POLÍTICA NACIONAL
Comissão debate criação do Programa Nacional de Segurança de Motociclistas
POLÍTICA NACIONAL
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (30), uma audiência pública para debater a criação do Programa Nacional de Segurança de Motociclistas.
O debate atende a um pedido do deputado Yury do Paredão (MDB-CE) e será realizado a partir das 16 horas, em plenário a ser definido.
Para o deputado, é urgente debater a segurança de motociclistas, questão que envolve múltiplas dimensões como mobilidade urbana, saúde pública, legislação de trânsito, infraestrutura viária e condições de trabalho. “Embora a motocicleta seja hoje um meio de transporte essencial para milhões de brasileiros, também se consolidou como um dos mais vulneráveis, refletido no aumento dos acidentes fatais”, disse.
Yury do Paredão acredita que o Programa Nacional de Segurança de Motociclistas é uma iniciativa estratégica que demanda análise atenta. “A ideia é discutir e aprimorar o programa, de modo a fortalecer políticas públicas que reduzam a vulnerabilidade dos motociclistas e promovam maior segurança no trânsito”, completou.
Da Redação – GM
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Prazo para denúncia de violência doméstica agora é de 12 meses
As mulheres vítimas de violência doméstica e familiar passam a ter até 12 meses para apresentar queixa ou representação contra o agressor. É o que estabelece a Lei 15.438, de 2026, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial da União (DOU). Antes o prazo previsto na legislação era de seis meses.
A norma altera dispositivos do Código Penal, da Lei Maria da Penha e do Código de Processo Penal para ampliar o prazo para a vítima apresentar queixa ou representação nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
O período de 12 meses será contado a partir do momento em que a vítima souber quem é o autor do crime. A lei entrou em vigor na data da publicação.
Tramitação
A mudança teve origem no Projeto de Lei (PL) 421/2023, da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). A proposta foi aprovada pelo Senado em maio deste ano e seguiu para sanção presidencial.
No Senado, o texto recebeu parecer favorável na Comissão de Segurança Pública (CSP), na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A relatora na CCJ, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), destacou que muitas vítimas convivem com o agressor, mantêm vínculos afetivos ou dependência econômica, o que pode dificultar a decisão de procurar as autoridades.
Ao analisar a proposta, a relatora argumentou que a ampliação do prazo permite à vítima mais tempo para superar barreiras como medo, vergonha e trauma antes de exercer o direito de queixa ou representação.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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