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POLÍTICA NACIONAL

Motta inaugura estúdio multimídia para fortalecer comunicação entre a Câmara e a sociedade

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POLÍTICA NACIONAL

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), inaugurou nesta quinta-feira (25) o estúdio multimídia da Casa, com o objetivo de fortalecer a comunicação com a sociedade e ampliar a transparência das atividades parlamentares.

Segundo ele, o estúdio servirá para que a população veja a dinâmica da Câmara além do Plenário. Está localizado no hall de acesso às comissões, por onde passam até 20 mil pessoas por dia.

“A Câmara é onde a pluralidade e a democracia se encontram. O estúdio se torna uma verdadeira vitrine da diversidade do Parlamento, reforçando o compromisso da Câmara com a aproximação com a sociedade e a difusão da informação clara e acessível”, afirmou.

No novo estúdio, serão realizadas gravações para a TV Câmara, a Rádio Câmara e  as redes sociais institucionais, incluindo entrevistas, depoimentos, videocasts, noticiários e transmissões ao vivo, além de registros feitos pelos próprios parlamentares.

“O espaço se integra às comemorações dos 90 anos do programa A Voz do Brasil, permitindo que entrevistas e conteúdos produzidos aqui cheguem a milhões de brasileiros”, lembrou o presidente.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Secretários Marx Beltrão (E) e Guilherme Uchoa na inauguração do estúdio
Secretários Marx Beltrão (E) e Guilherme Uchoa na inauguração do estúdio

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Conteúdo de qualidade
O secretário de Comunicação da Câmara, deputado Marx Beltrão (PP-AL), reforçou que o estúdio multimídia é uma ponte direta entre a Casa e a população e um lugar para produzir conteúdo de qualidade.

“O objetivo é mostrar tudo que acontece aqui dentro e tornar nossa comunicação mais transparente, direta e mais próxima das pessoas”, afirmou. “Este é um espaço para os parlamentares mostrarem seu trabalho. Faz parte de um conjunto de ações de modernização que estamos implementando, para tornar a comunicação da Câmara mais ágil, dinâmica e conectada com os cidadãos”, acrescentou.

O secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais da Câmara, deputado Guilherme Uchoa (PSB-PE), afirmou que o estúdio será um instrumento de trabalho para as deputadas e os deputados e que representa mais um passo da Câmara na modernização da sua comunicação.

Primeira entrevista
Após a inauguração, o presidente gravou a primeira entrevista no estúdio. Ele afirmou que a Casa está madura para votar o projeto que concede isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Ele confirmou a votação para a próxima quarta-feira no Plenário.
“Fizemos um amplo debate. A comissão discutiu as compensações, já que o projeto tem que ser neutro do ponto de vista fiscal. A Câmara fez esse debate, e a construção se deu com a votação unânime, e o requerimento de urgência também foi unânime. A Câmara entende que a proposta está madura e vamos levar ao plenário”, disse.

O presidente citou ainda outras pautas prioritárias para a Câmara, como a PEC da Segurança Pública e a regulamentação da inteligência artificial. Também falou sobre a aprovação de propostas que respondem aos anseios da população, como a que combate a adultização infantil na internet.

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Motta também falou dos desafios à frente da Casa diante da polarização política, como a escolha das pautas e a administração dos conflitos partidários.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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