POLÍTICA
Edvaldo Magalhães defende revogação de dispositivo do Estatuto dos Servidores e cobra avanços para a educação
POLÍTICA
A revogação de um dispositivo do Estatuto dos Servidores Públicos do Acre pautou o pronunciamento do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), durante o pequeno expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (8). O parlamentar classificou a votação prevista para o dia como um passo para corrigir uma situação enfrentada por parte dos servidores estaduais em relação ao reconhecimento de progressões funcionais.
Ao abordar o tema, Edvaldo Magalhães afirmou que a proposta busca eliminar a classificação de “servidores irregulares”, utilizada em razão de um dispositivo da legislação estadual. Segundo ele, a mudança tem potencial para reduzir a judicialização envolvendo o reconhecimento de direitos funcionais e acompanhar entendimentos recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O deputado também mencionou a atuação do Tribunal de Contas do Estado em processos relacionados à concessão de progressões para servidores aposentados.
Durante o discurso, o parlamentar avaliou que a aprovação da matéria representa o encerramento de uma reivindicação defendida por entidades sindicais ao longo dos últimos anos. Ele acrescentou que, após a entrada em vigor da nova legislação, os sindicatos poderão adotar as medidas judiciais que considerarem cabíveis para discutir eventuais efeitos retroativos. “Essa luta que vem sendo travada há muitos anos tem esse momento de coroamento”, afirmou.
Na parte final da fala, Edvaldo Magalhães citou a situação dos profissionais da educação e defendeu a reestruturação da tabela da carreira da categoria. O deputado comparou a reivindicação com outras alterações em planos de cargos e salários aprovadas recentemente pela Aleac para diferentes carreiras do serviço público, sustentando que outras demandas também devem ser analisadas pelo Poder Executivo e pelo Parlamento.
Texto: Andressa Oliveira/ Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Aleac aprova redução da jornada de trabalho de assistentes sociais e psicólogos do Estado
A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou, nesta quarta-feira (8), o projeto de lei que reduz de 40 para 30 horas semanais a jornada de trabalho dos assistentes sociais e, por meio de emenda aprovada em plenário, estende o benefício também aos psicólogos que integram o quadro de pessoal dos órgãos e entidades do Poder Executivo estadual.
A proposta adequa a carga horária dos profissionais ao disposto no artigo 5º-A da Lei Federal nº 8.662, de 7 de junho de 1993, incluído pela Lei Federal nº 12.317, de 26 de agosto de 2010, que estabelece a jornada de 30 horas para assistentes sociais. A iniciativa teve origem em anteprojeto apresentado pelo deputado Arlenilson Cunha (PL), posteriormente acolhido e encaminhado pelo Poder Executivo.
Ao elaborar a proposta, o Executivo incorporou os fundamentos apresentados pelo parlamentar e promoveu ajustes técnicos para compatibilizar a medida com as exigências da administração pública, preservando a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população.
O projeto condiciona a redução da jornada à manutenção da produtividade dos servidores enquadrados nos regimes previstos nas Leis nº 2.179 e nº 2.180, ambas de 10 de dezembro de 2009. Também prevê que o órgão ou entidade poderá restabelecer a jornada de 40 horas semanais em caso de queda de desempenho, sem acréscimo remuneratório.
Durante a votação, os deputados aprovaram uma emenda modificativa de autoria de Eduardo Ribeiro (Republicanos) e Edvaldo Magalhães (PCdoB), estendendo a redução da carga horária aos psicólogos do Estado.
Ao discutir o PL, Edvaldo Magalhães destacou que a proposta foi construída de forma coletiva e ressaltou a importância da atuação do deputado Arlenilson Cunha na abertura do debate. Segundo ele, ao longo das discussões foi identificada a necessidade de incluir psicólogos e psicólogas, garantindo equidade entre as categorias. O parlamentar também defendeu que a jornada de 30 horas seja estendida aos profissionais dos demais poderes, como Ministério Público, Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas.
Já o deputado Manoel Moraes (União/PP), afirmou que a aprovação representa a correção de injustiças históricas enfrentadas pelos servidores públicos estaduais. Segundo ele, a medida demonstra o compromisso do governo do Estado com a valorização de categorias como assistentes sociais e psicólogos, além de abrir caminho para o atendimento de outras demandas do funcionalismo. O parlamentar parabenizou a iniciativa e destacou que as mudanças vêm sendo implementadas de forma gradual, promovendo mais respeito e segurança aos servidores do Estado.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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