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Edvaldo Magalhães relembra trajetória do PCdoB e destaca papel histórico do partido no Acre

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Ao fazer referência à data de fundação do Partido Comunista do Brasil, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta quarta-feira (25), para destacar a trajetória histórica da legenda no país e sua atuação política no estado ao longo das últimas décadas.

Durante o pronunciamento, o parlamentar ressaltou que o partido completa 104 anos de fundação, tendo surgido em 1922, em um contexto marcado por transformações econômicas e culturais no Brasil e no mundo. Segundo ele, o PCdoB nasceu a partir da organização de trabalhadores e da influência de movimentos sociais e culturais da época. “O partido surge em um momento de intensas mudanças, com a formação da classe operária e também de um movimento cultural mais libertário. Essas forças ajudaram a construir o primeiro partido operário do país”, afirmou.

Edvaldo Magalhães destacou ainda que, ao longo de sua história, o partido se consolidou com duas bandeiras centrais: a defesa da soberania nacional e a construção de um projeto de desenvolvimento com distribuição de renda. Ele também relembrou os períodos de perseguição enfrentados pela legenda. “Sempre que a democracia foi atacada no país, os comunistas estiveram entre os primeiros a sofrer perseguições, inclusive com cassações e clandestinidade”, disse.

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O deputado também resgatou a atuação do PCdoB no Acre, mencionando a presença do partido desde o processo de redemocratização, no fim da década de 1970. Ele citou nomes que marcaram a história da legenda no parlamento estadual, como o ex-deputado Manoel Pacífico da Costa, primeiro representante da sigla na Aleac, e o ex-deputado Sérgio Taboada, a quem atribuiu importantes contribuições legislativas. “Taboada teve um papel marcante nesta Casa, sendo autor de leis importantes e protagonista de gestos políticos que contribuíram para a construção da nossa trajetória”, destacou.

Ao mencionar sua própria trajetória, Edvaldo relembrou o episódio em que assumiu mandato como suplente, após licença do então deputado Sérgio Taboada, ressaltando o gesto como exemplo de compromisso político. Ele também citou outros parlamentares que representaram o partido ao longo dos anos, reforçando a presença contínua da legenda na política acreana.

Por fim, o deputado afirmou que o PCdoB mantém uma atuação baseada no respeito às divergências e na defesa do diálogo como instrumento político. “A política deve ser um instrumento de transformação e não de afastamento entre as pessoas. Podemos divergir com firmeza, mas sempre com respeito”, concluiu.

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Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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