A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou nesta sexta-feira (10), no auditório da Estácio/Unimeta, o Decreto nº 160/2026 aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do município. O evento reuniu mais de 300 profissionais e marcou o início da implementação da Política Municipal de Reorganização e Aprimoramento do Território da Atenção Primária à Saúde (APS).
A nova política tem como eixo central a modernização dos serviços por meio do georreferenciamento territorial de imóveis e unidades de saúde. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
A nova política tem como eixo central a modernização dos serviços por meio do georreferenciamento territorial de imóveis e unidades de saúde, promovendo uma reorganização mais precisa das áreas de atuação das equipes. A iniciativa busca ampliar a cobertura, qualificar o cadastro da população e fortalecer o trabalho dos ACS, considerando critérios populacionais, geográficos e de vulnerabilidade social.
O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, destacou que o decreto integra um planejamento estratégico mais amplo de reestruturação da atenção primária no município.
“Estamos avançando na reorganização da nossa rede de atenção primária, que é a principal porta de entrada do SUS”, afirmou Rennan Biths. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
“Estamos avançando na reorganização da nossa rede de atenção primária, que é a principal porta de entrada do SUS. Os agentes comunitários têm um papel fundamental, pois são o elo direto com a população. Esse decreto define melhor o território e as microáreas, além de estabelecer metas com o objetivo de ampliar a cobertura e qualificar ainda mais o atendimento oferecido”, afirmou.
Segundo o secretário, os investimentos realizados nos últimos anos possibilitaram avanços importantes, como o aumento no número de consultas médicas e de enfermagem, além da ampliação da cobertura vacinal.
“Agora, damos um passo além, focando na qualificação do serviço e no acompanhamento mais próximo de pacientes”, completou Biths. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
“Agora, damos um passo além, focando na qualificação do serviço e no acompanhamento mais próximo de pacientes, como hipertensos, gestantes e pessoas com doenças crônicas”, completou.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, ressaltou que a construção da política contou com a participação direta dos próprios agentes comunitários.
“Esse estudo foi feito por quem está no dia a dia das comunidades, que conhece de perto as dificuldades”, destacou Alysson. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
“Esse estudo foi feito por quem está no dia a dia das comunidades, que conhece de perto as dificuldades. A proposta vem justamente para reorganizar essas microáreas, facilitar o trabalho das equipes e garantir que o serviço chegue com mais eficiência às regiões que mais precisam”, destacou.
A construção do modelo também contou com a contribuição ativa da categoria. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Agentes Comunitários de Saúde, Agentes de Combate às Endemias, Zoonoses e Técnicos em ACS e ACE do Município de Rio Branco (STACEZTAERB), Euderli Freire, explicou que o projeto é resultado de mais de cinco anos de pesquisa iniciada em 2020.
“Esse programa nasce de um estudo aprofundado sobre a realidade do trabalho dos agentes”, afirmou Euderli Freire. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
“Esse programa nasce de um estudo aprofundado sobre a realidade do trabalho dos agentes. Identificamos a necessidade de organizar melhor a territorialização, alinhando-a às diretrizes do Ministério da Saúde e à realidade local. Essa política beneficia tanto a gestão quanto os profissionais e, principalmente, a população, que passa a ter um atendimento mais qualificado”, afirmou.
Ele também destacou que o decreto estabelece parâmetros claros para a atuação dos ACS, definindo quantitativos mínimos, médios e máximos de pessoas acompanhadas por cada agente.
Para os profissionais da linha de frente, a medida representa um avanço significativo. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
“Agora temos um regramento que organiza o trabalho: mínimo de 400 pessoas, média de 575 e máximo de 750 por agente, respeitando as particularidades de cada território”, explicou.
Para os profissionais da linha de frente, a medida representa um avanço significativo. A agente comunitária Samara Marques enfatizou a importância da política para padronizar o trabalho, especialmente na região amazônica.
“Essa política é fundamental porque considera as diferenças entre as zonas urbana e rural e estabelece parâmetros mais justos”, disse Samara. (Foto: Secom)
“Essa política é fundamental porque considera as diferenças entre as zonas urbana e rural e estabelece parâmetros mais justos. A nossa realidade geográfica exige esse cuidado, já que nem sempre é possível acompanhar um grande número de pessoas em áreas mais extensas”, disse.
O ACS Esvaldino Nascimento também destacou o impacto positivo da medida. (Foto: Secom)
O ACS Esvaldino Nascimento também destacou o impacto positivo da medida. “Esse decreto equilibra a quantidade de usuários por agente e amplia a cobertura no município. Agora, vamos conseguir alcançar áreas que antes estavam descobertas, com um trabalho mais organizado e baseado em critérios técnicos. É uma conquista importante para a categoria e para a população”, afirmou.
A nova política municipal tem como objetivo final ampliar o acesso aos serviços de saúde, fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
A nova política municipal tem como objetivo final ampliar o acesso aos serviços de saúde, fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde e garantir um atendimento mais eficiente e humanizado à população de Rio Branco.
Com um trabalho voltado ao cuidado materno-infantil e à proteção da primeira infância, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, tem ampliado as ações da Sala de Leite da Urap Augusto Hidalgo de Lima, referência no acolhimento às mães e na coleta de leite humano para recém-nascidos que necessitam desse alimento essencial para o desenvolvimento saudável.
Todo o leite arrecadado na unidade é destinado à Maternidade Bárbara Heliodora, onde auxilia na alimentação de bebês prematuros e de crianças que necessitam de cuidados especiais. Segundo o Ministério da Saúde, um litro de leite materno pode alimentar até dez recém-nascidos por dia, evidenciando a importância da doação.
Leite humano doado na Sala de Leite da Urap Augusto Hidalgo de Lima contribui para a recuperação e o desenvolvimento de bebês prematuros e recém-nascidos que necessitam de cuidados especiais. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Além da coleta, a Sala de Leite oferece orientação, acompanhamento e apoio às mulheres durante o período de amamentação, fortalecendo uma rede de solidariedade que beneficia mães e bebês em todo o município.
Rico em nutrientes, anticorpos e fatores de proteção, o leite materno fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções e contribui para o crescimento saudável das crianças. Para as mães, a amamentação também traz benefícios importantes, como a redução do risco de câncer de mama e ovário, além de auxiliar na recuperação pós-parto.
“A doação de leite ajuda a salvar vidas e contribuir para o desenvolvimento saudável de outras crianças é muito gratificante”, afirmou Marnilza Rocha. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Responsável pela Sala de Leite da Urap, a técnica de enfermagem Marnilza Rocha destacou que o trabalho desenvolvido na unidade vai muito além da coleta de leite.
“Aqui as mães encontram acolhimento, orientação e apoio para amamentar. A doação de leite ajuda a salvar vidas e saber que estamos contribuindo para o desenvolvimento saudável de outras crianças é muito gratificante”, afirmou a servidora.
Atualmente, seis mães integram a rede fixa de doadoras acompanhadas pela unidade.
“Eu digo para as mães que não tenham medo de doar. É um gesto simples que pode fazer toda a diferença para bebês que precisam desse alimento tão importante”, acrescenta Marnilza.
“O que me motivou foi lembrar que meu bebê precisou de leite quando nasceu. Hoje me sinto muito feliz por poder ajudar outras mães e outros bebês por meio da doação”, relatou Edinilza. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Entre as doadoras está Edinilza Araújo, de 36 anos, mãe do pequeno Isaac, de dois meses. Ela contou que decidiu doar após lembrar que seu próprio filho precisou receber leite materno doado logo após o nascimento.
“O que me motivou foi lembrar que meu bebê precisou de leite quando nasceu. Hoje me sinto muito feliz por poder ajudar outras mães e outros bebês por meio da doação”, relatou.
A doadora Jéssica Santos, de 23 anos, mãe da pequena Lizzié Jucilene, também destacou a importância da iniciativa. Ela conheceu a campanha ainda durante o pré-natal do primeiro filho e, desde então, passou a integrar a rede de doadoras.
“Comecei a doar após conhecer histórias de mães que precisaram desse apoio. Saber que posso contribuir para a alimentação de outros bebês é um sentimento muito gratificante”, contou a mãe.
“Doar leite é um gesto de amor e solidariedade que pode fazer a diferença na vida de muitas famílias”, destacou Jéssica. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Para ela, a doação representa um gesto de amor e apoio entre mães.
“Nós, mães, precisamos nos apoiar. Doar leite é um gesto de amor e solidariedade que pode fazer a diferença na vida de muitas famílias”, destacou.
O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, ressaltou que a Sala de Leite desempenha um papel fundamental na rede de assistência às mães e aos recém-nascidos do município.
“A Sala de Leite fortalece a saúde materno-infantil, apoia as mães e contribui para a alimentação de recém-nascidos, reforçando o compromisso da Prefeitura com a primeira infância”, destacou Rennan Biths. (Foto: Átilas Moura/Secom)
“A Sala de Leite da Urap Augusto Hidalgo de Lima é um serviço fundamental para o fortalecimento da saúde materno-infantil. Além de apoiar as mães, o leite coletado na unidade beneficia recém-nascidos atendidos na Maternidade Bárbara Heliodora, reforçando o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com o cuidado e a proteção da primeira infância”, disse.
As mães interessadas em se tornar doadoras podem procurar a Sala de Leite da Urap Augusto Hidalgo de Lima para receber orientações e todo o suporte necessário para participar da iniciativa.
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