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POLÍTICA NACIONAL

Bittar defende ataque dos EUA ao Irã e critica esquerda brasileira

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O senador Marcio Bittar (PL-AC), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (2), afirmou que a queda do atual regime do Irã representaria um alívio para o “mundo livre”. Ele criticou o posicionamento da esquerda brasileira sobre o conflito e declarou que há incoerência entre o discurso de defesa dos direitos humanos, apresentado pela esquerda do país, e a sua postura diante de governos que reprimem mulheres, homossexuais e opositores.

— Hoje, o mundo livre comemora [os ataques dos Estados Unidos ao Irã]. Hoje, os que defendem a democracia, a liberdade, estão comemorando. Menos um tirano no planeta [referindo-se à anunciada morte do aiatolá Ali Khamenei], menos uma ditadura no planeta, que financiava terrorismo — disse.

Bittar citou reportagens internacionais que vinham descrevendo a repressão a protestos no Irã, a execução de homossexuais e a punições a mulheres. E reiterou suas críticas às manifestações de solidariedade ao regime iraniano e ao financiamento de grupos como Hezbollah e Hamas.

— A esquerda se calou o tempo inteiro com isso. E agora, ou se solidariza ou faz críticas a Israel e aos Estados Unidos, que teriam cometido um exagero. Exagero coisa nenhuma! — protestou ele.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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