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Rússia está pronta para defender territórios na Ucrânia com armas nucleares, afirma membro do governo

Declaração foi dada pelo vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dimitri Medvedev, que também afirmou que o Ocidente precisa entender que ‘a Rússia escolheu seu próprio caminho’.

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Medvedev é ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país - EFE/EPA/EKATERINA SHTUKINA/SPUTNIK POOL MANDATORY CREDIT

O ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dimitri Medvedev, afirmou que o seu país está pronto para defender os territórios ucranianos conquistados pelas tropas russas com “armas nucleares estratégicas”. A afirmação foi feita por Medvedev nesta quinta-feira, 22, durante pronunciamento à nação. “A Rússia anunciou que não só as capacidades de mobilização, mas também qualquer arma russa, incluindo armas nucleares estratégicas e armas baseadas em novos princípios, podem ser usadas para essa proteção”, disse Medvedev. Ele também reafirmou a realização de referendos sobre separação das regiões ucranianas de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia, que foram invadidas pela Rússia e afirmou que “o  establishment do Ocidente e todos os cidadãos dos países da Otan precisam entender que a Rússia escolheu seu próprio caminho”. Medvedev subiu o tom da narrativa de Vladimir Putin um dia após uma nova escalada na Rússia, quando o presidente anunciou a convocação de 300 mil reservistas e disse estar pronto para responder a ameaças nucleares. “Nosso país possui uma variedade de armas de destruição, algumas mais modernas até que as dos países da Otan. Isto não é um blefe”, declarou Putin.

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Suspensão de voos nos EUA provoca impacto pontual no Brasil

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O caos aéreo registrado na manhã desta quarta-feira (11) nos Estados Unidos, onde todas as companhias aéreas tiveram que suspender decolagens das 9h às 11h (horário de Brasília) após uma falha em um sistema, surtiu efeitos pontuais no Brasil.

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

Cerca de 4.000 voos sofreram atrasos nesta manhã nos Estados Unidos, segundo o site de rastreamento FlightAware. Outros 600 domésticos e internacionais teriam sido cancelados.

“A Azul informa que em virtude de problemas no sistema da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América registrado esta manhã, os voos AD 8703 (Fort Lauderdale-Viracopos) e AD 8709 (Orlando-Viracopos) sofreram atrasos na decolagem”, informou a companhia aérea, em nota.

“A Azul destaca que o sistema da FAA [autoridade aérea americana] foi normalizado ainda pela manhã e o embarque de clientes retomado logo em seguida”, disse. A companhia opera dois voos diários para a Flórida e dois voos diários para Orlando, partindo do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

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Também por meio da sua assessoria de imprensa, a Latam Brasil informou que as suas rotas estão operando normalmente. O voo LA8195 (Miami-São Paulo/Guarulhos) decolou nesta manhã sem atraso, segundo a companhia. A aérea opera 28 voos por semana entre Brasil e Estados Unidos, com destino a Miami, Nova York, Boston e Orlando.

Já a Gol -que realiza voos diários entre Brasília e Miami, e Brasília e Orlando- informou que os dois voos que partiram do Brasil na manhã desta quarta estavam no horário e não houve mudanças. Ambos os voos têm o seu retorno para a capital federal dentro do previsto.

Segundo a Gol, para a alta temporada, até 31 de janeiro, foram incluídas mais três operações por semana entre Brasília e Orlando, totalizando dez voos semanais nesta rota.

No primeiro trimestre de 2022, os Estados Unidos foram o segundo principal destino de viagem dos brasileiros, só atrás da Europa, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).

Segundo a instituição, até a manhã desta quarta, não havia manifestações de passageiros brasileiros no território americano com dificuldades de retornar ao país.

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A Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou nesta manhã, no seu perfil no Twitter, que “operações de tráfego aéreo estão sendo retomadas gradualmente nos EUA após uma interrupção noturna no sistema de aviso às missões aéreas que fornece informações de segurança para tripulações de voo. O impedimento de decolagens foi suspenso.”

A Casa Branca afirmou que não há evidências de ataque cibernético.

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