O vereador Samir Bestene (PP) voltou a defender políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos microempreendedores individuais (MEIs) e ao fomento da economia local. O parlamentar, durante pronunciamento na sessão de quinta-feira, 23, na Câmara Municipal, destacou que o Acre é o segundo estado do país com maior número de MEIs cadastrados que também são beneficiários do Bolsa Família, segundo levantamento divulgado recentemente.
Bestene lembrou que apresentou à Câmara o projeto “Meu Primeiro Negócio”, que prevê o fornecimento de equipamentos — como carrinhos de pipoca, algodão-doce e cachorro-quente — para que famílias em situação de vulnerabilidade possam iniciar pequenos empreendimentos e gerar renda.
O vereador também citou o programa “Compra Mais Brasil”, do governo federal, e defendeu que a Prefeitura de Rio Branco adira à iniciativa, abrindo um portal para cadastro e contratação de microempreendedores locais nas compras públicas.
“Nós já temos uma lei municipal que trata das compras municipalizadas, e é fundamental colocá-la em prática para que os recursos circulem dentro da nossa cidade, fortalecendo os negócios e gerando oportunidades”, ressaltou.
Bestene ainda fez um apelo para que a gestão municipal revise a cobrança de IPTU sobre imóveis residenciais que funcionam como pequenos comércios. Segundo ele, muitos empreendedores trabalham em casa e acabam pagando a alíquota comercial (2%), enquanto deveriam ser enquadrados na residencial (0,5%), o que dificultaria o crescimento de seus negócios. “Precisamos incentivar, e não penalizar quem está tentando empreender. A prefeitura pode ajustar a cobrança para estimular a formalização e o desenvolvimento local”, afirmou.
Por fim, o parlamentar também cobrou providências da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) para a conclusão do canal de esgoto da Rua Ouro Verde, no bairro Nova Estação. Segundo ele, o serviço foi iniciado, mas não finalizado, o que tem causado alagamentos e risco de doenças à população.
“Solicito que a Seinfra conclua a obra e recupere a pavimentação do trecho, garantindo dignidade e segurança aos moradores da região”, pediu.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, realizará, nesta sexta-feira (17), um mutirão de limpeza nos bairros da regional da Baixada da Sobral.
O objetivo é minimizar os efeitos de novas enxurradas nas localidades.
“Estaremos com várias equipes nos bairros da Baixada, entre eles Boa Vista, João Eduardo II, Sobral, Plácido de Castro e outros”, explicou Tony. (Foto: Secom)
“Estaremos com várias equipes nos bairros da Baixada, entre eles Boa Vista, João Eduardo II, Sobral, Plácido de Castro e outros. Essa operação emergencial visa evitar problemas semelhantes aos que ocorreram no início da semana. Na manhã de hoje (quinta-feira, 16), estivemos nesses bairros e já identificamos vários pontos com acúmulo de entulhos, muitos deles às margens de córregos e também nas drenagens de águas pluviais”, explicou Tony Roque, secretário municipal de Cuidados com a Cidade.
Limpeza de bueiros e córregos na baixada.(Foto: Val Fernandes/Secom)
A ação também dá continuidade às atividades de recolhimento de resíduos inertes na cidade de Rio Branco.
Será realizado atividades de recolhimento de resíduos inertes. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
A operação emergencial contará com 30 equipamentos, entre caminhões e máquinas pesadas, e mais de 50 trabalhadores.
Somente no mês de março, a Secretaria retirou cerca de 110 toneladas de entulho e resíduos inertes. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
Somente no mês de março, a Secretaria retirou cerca de 110 toneladas de entulho e resíduos inertes dos bairros atingidos pela enxurrada.
Na última terça-feira foi retirado 10 toneladas de lixo. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Na última terça-feira (14), uma nova enxurrada atingiu a regional e, novamente, os serviços de limpeza, raspagem e baldeação foram realizados, com o recolhimento de mais de 10 toneladas de lixo até o momento.
O descarte irregular de resíduos sólidos em áreas de preservação ambiental, córregos urbanos e até mesmo às margens das ruas tem se consolidado como um grave problema ambiental e de saúde pública. A prática, além de ilegal, compromete a qualidade dos recursos naturais, prejudica a biodiversidade e expõe a população a riscos sanitários significativos.
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