POLÍTICA
Edvaldo Magalhães cobra convocação de aprovados da Sefaz e critica terceirização de funções técnicas no Estado
POLÍTICA
O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) voltou a defender, na sessão desta quarta-feira (27) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a convocação dos aprovados no concurso da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou ter recebido uma comissão formada por candidatos aprovados dentro das vagas previstas no edital e alertou para o déficit de servidores efetivos na pasta. Segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades para manter a estrutura de fiscalização e arrecadação funcionando plenamente, situação que já levou o governo a iniciar processo para contratação de empresa terceirizada para execução de atividades técnicas.
Ao abordar o tema, Edvaldo destacou o esforço realizado pelos candidatos durante o concurso e afirmou que os aprovados aguardam convocação enquanto a estrutura da secretaria enfrenta sobrecarga de trabalho. O deputado também relembrou o debate recente envolvendo a possibilidade de convocação dos aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros Militar e revelou que manteve diálogo com integrantes do Tribunal de Contas do Estado sobre a situação da Sefaz. “O Estado aumentou significativamente suas atividades econômicas, ampliou o volume de negócios e mudou o perfil da sua economia, mas o quadro funcional da Secretaria da Fazenda permaneceu praticamente o mesmo”, afirmou.
O parlamentar criticou ainda a abertura de processo para contratação de mão de obra terceirizada destinada a substituir carreiras técnicas da Fazenda Estadual, argumentando que a medida pode ser questionada judicialmente. Segundo ele, já existe dentro do próprio Tribunal de Contas uma discussão sobre a necessidade de reavaliar o entendimento que rejeitou anteriormente a excepcionalidade para convocação de técnicos e auditores aprovados no concurso da pasta.
Edvaldo citou como precedente a autorização concedida para reforço do quadro do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), diante do risco de prejuízos à sanidade animal e à competitividade da produção acreana no mercado de exportação. “Estamos falando de carreiras de Estado. Não faz sentido terceirizar funções técnicas enquanto existem aprovados aguardando convocação”, declarou.
Magalhães também lembrou que a Assembleia Legislativa precisou aprovar recentemente uma gratificação para auditores da Secretaria da Fazenda ampliarem os plantões realizados em postos de fiscalização, como na Tucandeira, devido à insuficiência de servidores para atender à demanda. Para o deputado, a situação demonstra a urgência da convocação dos concursados. “O Estado precisa ter uma estrutura capaz de evitar fraudes, combater evasão fiscal e garantir a arrecadação necessária para manter os serviços públicos funcionando. Por isso faço um apelo para que a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria da Fazenda retomem essa discussão junto ao Tribunal de Contas”, concluiu.
Texto: Andressa Oliveira
Foto: João Henrique
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Pedro Longo defende autonomia da Polícia Militar em Feijó para reforçar segurança no município
Deputado apresenta indicação baseada em procedimento do Ministério Público e propõe que companhia da PM passe a responder diretamente ao Comando-Geral
Durante o pequeno expediente da sessão desta quarta-feira (5) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (MDB) apresentou uma indicação voltada ao fortalecimento da segurança pública no município de Feijó. Segundo o parlamentar, a cidade enfrenta índices elevados de violência e registra ocorrências graves, incluindo casos de feminicídio, e a proposta busca ampliar a estrutura de atuação da Polícia Militar na região.
Pedro Longo explicou que a indicação surgiu a partir de uma demanda apresentada pelo município e de um procedimento desenvolvido pelo Ministério Público do Estado do Acre, por meio da Promotoria Criminal de Feijó. De acordo com o deputado, o estudo apontou a necessidade de dar maior autonomia à companhia da Polícia Militar instalada no município como uma das medidas capazes de contribuir para o enfrentamento da violência.
“Feijó há muito tempo, desde 2008, se depara com uma situação de falta de autonomia do comando da PM, da sua Polícia Militar local. Nós estamos trazendo aqui um tema que surgiu por iniciativa do Ministério Público do Estado do Acre, mais especificamente da Promotoria Criminal de Feijó, através do trabalho desenvolvido por toda sua equipe, que chegaram à conclusão de que uma das formas de amenizar esse problema da violência no município de Feijó, de reforçar a sua estrutura de segurança, seria dar independência à sua companhia destacada da Polícia Militar local”, afirmou.
Ainda segundo o emedebista, a companhia da PM de Feijó teria tido autonomia até 2008, quando passou a ficar vinculada ao comando do batalhão de Tarauacá. Pedro Longo avaliou que os dois municípios possuem porte semelhante e defendeu que ambos tenham estruturas próprias de batalhão. No entanto, diante de possíveis limitações orçamentárias e administrativas, apontou a emancipação da companhia como uma alternativa mais imediata.
“Se isso eventualmente estiver, nesse momento, inviabilizado em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, poderia gerar algum custo do ponto de vista de ampliar as vagas do oficialato e outros aspectos da organização interna da Polícia Militar. Nesse momento, seria suficiente para atender essa demanda a emancipação da companhia de Feijó. Então, a companhia de Feijó seria independente e passaria a responder diretamente ao Comando-Geral”, explicou.
Para o parlamentar, o fortalecimento da estrutura policial em Feijó também poderia produzir reflexos positivos na segurança de Tarauacá e de outros municípios próximos, considerando a posição estratégica da região e a passagem da BR-364. Ele ressaltou ainda que a proposta apresentada na Assembleia tem como base, segundo ele, uma análise realizada pelo Ministério Público sobre as necessidades locais.
Ao finalizar, o deputado fez um apelo ao Governo do Estado para que a indicação seja avaliada e afirmou que a medida representa uma demanda apresentada pela população de Feijó.
“Ela, embora seja tecnicamente de minha autoria, representa um anseio da população de Feijó e, principalmente, é fruto de um estudo bastante aprofundado de um procedimento interno realizado pelo Ministério Público do Estado do Acre, que constatou essa necessidade, inclusive como uma das formas de minorar os aspectos de insegurança que têm, infelizmente, afligido o município de Feijó”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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