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CPMI vota convocações de ex-ministros e ex-presidentes do INSS

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A comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que vai investigar as fraudes no INSS receberá nesta terça-feira (26) o plano de trabalho do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A comissão também deve votar 35 requerimentos. A reunião está prevista para as 9h.

Os parlamentares também podem escolher o vice-presidente, segundo informou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na reunião de instalação.

Convocações

O relator quer convocar os ex-ministros da Previdência Social: Eduardo Gabas, do governo Dilma Rousseff; José Carlos Olliveira, do governo Bolsonaro (quando a pasta se juntou à do Trabalho); e Carlos Roberto Lupi, do atual governo Lula). Para isso, foram apresentados os requerimentos (REQ) 827/2025, 828/2025 e 830/2025.

Dez dos ex-presidentes do INSS também podem ser convocados:

Nome

Período de presidência

Requerimento

Lindolfo Neto de Oliveira Sales 2012 a 2015 REQ 840/2025
Elisete Berchiol da Silva Iwai 2015 e 2016 REQ 844/2025
Leonardo de Melo Gadelha 2016 e 2017 REQ 847/2025
Francisco Paulo Soares Lopes 2017 a 2018 REQ 849/2025
Edison Antônio Costa Britto Garcia 2018 a 2019 REQ 848/2025
Renato Rodrigues Vieira 2019 e 2020 REQ 841/2025
Leonardo José Rolim Guimarães 2020 e 2021 REQ 842/2025
Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano 2022 e 2023 REQ 845/2025
Glauco André Fonseca Wamburg 2023 REQ 846/2025
Alessandro Antonio Stefanutto 2023 a 2025 REQ 843/2025
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Também pode ser convocado o advogado Eli Cohen, mencionado no REQ 826/2025 como um dos principais responsáveis pela descoberta dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

Órgãos públicos

Outros requerimentos convocam autoridades de órgãos como a Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Defensoria Pública da União (DPU). Esses e outros órgãos — como o INSS e o Supremo Tribunal Federal —  podem ter de enviar informações à comissão, por exemplo, sobre:

  • investigações internas do INSS e do Ministério da Previdência sobre as fraudes;
  • inquéritos policiais
  • acesso aos sistemas do Tribunal de Contas da União.

Todos os requerimentos são do relator. O plano de trabalho a ser apresentado por Gaspar é um documento que apresenta cronogramas e estratégias de investigação.

Operação da PF

Investigações da Polícia Federal e da CGU apontaram em abril um esquema que cobrava mensalidades irregulares de aposentados e pensionistas. Os valores eram descontados dos benefícios sem autorização. Os desvios investigados, referentes ao período de 2019 até 2024, na ocasião foram estimados em R$ 6,3 bilhões.

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Em julho, o governo federal editou medida provisória que abriu crédito extraordinário ao Orçamento da União de R$ 3,3 bilhões para ressarcir os prejudicados (MP 1.306/2025). 

CPMI 

A CPMI terá 180 dias para investigar as fraudes. O pedido de criação da CPMI foi apresentado em 12 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT). 

A comissão foi criada em junho, com a leitura do pedido durante sessão do Congresso. O requerimento teve o apoio de 223 deputados e 36 senadores — número superior ao mínimo exigido (um terço da composição de cada Casa). A comissão mista é formada por 15 senadores e 15 deputados

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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