POLÍTICA NACIONAL
Senador Irajá elogia governo de Laurez Moreira do Tocantins
POLÍTICA NACIONAL
Em pronunciamento nesta quarta-feira, o senador Irajá (PSD-TO) elogiou os primeiros 30 dias de governo de Laurez Moreira no Tocantins. Laurez, que era vice-governador, assumiu o lugar de Wanderlei Barbosa, afastado por seis meses pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção. Para o senador Irajá, o período atual do governo representa mais que um “choque de gestão” no estado.
— Esse curto período representa não apenas um choque de gestão, mas também um choque de realidade para todos nós tocantinenses. Não podemos esquecer que o governo anterior deixou o estado mergulhado numa crise profunda de corrupção e de irresponsabilidade fiscal — afirmou.
O senador relatou que a nova gestão se deparou com um acordo judicial feito pelo governador afastado que elevou uma dívida de pouco mais de R$ 31 milhões para R$ 85 milhões, que seriam pagos a uma empresa de gestão hospitalar. Além disso, mais R$ 23 milhões iriam para dois escritórios de advocacia que, de acordo com o senador Irajá, hoje defendem Wanderley Barbosa. O acordo foi suspenso pela Justiça na terça-feira (7).
O parlamentar afirmou que acompanha o esforço da nova gestão para reorganizar a máquina pública, discutir projetos prioritários e adotar ações estratégicas para a retomada do desenvolvimento social. Entre as medidas estão exonerações e suspensão de gastos “abusivos” e de viagens desnecessárias. O senador Irajá relatou ainda que ele e o governador se reuniram com ministros de várias pastas para tratar de interesses do estado.
— Essas agendas mostram que o Tocantins voltou a ter voz, planejamento e também direção. A oportunidade que temos diante de nós é a de mostrarmos que é possível fazer mais com menos desperdício, com mais transparência e com respeito ao povo do estado. É hora de sair da fantasia e encarar o mundo real. E é hora de reconstruir o Tocantins, tornando o estado justo, próspero e cheio de oportunidades para a sua gente — declarou o senador Irajá.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Lei determina avaliação da qualidade de hospitais
A partir de agora, hospitais particulares deverão passar por avaliações da vigilância sanitária sobre a qualidade dos serviços de saúde, com divulgação periódica dos resultados.
É o que estabelece a Lei 15.524, que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. A nova norma foi sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (29).
Os padrões de qualidade e atributos de qualificação deverão ser definidos pelo órgão nacional de vigilância sanitária, diz o texto. Os estabelecimentos que descumprirem as regras poderão receber multa diária entre R$ 5 mil e 500 mil. A penalidade será aplicada sem prejuízo da responsabilidade civil por danos à saúde do paciente ou por descumprimento de normas de proteção ao consumidor.
De acordo com a lei, os padrões de qualidade e os atributos de qualificação deverão observar no mínimo as seguintes diretrizes:
- garantia da segurança do paciente, por meio da adoção de tratamentos efetivos, conforme comprovação científica, e dos mecanismos necessários para prevenção e recuperação de sua saúde;
- disponibilização de recursos institucionais (corpo técnico, estruturas e processos de cuidado) em quantitativo suficiente para atendimento ágil dos pacientes, evitando-se longas esperas e atrasos potencialmente danosos à saúde;
- cuidado responsivo e centrado no paciente;
- equidade, sendo vedadas distinções de tratamento, especialmente em virtude de gênero, religião, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica;
- cumprimento efetivo das normas expedidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os padrões de qualidade previstos na nova lei aplicam-se também aos estabelecimentos públicos de saúde, que devem ser alvo de avaliação e divulgação dos resultados, na forma de regulamento.
Origem da lei
A norma jurídica teve origem no Projeto de Lei (PL) 287/2024, apresentado pelo então senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Com relatório favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 2025. Em seguida, a matéria foi encaminhada à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada neste mês e encaminhada à sanção presidencial.
Em 2012, o ex-senador Flávio Dino perdeu o filho Marcelo, de 13 anos. O garoto havia sido internado em um hospital de Brasília após uma crise de asma. Dino e a mãe de Marcelo, Deane Fonseca, processaram o hospital e a equipe médica.
Na ação, eles argumentam que a médica responsável pelo atendimento abandonou o posto da UTI pediátrica, o que provocou demora no atendimento. Em outubro de 2025, o hospital foi condenado a pagar uma indenização aos pais.
Com Agência Câmara
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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