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Ambulatório Materno-Infantil de Rio Branco ultrapassa 3,1 mil atendimentos e reforça cuidado a gestantes de alto risco

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A gravidez desperta uma mistura intensa de emoções, sobretudo quando o percurso é marcado pelos desafios de uma gestação de alto risco. Em Rio Branco, esse cuidado especializado tem sido garantido pelo Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, estruturado pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, como um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança.

Foto do Ambulatório
O Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, é um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Implantado em maio de 2025 para responder a uma demanda reprimida superior a 350 gestantes que necessitavam de acompanhamento especializado, o ambulatório se aproxima de um ano de funcionamento com resultados expressivos. Entre maio de 2025 e a primeira semana de fevereiro de 2026, o serviço já realizou 3.153 atendimentos especializados, consolidando-se como referência no cuidado multiprofissional a gestantes de risco intermediário e alto, puérperas e crianças na primeira infância.

Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, os resultados alcançados pelo Ambulatório Materno-Infantil refletem o compromisso da gestão do prefeito Tião Bocalom com o cuidado às mulheres e às crianças, especialmente àquelas que vivenciam gestações de maior complexidade.

Foto do secretário de Saúde, Rennan Biths
“A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco”, destacou o secretário Rennan Biths. (Foto: Átilas Moura/Secom)

“Desde o início da gestão do prefeito Tião Bocalom, a saúde materno-infantil tem sido tratada como prioridade. A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco, reduzindo complicações e fortalecendo a rede de atenção à saúde. Esses mais de 3,1 mil atendimentos demonstram o empenho da gestão municipal em cuidar de quem mais precisa, com responsabilidade e compromisso com a vida”, destacou o secretário.

É nesse contexto que mulheres como Raíssa Fraga encontram acolhimento, cuidado e segurança. Aos nove meses de gestação, após vivenciar uma perda gestacional anterior, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório.

Foto de Raíssa
Aos nove meses de gestação, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório. (Foto: Átilas Moura/Secom)

“Em 2023, vivi uma perda muito marcante: descobri uma gravidez já avançada enquanto tratava uma pneumonia, e meu bebê já estava sem vida. A experiência deixou um trauma e muito medo. Agora, na segunda gestação, fiz todo o acompanhamento desde o início. Descobri descolamento de placenta, diabetes gestacional e pressão alta, e recebi todo o suporte no Barral y Barral, com acompanhamento constante da doutora Andressa”, relatou.

Foto de Raíssa recebendo atendimento especializado
“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem”, relatou Raíssa. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Pelo relato de Raíssa, é possível perceber que o maior medo não era apenas o diagnóstico clínico, mas o receio de reviver a dor da perda. Próxima de dar à luz, ela acrescentou:

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“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem, com controle da diabetes e da pressão. Hoje, com nove meses, estou na penúltima consulta e sendo encaminhada para a maternidade para os exames finais.”

Foto do secretário Rennan Biths e da gestante Raíssa
Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). (Foto: Átilas Moura/Secom)

Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), após a identificação de fatores de risco. É o caso de Rosenir Rodrigues, de 37 anos, gestante de sete meses, encaminhada da unidade do Sobral.

“Descobri a gravidez aos três meses, levei um susto. Como não foi planejada e aconteceu muito próxima da outra gestação, tudo ficou mais delicado. A doutora Cássia acompanha tudo com muita atenção: pede exames, faz ultrassom, acompanha o crescimento e escuta direitinho o coração do bebê todos os meses”, contou.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil no Barral Y Barral
As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho. (Foto: Átilas Moura/Secom)

O Ambulatório Materno-Infantil funciona como um importante equipamento de apoio à Atenção Primária e à assistência de média complexidade no município. As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho.

Foto de atendimento de crianças no Ambulatório
Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. (Foto: Átilas Moura/Secom)

Os dados assistenciais evidenciam a efetividade da proposta. Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. Também foram contabilizados 773 atendimentos em fisioterapia pélvica, 271 em pediatria, 226 atendimentos de enfermagem voltados ao risco intermediário, além de 255 atendimentos em nutrição e 50 em psicologia, assegurando cuidado integral e atuação multiprofissional.

Foto de atendimento em recém nascidos
São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, além d eoutros exames. (Foto: Secom)

A enfermeira do ambulatório, Naiane Dourado, explica que o atendimento começa com uma avaliação completa da gestante. São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, saturação e glicemia, especialmente nas pacientes com diabetes.

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O pré-natal de alto risco realizado no ambulatório investe no acompanhamento contínuo, com exames periódicos, orientações nutricionais, incentivo à atividade física segura e atenção à saúde mental, permitindo intervenções precoces e redução de complicações.

Foto da Obtetra Kassia do Vale em atendimento com uma gestatnte
A obstetra destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. (Foto: Átilas Moura/Secom)

A obstetra Kássia do Vale destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. Segundo ela, a identificação precoce de condições como diabetes e hipertensão gestacional, aliada à atuação de uma equipe multidisciplinar, contribui para desfechos mais seguros para mães e bebês.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil
O Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis. (Foto: Jefferson carvalho/Secom)

Parâmetros do Ministério da Saúde indicam que cerca de 15% das gestações podem evoluir para situações de alto risco, o que reforça a necessidade de serviços especializados integrados à rede básica. Nesse contexto, o Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis.

Ambulatorio Barral y Barral 19

Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que aproximadamente 300 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência de complicações na gravidez ou no parto, além de cerca de 2 milhões de bebês que não sobrevivem após 20 semanas de gestação ou durante o nascimento. No Acre, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público do Acre (MPAC), que atua no fortalecimento e na fiscalização de políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil.

Foto do secretário Rennan Biths e de gestantes esperando pelo atendimento
No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF). (Foto: Átilas Moura/Secom)

Além do impacto direto na assistência, o ambulatório fortalece a organização da rede municipal de saúde, garantindo que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado.

Foto do Ambulatório Materno-Infantil
O ambulatório garante que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado. (Foto: Jefferson Carvalho/Secom)

Por trás dos números, estão histórias como a de Raíssa Fraga, que sintetizam o papel do pré-natal de alto risco na garantia de cuidado, proteção e dignidade. Após uma perda marcada pela dor, o acompanhamento especializado permitiu não apenas o controle das condições clínicas, mas também a reconstrução da confiança em um novo desfecho.

Em Rio Branco, o acompanhamento especializado oferecido pelo Ambulatório Materno-Infantil reafirma o compromisso da Prefeitura com a ampliação e a qualificação dos serviços de saúde, consolidando-se como uma estratégia fundamental para proteger a vida de mães e bebês e melhorar os indicadores de saúde materno-infantil na capital.

Fonte: Prefeitura de Rio Branco – AC

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Prefeito de Rio Branco prestigia celebração histórica pelos 64 anos de emancipação política do Acre

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Às margens do Rio Acre, onde a história de Rio Branco se confunde com a própria formação do povo acreano, a Gameleira voltou a ser palco de memória, reconhecimento e celebração. Na tarde desta segunda-feira (15), o Calçadão da Gameleira recebeu autoridades, representantes de instituições e moradores da capital para celebrar os 64 anos de elevação do Acre à categoria de Estado.

Mesmo sob o calor intenso da tarde, a população compareceu ao local histórico para prestigiar a solenidade e reafirmar o sentimento de pertencimento a uma terra marcada pela coragem, pela resistência e pela luta de homens e mulheres que ajudaram a construir a identidade acreana.

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“Tenho muito orgulho de ser acreano. Neste dia especial, homenageamos os heróis que lutaram pela transformação do Acre em Estado e reafirmamos nosso compromisso de unir forças por um Acre cada vez melhor”, afirmou Alysson Bestene. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, participou da cerimônia e destacou a importância de manter viva a memória daqueles que lutaram para que o Acre conquistasse sua autonomia política. Em seu discurso, o gestor ressaltou o orgulho de ser acreano e reforçou o compromisso da capital com o desenvolvimento do Estado.

“Nesse dia tão especial, é importante recordar aqueles que lutaram para garantir a elevação do Acre à categoria de Estado. Nossos bravos guerreiros, nossos heróis. E olhando para a história, conseguimos compreender a existência do nosso povo, homens e mulheres. Tenho muito orgulho de ser acreano. E, na condição de prefeito da capital do Acre, quero parabenizar o nosso povo e dizer que estamos sempre de mãos dadas, unindo forças para lutar por um Acre cada vez melhor”, afirmou Alysson Bestene.

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Em 15 de junho de 1962, o Acre conquistou sua elevação à categoria de Estado, um marco histórico fruto da luta, mobilização e determinação do povo acreano em garantir seu lugar na Federação Brasileira. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

A data relembra a sanção da Lei nº 4.070, em 15 de junho de 1962, pelo então presidente João Goulart, que transformou o então Território Federal do Acre em unidade da Federação. A conquista representou um marco na trajetória política do povo acreano, resultado de décadas de mobilização popular, articulação institucional e defesa do direito de o Acre ocupar, de forma plena, seu lugar no Brasil.

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Durante a solenidade, o ex-deputado federal constituinte Osmir Lima, histórico defensor da autonomia acreana, também relembrou a trajetória do movimento autonomista e a participação de gerações que se dedicaram à causa. Para ele, fazer parte dessa história é motivo de emoção e orgulho.

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“Tenho orgulho de ter contribuído para a luta pela autonomia do Acre, ajudando a informar a população sobre a importância de o Estado conquistar sua independência política”, destacou Osmir Lima. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Fazer parte da história do Acre é muito emocionante para mim. Desde jovem acompanhei essa luta por meio de familiares que já atuavam na vida pública. O primeiro movimento autonomista surgiu ainda em 1910, em Cruzeiro do Sul. Ao longo das décadas, muitos acreanos se mobilizaram para corrigir uma situação que considerávamos injusta. Tivemos grandes líderes e contamos com o apoio do povo acreano para conquistar a autonomia. Minha contribuição foi simples, mas feita com muito orgulho: levar informação à população sobre as vantagens de o Acre se tornar Estado”, destacou Osmir Lima.

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Antes de alcançar a autonomia política, o Acre já havia protagonizado uma das páginas mais importantes da história nacional. A incorporação definitiva do território ao Brasil foi consolidada após a Revolução Acreana, liderada por Plácido de Castro, movimento que fortaleceu a diplomacia brasileira e resultou na assinatura do Tratado de Petrópolis.

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A celebração na Gameleira teve um significado especial por ocorrer em um dos maiores símbolos da história acreana, que representa a resistência, a identidade e a luta do povo do Acre. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Por isso, a celebração realizada na Gameleira teve significado especial. O espaço, considerado um dos principais marcos simbólicos da história acreana, representa a resistência, a identidade e o espírito de luta de um povo que transformou desafios em conquistas.

A presença da população no evento reforçou o valor da data para os acreanos. Famílias, servidores, autoridades e moradores acompanharam a programação em um momento de homenagem aos que vieram antes e de reafirmação do compromisso com o futuro do Estado.

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A celebração dos 64 anos de emancipação política do Acre foi um momento de homenagem à história, à união e à determinação do povo acreano na construção de um Estado cada vez mais forte. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Ao participar da solenidade, o prefeito Alysson Bestene ressaltou que Rio Branco, como capital do Acre, tem papel fundamental na preservação da memória histórica e na construção de um futuro mais justo, desenvolvido e unido para todos os acreanos.

A celebração dos 64 anos de emancipação política do Acre, realizada no coração histórico da capital, foi mais do que uma cerimônia oficial. Foi um reencontro do povo acreano com sua própria história, marcada pela coragem, pela união e pela determinação de seguir construindo um Estado cada vez mais forte.

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Fonte: Prefeitura de Rio Branco – AC

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