RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Morre Mayra Cunha, jornalista da comunicação do Senado

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

Morreu na madrugada desta quinta-feira (22), no Recife, a jornalista da Secretaria de Comunicação (Secom) do Senado Mayra Cunha, aos 49 anos. Nascida em Brasília, ela atuava havia mais de 20 anos na Casa, onde começou como funcionária terceirada na TV Senado. Servidora concursada desde 2009, também passou pela Agência Senado e Rádio Senado, e atualmente trabalhava na Coordenação de Visitação, da Secretaria de Relações Públicas.

Filha do jornalista, professor da Universidade de Brasília (UnB) e servidor aposentado da Câmara dos Deputados Paulo José Cunha e da servidora aposentada do Senado Fátima Mesquita, Mayra estava em férias em Pernambuco para comemorar o aniversário de uma amiga. Foi internada no último fim semana no Hospital Santa Joana, com uma forte pneumonia. O corpo será cremado no Recife.

Bastante ativa e com grande atuação no meio cultural, Mayra Cunha também desempenhava outras atividades, como estar à frente da curadoria do Clube de Leitura da Livraria Oto Reifschneider, que recentemente completou um ano. Nas redes sociais, ela fazia divulgação de eventos culturais que ocorrem em Brasília e mantinha uma coluna sobre literatura. Nos anos de 2004 e 2005, inovou com o Blog Milk Shake, sobre comportamento feminino.

— Nós da Comunicação estamos todos de luto. A Mayra iniciou muito jovem suas atividades no Senado, com uma atuação sempre muito intensa na área de divulgação do trabalho da Secom ao público externo, com ênfase nos projetos da área cultural: documentários, literatura, mas também no jornalismo. Ela tinha vários talentos. Mas, para além das atividades profissionais, nosso luto é pela falta da personalidade vívida, falante, alegre, da Mayra. Isso era marcante e nos fará muita falta — diz a diretora da Secom, Luciana Rodrigues.

Leia Também:  Educação inclusiva nas escolas é aprovada pela CDH

Secom

Formada em jornalismo e publicidade, Mayra trabalhou na TV Senado na produção de documentários, na divulgação institucional dos produtos de interesse do público externo e no núcleo de programas especiais. Também atuou na Secretaria de Relações Públicas na divulgação institucional e na intranet. Posteriormente assumiu como editora na Agência Senado, onde esteve entre agosto de 2018 e abril de 2023. Na Rádio Senado, participou do programa Autores e Livros entre 2018 e 2024. Apresentava semanalmente a coluna “Livro de Cabeceira”, com resenhas literárias.

Atualmente lotada no Serviço de Planejamento da Coordenação de Visitação, Mayra teve grande relevância na produção executiva do documentário em realidade virtual Encontro com Darcy, que está sendo exibido durante todo mês de janeiro, no hall dos gabinetes (Praça das Abelhas) do Senado.

— Era uma pessoa de uma personalidade muito viva, muito pulsante, muito alegre. Teve contato com muitas das atividades da Secom, sendo uma pessoa de uma consciência grande da comunicação pública: a importância de a comunicação pública se engajar com o setor cultural e fomentar a cultura — afirma a diretora da Secom.

O diretor da Rádio Senado, Celso Cavalcanti, lembra que Mayra enriqueceu muito o programa Autores e Livros com suas contribuições e a forma alegre como o apresentava:

— Sempre de muito bom humor, com aquela energia boa. Transmitia muito conhecimento literário. Ela tinha um acervo de livros enorme e sabia como interpretar todo esse conteúdo, como transmitir de forma leve, divertida, com síntese muito bem embasada. É uma perda inestimável.

Leia Também:  CSP vota compartilhar documentos apresentados por Tagliaferro

Compromisso com a vida

Amigo de Mayra há 20 anos, o jornalista e editor da Agência Senado Mauricio Muller lembra que ela era uma pessoa totalmente comprometida com a vida. Alegre, autêntica, gostava de festas e, sobretudo, adorava os amigos. Estar ao lado dela era motivo certo de boas gargalhadas e de conversas sérias e profundas também, conta o jornalista.

— Era delicada nas relações, sempre tinha uma palavra de carinho, um conselho para dar força quando alguém precisava e um abraço daqueles apertados que só os amigos sabem dar, mesmo que à distância. Comprometida com as causas em que acreditava, era culta e inteligente, amava literatura, cinema, teatro. No trabalho, era igualmente amiga e competente como poucos. Filha de jornalista, era ética, curiosa, tinha pensamento crítico e um excelente português, o que fazia dela uma grande profissional. Como amiga e colega, certamente vai fazer muita falta — diz Muller.

Professora de literatura na UnB, a amiga Luciana Barreto escreveu nas redes sociais que Mayra é “daquelas presenças solares, a própria personificação da velocidade, da alegria, da vibração, do movimento, da expansão. (…) Generosa, inquieta, inclusiva, hiperbólica e, igualmente, prática, resoluta, realizadora”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Enamed será obrigatório para exercício da medicina, aprova Senado

Publicados

em

Por

O Senado aprovou nesta quinta-feira (15) a medida provisória que institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como condição para o exercício da medicina. A MP 1.370/2026 segue para sanção da presidência da República.

De acordo com as regras aprovadas, serão três avaliações ao longo da graduação — no final do segundo, do quarto e do sexto ano do curso de medicina, em vez de apenas duas avaliações, como estava previsto no texto do Poder Executivo. O registro profissional será condicionado ao desempenho do estudante, que deve atingir um nível mínimo de proficiência.

A exigência de aprovação no Enamed para obtenção do registro será aplicada aos estudantes que ingressaram nos cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026, data de publicação da medida provisória. Quem já estava matriculado antes dessa data continuará submetido às regras anteriores, assim como médicos que já tinham diploma reconhecido nacionalmente.

A MP, cujo prazo de vigência se esgotaria nesta sexta-feira (16), foi aprovada pela manhã em comissão mista e seguiu para a Câmara, onde obteve a aprovação dos deputados no início da tarde, antes de seguir para o Senado. O texto teve como relator o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), que acatou total ou parcialmente 49 das 479 emendas apresentadas pelos parlamentares.

Conteúdo

As avaliações serão componentes curriculares obrigatórios e terão aplicação no Distrito Federal e nos municípios que oferecem cursos de medicina. O resultado final será calculado pela média acumulada das três provas, com maior peso para a última avaliação. O exame será aplicado pelo Ministério da Educação (MEC).

O desempenho mínimo exigido, os pesos de cada etapa e os critérios de cálculo serão definidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica e deverão ser previamente publicados.

Quem não alcançar o nível mínimo de proficiência poderá refazer a terceira etapa do exame nas edições seguintes, com novo cálculo da média final. A primeira média acumulada das três avaliações constará do histórico escolar do estudante concluinte, e as faculdades poderão utilizar as notas em seus processos de avaliação acadêmica.

O exame verificará conhecimentos, habilidades e competências previstos nas diretrizes curriculares nacionais, considerando os princípios e as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Também fornecerá informações para a formulação de políticas públicas e para a fiscalização dos cursos.

A aprovação será comprovada por certificado eletrônico, que ficará disponível ao interessado e poderá ser consultado pelos conselhos regionais exclusivamente para análise do pedido de registro profissional, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Leia Também:  CSP vota compartilhar documentos apresentados por Tagliaferro

Discussão

Durante a discussão da matéria em Plenário, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) declarou voto contrário e criticou a decisão do governo de tratar o tema por meio de medida provisória. Ele é autor do PL 2.294/2024, que atribui ao Conselho Federal de Medicina (CFM) a condução do exame.

— Esse exame não pode ser feito pelo MEC. O MEC tem que fazer quantos exames forem necessários durante a formação do aluno. Depois de o aluno formado, isso é obrigação do Conselho Federal de Medicina única e exclusivamente, sem interferência do MEC, para que o processo seja lógico, seguro — argumentou.

Médicos, os senadores Dr. Hiran (PP-RR) e Zenaide Maia (PSD-RN) defenderam a realização do Enamed nos moldes aprovados. Para Zenaide ,a aplicação em três etapas, e não só ao final do curso, é um avanço.

— Você vai dizer àquele estudante que durante os seis anos [de duração do curso] ele teve um ensino que não era suficiente? Você vai esperar o último ano para avaliar ? (…) Essa avaliação coletiva e com esse olhar diferenciado para dar notas para os cursos de medicina é importante — defendeu a senadora, que é médica infectologista.

Presidente da comissão mista que analisou a medida, o senador Camilo Santana (PT-CE) afirmou que, durante sua gestão à frente do Ministério da Educação, encontrou uma grande quantidade de cursos de medicina sem qualidade funcionando com autorizações liminares. Para ele, governos anteriores “abriram as porteiras” para esses cursos.   

O senador Marcelo Castro (MDB-PI), também médico e ex-ministro da Saúde, concordou e disse que muitas instituições que funcionam com autorizações judiciais estão formando médicos sem qualidade. Para ele, o exame como previsto na MP protege a população.

— Os estudantes agora vão ser avaliados três vezes para poder receber o diploma. Se não forem aprovados (…) eles poderão cursar a faculdade, mas não poderão exercer a medicina — lembrou o senador.

Egressos

O senador se referia à Inscrição de Egresso de Medicina (IEM), destinada aos formados que não alcançarem o nível mínimo de proficiência exigido no Enamed. A inscrição permitirá apenas o exercício de atividades técnico-científicas, sem contato clínico com pacientes e sob supervisão de médico regularmente inscrito ou pesquisador responsável.

Os titulares da IEM não poderão atender pacientes, prescrever medicamentos, emitir atestados ou laudos, nem exercer outras atividades exclusivas dos médicos, mesmo sob supervisão. Também não poderão ocupar cargos ou funções destinados a profissionais médicos.

Leia Também:  Comissão aprova anistia da taxa da ANTT para empresas de ônibus no período da pandemia

Fiscalização das faculdades

O substitutivo estabelece regras para a avaliação e a fiscalização dos cursos de medicina. Cada instituição receberá anualmente um conceito calculado com base na proporção de estudantes que alcançarem o nível mínimo de proficiência na terceira etapa do Enamed e os cursos com desempenho insatisfatório poderão ser submetidos a processos de supervisão e outras medidas previstas na legislação educacional.

O MEC deverá divulgar anualmente os resultados consolidados do exame por instituição, preservando a identidade dos estudantes. As informações deverão permanecer disponíveis em portal público por pelo menos dez anos.

As faculdades também serão obrigadas a publicar os resultados das três últimas edições do Enamed. A medida permitirá que os estudantes consultem e comparem o desempenho das instituições antes de escolher onde cursar medicina.

Formação prática no SUS

O texto aprovado estabelece parâmetros nacionais para a utilização de unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) na formação dos estudantes de medicina. Algumas regras, como limites máximos de estudantes por atividade, serão definidas em regulamentação. O objetivo é adequar a quantidade de estudantes à capacidade dos serviços públicos de saúde.

As instituições que utilizarem hospitais e outros serviços do SUS para estágios obrigatórios e atividades práticas também deverão oferecer contrapartidas, como recursos financeiros, melhorias estruturais, serviços assistenciais e ações educacionais. O conjunto das contrapartidas a 2% do faturamento líquido do curso de medicina.

A proposta também permite que a nota final dos estudantes aprovados no Enamed seja utilizada nos processos seletivos para programas de residência médica de acesso direto.

Diplomas estrangeiros

O texto mantém as duas etapas do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida), norma que já estava prevista no texto original, e ainda estabelece regras de transição para profissionais formados no exterior.

Os candidatos que fizeram a primeira etapa do Revalida até 19 de junho de 2026 e foram aprovados serão dispensados do Enamed e poderão fazer a prova de habilidades clínicas nas duas edições seguintes do exame.

A avaliação prática será aplicada semestralmente, conforme edital. Já a cobrança pela prova teórica seguirá as diretrizes e os modelos de financiamento estabelecidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA