No Brasa e o The Dog House, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Jesse James Moraes, 64, e Hugo Giovanni Moraes, 42, foram indiciados por um golpe em que convenciam outros brasileiros a entrarem nos EUA, viabilizar a viagem e oferecendo emprego, mas já prevendo obter vantagens financeiras com a imigração ilegal. Eles são suspeitos de explorarem essas pessoas que, morando nos Estados Unidos sem visto, estariam quebrando a lei, ficando em uma posição vulnerável.

Um terceiro homem, identificado como Marcos Chacon, 29, também foi detido e indiciado por entregar documentos falsos às vítimas e ajudar na imigração de um estrangeiro que já havia sido deportado em outra ocasião.

Os investigados compareceram na tarde de ontem a uma corte federal de Boston para um depoimento inicial e devem continuar presos pelo menos até a audiência de custódia, ainda sem data para acontecer.

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De acordo com a investigação do Departamento de Justiça, o esquema começava no Brasil, com o irmão de Jesse, Chelbe Moraes. O homem, que ainda vive no país natal, cobrava uma taxa entre US$ 18 mil e US$ 22 mil (entre R$ 93 mil e R$ 113 mil, na cotação atual) para levar as vítimas até os Estados Unidos.

Quando elas chegavam em território estrangeiro, Jesse e Hugo contratavam os imigrantes em seus restaurantes em Woburn, mas sob a condição de que eles não receberiam o salário integral até pagar a dívida de sua viagem e documentos falsos, que incluíam pedidos de refúgio ou vistos de trabalho.

Apesar de não morar na América do Norte, Chelbe também foi indiciado pelo suposto tráfico de pessoas, além de enfrentar um processo por lavagem de dinheiro.

Pela primeira acusação, de induzir e cooperar para a entrada ilegal de pessoas nos Estados Unidos para ganhos financeiros, a pena pode chegar a 10 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e uma multa de até US$ 250 mil. Ajudar um imigrante deportado a voltar ao país rende até dois anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Já o crime de lavagem de dinheiro tem pena de até 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 500 mil ou o dobro do valor movimentado no esquema, se o valor for maior.

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Ainda não há previsão para que os suspeitos sejam julgados pela Justiça norte-americana, nem mais informações sobre as vítimas envolvidas.

O UOL entrou em contato por e-mail com os restaurantes de Jesse e Hugo, buscando posicionamento da defesa de pai e filho, mas ainda não teve retorno. Chelbe também não retornou às mensagens, enviadas por Facebook, até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação dos suspeitos.

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Suspensão de voos nos EUA provoca impacto pontual no Brasil

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O caos aéreo registrado na manhã desta quarta-feira (11) nos Estados Unidos, onde todas as companhias aéreas tiveram que suspender decolagens das 9h às 11h (horário de Brasília) após uma falha em um sistema, surtiu efeitos pontuais no Brasil.

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

Cerca de 4.000 voos sofreram atrasos nesta manhã nos Estados Unidos, segundo o site de rastreamento FlightAware. Outros 600 domésticos e internacionais teriam sido cancelados.

“A Azul informa que em virtude de problemas no sistema da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América registrado esta manhã, os voos AD 8703 (Fort Lauderdale-Viracopos) e AD 8709 (Orlando-Viracopos) sofreram atrasos na decolagem”, informou a companhia aérea, em nota.

“A Azul destaca que o sistema da FAA [autoridade aérea americana] foi normalizado ainda pela manhã e o embarque de clientes retomado logo em seguida”, disse. A companhia opera dois voos diários para a Flórida e dois voos diários para Orlando, partindo do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

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Também por meio da sua assessoria de imprensa, a Latam Brasil informou que as suas rotas estão operando normalmente. O voo LA8195 (Miami-São Paulo/Guarulhos) decolou nesta manhã sem atraso, segundo a companhia. A aérea opera 28 voos por semana entre Brasil e Estados Unidos, com destino a Miami, Nova York, Boston e Orlando.

Já a Gol -que realiza voos diários entre Brasília e Miami, e Brasília e Orlando- informou que os dois voos que partiram do Brasil na manhã desta quarta estavam no horário e não houve mudanças. Ambos os voos têm o seu retorno para a capital federal dentro do previsto.

Segundo a Gol, para a alta temporada, até 31 de janeiro, foram incluídas mais três operações por semana entre Brasília e Orlando, totalizando dez voos semanais nesta rota.

No primeiro trimestre de 2022, os Estados Unidos foram o segundo principal destino de viagem dos brasileiros, só atrás da Europa, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).

Segundo a instituição, até a manhã desta quarta, não havia manifestações de passageiros brasileiros no território americano com dificuldades de retornar ao país.

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A Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou nesta manhã, no seu perfil no Twitter, que “operações de tráfego aéreo estão sendo retomadas gradualmente nos EUA após uma interrupção noturna no sistema de aviso às missões aéreas que fornece informações de segurança para tripulações de voo. O impedimento de decolagens foi suspenso.”

A Casa Branca afirmou que não há evidências de ataque cibernético.

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