Em pronunciamento na Câmara Municipal de Rio Branco, na quinta-feira, 4, o vereador Eber Machado (MDB) apresentou uma série de cobranças à gestão municipal. O parlamentar destacou, em especial, a situação da praça com fonte de água localizada em frente ao prédio da Prefeitura, que, segundo ele, foi desmontada recentemente e ainda não possui placa de obra ou informações oficiais sobre prazo de conclusão dos serviços.
De acordo com Eber Machado, a intervenção na praça havia sido anunciada como reparo de curto prazo, mas até o momento não há definição de cronograma ou detalhes técnicos disponibilizados à população. Ele solicitou que a Prefeitura de Rio Branco apresente esclarecimentos sobre a empresa responsável, custos envolvidos e prazos de entrega.
O vereador também mencionou outras situações levantadas ao longo de seu mandato. Entre elas, voltou a citar questionamentos relacionados ao programa conhecido como “Aéreo do Bem”, ressaltando a necessidade de esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos destinados à iniciativa.
Além disso, fez referência ao funcionamento do estacionamento rotativo (Zona Azul), aos investimentos no transporte coletivo e à destinação de recursos para programas municipais. “Nosso papel é fiscalizar e cobrar a boa aplicação do dinheiro público. Todas as manifestações que faço nesta tribuna têm como objetivo buscar respostas para a população de Rio Branco”, afirmou o parlamentar.
Com a intensificação do período de estiagem na região amazônica, a Prefeitura de Rio Branco tem ampliado as ações de educação ambiental voltadas à prevenção de queimadas urbanas e florestais. Entre as áreas contempladas está a Área de Proteção Ambiental (APA) Raimundo Irineu Serra, considerada estratégica para a conservação da biodiversidade e a qualidade de vida da população.
Como parte das atividades preventivas, a equipe da Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal promove, nos dias 21 e 24 de julho, uma programação educativa na Escola Municipal Mestre Irineu Serra. A iniciativa é direcionada à comunidade escolar e busca conscientizar estudantes, educadores e moradores sobre os riscos provocados pelo uso irregular do fogo.
A Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal realiza, nos dias 21 e 24 de julho, ações educativas na Escola Mestre Irineu Serra para conscientizar a comunidade escolar sobre a prevenção às queimadas. (Foto: Secom)
A programação teve início na terça-feira (21) e terá continuidade nesta sexta-feira (24), com a palestra “O impacto das queimadas na dinâmica climática da Amazônia”. A atividade aborda, de forma acessível, as principais causas e consequências das queimadas, além de apresentar medidas que podem ser adotadas para prevenir ocorrências, especialmente dentro da unidade de conservação.
Um dos recursos utilizados durante a ação é o flanelógrafo, ferramenta didática interativa que facilita a compreensão dos conteúdos por meio de elementos visuais e da participação do público. A metodologia torna o aprendizado mais dinâmico, estimula a reflexão crítica e incentiva a adoção de práticas sustentáveis no cotidiano.
“Queremos conscientizar a comunidade sobre a importância de prevenir queimadas e proteger o meio ambiente, a biodiversidade e a saúde da população”, afirmou Luzimar. (Foto: Secom)
Segundo a gestora da Escola de Educação Ambiental, Luzimar Oliveira, a proposta vai além da transmissão de informações e pretende despertar o sentimento de responsabilidade coletiva pela preservação ambiental.
“Nosso objetivo é sensibilizar a comunidade sobre a corresponsabilidade na proteção do meio ambiente, especialmente em áreas sensíveis como a APA Raimundo Irineu Serra, onde os impactos das queimadas podem comprometer a biodiversidade, a qualidade do ar e a saúde da população”, destacou.
Ações fazem parte do Plano Municipal de Prevenção às Queimadas, que reúne campanhas educativas e orientações voltadas às comunidades mais vulneráveis. (Foto: Secom)
As atividades integram as estratégias previstas no Plano de Prevenção, Controle e Combate às Queimadas do Município de Rio Branco, que contempla campanhas educativas, orientações comunitárias e o fortalecimento do diálogo com moradores de áreas consideradas vulneráveis.
A expectativa é que iniciativas como essa contribuam para a redução dos focos de queimadas e para a construção de uma cultura permanente de cuidado com o meio ambiente. A participação da comunidade é considerada fundamental para o sucesso das ações e para a consolidação de uma cidade mais consciente, saudável e sustentável.
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