POLÍTICA NACIONAL
Jovem Senador termina com sugestões de selo sustentável e vale-livro estudantil
POLÍTICA NACIONAL
Os 27 estudantes do Programa Jovem Senador de 2025 encerraram sua participação na edição deste ano durante sessão nesta sexta-feira (22), no Plenário do Senado, com a aprovação de três sugestões de projetos de lei, entre elas, a que cria um selo para classificar o caráter sustentável de produtos comercializados e produzidos no país. Eles também aprovaram ideias de propostas que instituem um benefício para que estudantes de escolas públicas possam adquirir livros e regras para rotulagem e publicidade de alimentos ultraprocessados. Agora os textos aprovados vão para análise da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A sessão foi presidida pela presidente do Jovem Senador 2025, Keyla Adssa Barbosa de Oliveira, do Rio Grande do Norte.
O Projeto de Lei do Senado Jovem (PLSJ 2/2025) foi apresentado pela Comissão Nísia Floresta e recebeu parecer favorável da estudante de São Paulo, Maria Carolina Bueno Carriel. A matéria institui o “selo de responsabilidade socioambiental eco samba Brasil”, uma identificação para classificação sustentável em produtos comercializados e produzidos em território nacional. Além disso, o texto cria o cadastro único de empresas sancionadas por práticas lesivas ao meio ambiente. O objetivo é melhorar a comunicação aos consumidores sobre a adoção de boas práticas de sustentabilidade ambiental por empresas produtoras e sobre a transparência de sanções praticadas no país.
Conforme a sugestão, todo produto final comercializado no país poderá receber o selo, desde que cumpridos os parâmetros de excelência em sustentabilidade ambiental na sua produção — critérios que serão estabelecidos por regulamento de órgão do Executivo.
— Entendemos que o projeto possui relevância, uma vez que conscientizar os indivíduos acerca dos produtos consumidos se faz essencial para fortalecer a adoção de boas práticas que promovam a preservação ambiental. Nas ocasiões em que as empresas atuam com responsabilidade e transparência elas garantem não só a proteção dos recursos naturais, mas também o bem estar da população e a prosperidade das gerações futuras ao estabelecer uma relação embasada na confiança entre marca e consumidor — defendeu a jovem senadora.
A relatora apresentou emendas para ampliar a acessibilidade na página de cadastro único nacional de empresas com o objetivo de atender as pessoas com deficiência e o estímulo à promoção da educação ambiental e relações que promovam a sustentabilidade em todas as cadeias de produção, seja dentro ou fora das empresas. Além disso, a relatora acrescentou dispositivo para impedir que empresas que tenham qualquer ligação com trabalho análogo à escravidão tenham acesso ao selo.
A relatora também sugeriu que o selo seja estruturado em três categorias: bronze, prata e ouro. Os critérios de classificação também serão definidos em regulamento que vão considerar a quantidade e a gravidade das infrações.
Durante o debate da proposta, os estudantes divergiram sobre a adoção da sigla de identificação do selo. O texto inicial sugeria o selo de ajustamento ambiental positivo amplo (Samba). No entanto, a relatora apresentou emenda para alterar a nomenclatura em razão, segundo ela, da possível ambiguidade que o termo poderia acarretar, principalmente fora do país.
— A sigla Samba oferece uma ambiguidade, pois, dependendo da interpretação, pode ser confundida com uma ação cultural. Sendo assim, é viável a adoção de uma nova denominação: selo de responsabilidade socioambiental eco-Brasil — explicou.
No entanto, após parte dos estudantes defenderem o uso da nomenclatura Samba como uma estratégia de marketing, ao fazer relação com a valorização cultural do país e de fácil identificação com o Brasil, a relatora decidiu por unir as duas ideias, e a emenda que definição o Selo de Responsabilidade Socioambiental Eco Brasil, passou a se chamar “selo de responsabilidade socioambiental eco samba Brasil”.
Alimentos ultraprocessados
Também foi aprovado pelos participantes a ideia de projeto, apresentado pela Comissão Cecília Meireles (PLSJ 3/2025), que define regras para a rotulagem, a apresentação e a publicidade de alimentos ultraprocessados.
O texto, relatado pela jovem senadora Adrieli Mattos França, de Santa Catarina, define o que são alimentos ultraprocessados, estabelece os princípios para a publicidade desses produtos e dispõem sobre a obrigatoriedade de advertência dos riscos à saúde, além de definir regras de veiculação publicitária em embalagens dos alimentos ultraprocessados.
A iniciativa ainda proíbe a publicidade de alimentos ultraprocessados direcionada ao público infantojuvenil, estabelecendo estratégias de comunicação proibidas. O texto determina a aplicação da futura lei na data de sua publicação.
— O projeto alinha-se com o crescente consumo de tais alimentos, a ampliação da publicidade em meios de comunicação digitais e a difusão de desinformação. Ao estabelecer vedações para a publicidade e para as embalagens dos alimentos ultraprocessados, o projeto não pretende restringir o poder de escolha, mas assegurar que informações incorretas, incompletas ou apelativas não alcancem o público-alvo, prejudicando uma decisão consciente que envolve um aspecto tão relevante da nossa saúde, a alimentação — avaliou a relatora.
No entanto, ela apresentou substitutivo que fazia alterações consideráveis no texto original. Entre elas, a que concedia ao poder Executivo federal a responsabilidade de atualizar as listas que definem alimentos ultraprocessados e formulações industriais relacionadas, além de estabelecer o prazo de 360 dias para que a eventual lei entrasse em vigor, o que foi criticado pelos representantes da Comissão Cecília Meireles.
— Percebemos que, apesar de bem-intencionado, o relatório acaba esvaziando o conteúdo do projeto ao retirar o conceito de ultraprocessados e sugerir que os ultraprocessados seriam apenas o que vier a constar em uma lista feita pelo Poder Executivo. Esse conceito já está definido pelo Ministério da Saúde e a listagem proposta no relatório parece, na prática, bastante difícil de aplicar, considerando a grande variedade de produtos, como chocolate, que pode ser ultraprocessado ou não, dependendo do tipo e dos ingredientes. Vale lembrar que nós, enquanto juventude, estamos engajados justamente para fazer mudanças concretas agora, sem adiar melhorias importantes — argumentou o estudante José Guylherme Santos Santana, de Sergipe.
Com a divergência, o substitutivo apresentado por Adrieli Mattos França acabou sendo rejeitado, e o texto inicial foi o escolhido para seguir à CDH.
Outra iniciativa aprovada pelos Jovens Senadores e que será encaminhada para análise da CDH é a que cria o Programa . O Projeto de Lei do Senado Jovem (PLSJ) 1/2025, da Comissão Cecília Meireles, institui o benefício direcionado para os alunos finais dos ensinos fundamental e médio do ensino público. O texto recebeu parecer favorável do jovem senador representante do estado de Pernambuco, Douglas Paes Silva.
De acordo com a ideia legislativa, o valor será destinado, especificamente, para estimular o hábito de leitura entre crianças e adolescente por meio da aquisição de livros literários e paradidáticos desses alunos.
O recurso, conforme o relator, também pode estimular a frequência e permanência escolar, melhorar o desempenho escolar, combater o analfabetismo funcional, ampliar o repertório sócio cultural dos alunos, promover a saúde mental dos estudantes e fomentar o mercado editorial brasileiro.
O benefício, conforme o texto, será fornecido semestralmente, a todos os alunos regularmente matriculados e com frequência escolar mínima de 80% da horas letivas. O pagamento será feito de forma digital, conforme regulamento posterior pelo órgão do Executivo federal
As editoras e livrarias cadastradas para a venda por meio do programa ficarão responsáveis por comercializar apenas conteúdos próprios para a faixa etária do estudante beneficiado, observando o que é estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
A implementação do programa será apoiada pelas escolas públicas, por meio de atividades de incentivo e fomento a leitura, incluindo campanhas de engajamento dos alunos e familiares, clubes do livro, feiras literárias, saraus e feiras de troca de livros.
Em seu parecer, Douglas Paes Silva afirmou que um dos grandes desafios para a evolução do conhecimento entre os alunos da rede pública, segundo a justificação apresentada pelos jovens senadores, é o acesso restrito a obras literárias e paradidáticos fora do material obrigatório da escola.
— Muitas famílias não têm condições de adquirir livros, o que limita o contato dos alunos com a leitura por prazer e com diferentes gêneros literários, contribuindo com a baixa taxa de leitura no Brasil, principalmente entre os jovens. Outro problema É que nem todas as escolas têm bibliotecas escolares. Mesmo quando tem, os acervos costumam ser limitados, desatualizados ou mal cuidados, o que desestimula a leitura.
Ele ainda argumentou que faltam políticas públicas que estimulem o hábito da leitura fora das salas de aula. O , de acordo com a sugestão, poderá ser utilizado para a aquisição de livros em formato digital, físico, audiolivro, em braille ou em outros formatos com recurso de acessibilidade.
Ainda conforme o texto, qualquer livraria, editora e estabelecimento comercial que forneçam livros poderá aderir ao programa. O regulamento vai estabelecer prazo máximo para o uso dos recursos direcionados para a aquisição dos livros. Caso o saldo não seja utilizado, o valor será destinado à revitalização dos acervos de bibliotecas públicas.
Para a estudante Luísa Rodrigues de Freitas, jovem senadora por Minas Gerais, o vale-livro vai auxiliar na promoção do hábito da leitura de crianças e adolescentes.
— O projeto estabelece que o aluno escolheria o livro, o leitor levaria o livro para sua própria casa e isso seria uma iniciativa totalmente dele.
Pronunciamentos
Após a sessão de votações, os jovens senadores deram seguimento à sessão de pronunciamentos. Eles falaram sobre a “experiência transformadora” durante a semana de trabalho em Brasília e identificaram como a oportunidade vai refletir positivamente em suas trajetórias e na de suas escolas.
— O [Programa] Jovem Senador me mostrou que a política não é apenas um debate ou uma tomada de decisões, mas a arte de transformar ideias em ações que impactam e podem transformar vidas. Aprendi que, mesmo sendo jovens, nossa voz tem força e que o nosso compromisso deve ser, sempre, em favor de uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática — afirmou, Nicoly Ketlen Silva Mendonça, estudante do Acre.
Eles também reconheceram a importância do Programa Jovem Senador e agradeceram seus orientadores e toda a equipe do Senado que se mobilizou para que a experiência dos alunos fosse a melhor possível.
— Quero agradecer especialmente a toda a equipe do Senado Federal, que sempre esteve ao nosso lado, nos ajudando, também quero agradecer ao nosso querido senador [Paulo] Paim [PT-RS], aos nossos amados professores, aos nossos pais e, principalmente, a toda a equipe do Programa Jovem Senador, sem a qual jamais estaríamos aqui. Vocês são essenciais para que possamos entender melhor sobre o funcionamento do nosso país — disse Ellen Lahandria Nogueira Oliveira, do Amapá.
Os estudantes ainda lembraram os ataques às sedes dos três Poderes, em 2023, ressaltaram a necessidade da permanente defesa da democracia e lembraram de como a educação é a principal ferramenta para uma nação soberana e forte.
— A nossa democracia é o único elo que nos mantém juntos e que assegura a todos uma convivência pacífica, de modo que haja tolerância, respeito e comunhão, ainda que, atualmente, esses valores tenham sido desgastados. A nossa presença aqui deve ser sinal de que a democracia nos mostra que a política só se faz com união. Sozinhos nada podemos fazer; porém, juntos podemos construir um Brasil baseado na justiça socioambiental, na democracia e no compromisso com as juventudes — acrescentou Douglas Paes Silva.
Ao final da sessão, a presidente do Senado Jovem, Keyla Adssa Oliveira, fez a entrega oficial dos textos aprovados pelos estudantes ao senador Paulo Paim. Antes de finalizar os trabalhos, Paim agradeceu aos quatro últimos presidentes do Senado, responsáveis por criar e fortalecer o programa. Para ele, essa geração de jovens será responsável por renovar o Parlamento, trazer as transformações sociais que o mundo necessita e o fortalecimento da democracia.
— Vida longa ao Programa Jovem Senador! Eu passo, mas que o programa continue aqui. Vida longa à democracia! Nós passaremos, mas a democracia continuará. Vida longa à juventude brasileira! Nós faremos as nossas caminhadas. Que a juventude brasileira continue sempre com a mesma garra e o ímpeto que eu vi aqui de vocês. E termino dizendo: Vida longa ao planeta Terra! Vida longa à paz! Não às guerras! Vida longa à democracia! Ela é a alma de todos nós, é o coração das nossas vidas.
Programa
O Programa Jovem Senador é uma ação institucional do Senado que proporciona a estudantes do ensino médio de escolas públicas de todo o país a oportunidade de conhecer o funcionamento do Poder Legislativo e vivenciar a prática parlamentar. Durante a programação, em Brasília, os participantes apresentam e debatem projetos de lei. Os textos aprovados vão para análise da CDH.
A escolha dos participantes é feita por meio de um concurso nacional de redação, organizado em parceria com as secretarias estaduais de Educação. Neste ano, o Jovem Senador bateu recorde de participação, com 4.202 escolas públicas estaduais inscritas e cerca de 170 mil redações enviadas. O tema da redação em 2025 foi “Emergência Climática: pense no futuro, aja no presente”.
Além da experiência parlamentar, os participantes — um de cada estado e do Distrito Federal — ganham um notebook como prêmio.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto
O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.
Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.
O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.
O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.
Agosto
Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.
— Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.
As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).
— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.
Defesa
Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.
— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.
Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.
Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.
— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.
Eleições
Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral.
— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.
No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.
— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.
Outras propostas
Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia. Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.
— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.
Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.
Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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