POLÍTICA NACIONAL
CCT aprova 24 outorgas de emissoras de rádio e TV
POLÍTICA NACIONAL
A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou, nesta quarta-feira (10), 24 pedidos de concessão e renovação de outorga para emissoras de rádio e TV em São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, Sergipe, Ceará, Pará, Alagoas e Paraná. Os pedidos, que tramitam como projetos de decreto legislativo (PDLs), vão à promulgação pela Presidência do Senado.
A maioria dos pedidos aprovados é de rádios comunitárias, que são emissoras sem fins lucrativos, com alcance restrito a determinada comunidade e destinadas a integrar seus frequentadores e disseminar informações úteis. Nesses casos, a outorga ou renovação se dá por meio de autorização, que não exige licitação e pode ser revogada a qualquer tempo, sem indenização.
Cinco projetos aprovados tratam de outorga ou renovação para serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM). A modalidade de outorga é a permissão — que também permite revogação a qualquer tempo sem indenização, mas exige licitação.
Apenas dois projetos aprovados (PDLs 291/2025 e 542/2024) tratam de outorga de radiodifusão de sons e imagens (televisão), nos municípios de Varginha (MG) e Arapiraca (AL). Nesse caso, a modalidade de outorga é a concessão, que exige licitação e possui prazo determinado, ou seja, pode ser extinta apenas nas hipóteses previstas em lei.
A reunião desta quarta foi presidida pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), presidente da CCT.
Os pedidos aprovados são:
Emissoras de rádio outorgadas |
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Solicitante |
Local |
Relator |
Modalidade |
Tipo |
|
Associação de Radiofusão e Desenvolvimento Comunitário de Forquilha, PDL 479/2019 |
Forquilha (CE) |
Dra. Eudócia |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Assistencial e de Radiofusão Comunitária Maracangalha FM, |
São Sebastião do Passé (PA) |
Dra. Eudócia |
Outorga |
Autorização |
|
Associação dos Moradores do Bairro Esplanada de Pacaembu (AMBEP), PDL 403/2021 |
Pacaembu (SP) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Comunitária Cidadã de Cananeia, PDL 406/2021 |
Cananeia (SP) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Associação de Rádio Comunitária do Centro Rural de Tarumã, PDL 667/2021 |
Tarumã (SP) |
Astronauta Marcos Pontes |
Renovação |
Autorização |
|
Município de Catanduva, PDL 437/2023 |
Catanduva (SP) |
Astronauta Marcos Pontes |
Outorga |
Permissão |
|
Associação Comunitária Condorense, PDL 1061/2021 |
Condor (RS) |
Hamilton Mourão |
Renovação |
Autorização |
|
Associação dos Músicos Caxienses, PDL 292/2022 |
Caxias do Sul (RS) |
Hamilton Mourão |
Outorga |
Autorização |
|
Associação Rádio Comunitária de Feliz, PDL 305/2022 |
Feliz (RS) |
Hamilton Mourão |
Outorga |
Autorização |
|
Associação Pró Desenvolvimento de Cerro Branco, PDL 433/2022 |
Cerro Branco (RS) |
Hamilton Mourão |
Renovação |
Autorização |
|
Associação de Radiofusão Comunitária de Tobias Barreto – Aracotob, PDS 162/2018 |
Tobias Barreto (SE) |
Rogério Carvalho |
Outorga |
Autorização |
|
Associação de Cultura e Comunicação de Muriaé – Asccom, PDL 150/2024 |
Muriaé (MG) |
Izalci Lucas |
Outorga |
Autorização |
|
Associação Cultural e Comunitária de Guidoval, PDL 244/2024 |
Guidoval (MG) |
Izalci Lucas |
Outorga |
Autorização |
|
Sociedade Amiga Pró Deficientes Carentes, PDL 1021/2021 |
Ribeirão Preto (SP) |
Chico Rodrigues |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Cultural de Comunicação de Governador Valadares, PDL 204/2022 |
Governador Valadares (MG) |
Chico Rodrigues |
Renovação |
Autorização |
|
Márcio Freitas Áudio e Vídeo Ltda., PDL 250/2024 |
Bandeira do Sul (MG) |
Chico Rodrigues |
Outorga |
Permissão |
|
Associação Cultural Novos Caminhos de Munhoz de Melo, PDL 673/2021 |
Munhoz de Melo (PR) |
Flávio Arns |
Renovação |
Autorização |
|
Rede Alternativa de Comunicações Ltda., PDL 417/2024 |
Dois Vizinhos (PR) |
Flávio Arns |
Outorga |
Permissão |
|
TV Minas Cultural e Educativa, PDL 291/2025 |
Varginha (MG) |
Flávio Arns |
Outorga |
Concessão |
|
Alagoas Comunicação Ltda., PDL 542/2024 |
Arapiraca (AL) |
Izalci Lucas |
Outorga |
Concessão |
|
Associação Assistencial Soteropolitana, PDL 896/2021 |
Salvador (BA) |
Efraim Filho |
Renovação |
Autorização |
|
Associação Comunitária Itarantiense Nova Esperança, PDL 1143/2021 |
Itarabtim (BA) |
Efraim Filho |
Renovação |
Autorização |
|
Televisão Ouro Verde Ltda., PDL 146/2025 |
Glaucilândia (MG) |
Efraim Filho |
Outorga |
Permissão |
|
Empresa de Comunicação do Sul Ltda., PDL 64/2024 |
São Lourenço do Sul (RS) |
Hamilton Mourão |
Outorga |
Permissão |
Os senadores aprovaram também requerimento de informações, dirigido ao Ministério das Comunicações, a respeito do PDL 385/2019, que renova a autorização outorgada à Associação Comunitária Sideral de Radiofusão para o Desenvolvimento Cultural, Artístico e Esportivo para executar serviço de radiodifusão comunitária em Buerarema (BA).
Esse tipo de pedido de informação acontece quando faltam detalhes específicos e critérios usados nos processos de outorga.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto
O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.
Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.
O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.
O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.
Agosto
Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.
— Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.
As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).
— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.
Defesa
Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.
— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.
Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.
Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.
— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.
Eleições
Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral.
— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.
No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.
— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.
Outras propostas
Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia. Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.
— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.
Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.
Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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