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Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais são homenageados durante sessão na Aleac

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na manhã desta segunda-feira (13) uma sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional. O evento, proposto pelo deputado Adailton Cruz (PSB), reconheceu a relevância desses profissionais para a promoção da saúde pública e o bem-estar da população acreana. A solenidade reuniu autoridades e representantes da área da saúde, que destacaram o papel fundamental da fisioterapia e da terapia ocupacional na recuperação e qualidade de vida dos pacientes.

O deputado Adailton Cruz destacou, durante a solenidade, a transformação que a presença dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais trouxe para o sistema público de saúde. Ele relatou experiências vividas em unidades de emergência, ressaltando como a atuação desses profissionais elevou o nível da assistência prestada à população. Segundo o parlamentar, é impossível pensar em saúde pública de qualidade sem o trabalho dessas categorias, que têm papel essencial na recuperação e preservação da vida dos pacientes.

“O trabalho de vocês é imensurável e precisa ser valorizado. Nós precisamos de parlamentares comprometidos com o piso nacional dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais e de políticas públicas que invistam mais em saúde. Onde houver um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional, haverá garantia de uma assistência de qualidade”, enfatizou Adailton Cruz.

A psicóloga Edna, que participou do evento representando a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco, destacou a importância dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no atendimento à população. Segundo ela, esses profissionais são fundamentais para a reabilitação e a autonomia dos pacientes atendidos na rede municipal. “É uma profissão muito importante e ainda escassa na nossa rede. Temos equipes que realizam um trabalho de excelência, especialmente no Centro de Atendimento ao Autista, devolvendo qualidade de vida e autonomia às nossas crianças”, afirmou.

O chefe de Fisioterapia do Pronto Socorro, Ricardo Moreira, destacou durante a solenidade o papel essencial da profissão na recuperação e bem-estar dos pacientes, ressaltando o compromisso e a sensibilidade exigidos no exercício diário da função. Ele emocionou o público ao compartilhar experiências da rotina no hospital e enfatizou o valor do trabalho em equipe. “Essa profissão mexe com o coração da gente. Cada paciente traz uma realidade diferente, e o mais gratificante é ver a diferença que o nosso trabalho faz na vida das pessoas”, afirmou. 

Doutor Jeizon, que discursou representando os terapeutas ocupacionais, destacou a importância de fortalecer o reconhecimento da categoria e a busca por equidade entre as profissões. Ele lembrou que são quase 30 anos de atuação da terapia ocupacional no Acre e que, mesmo com avanços, ainda há desafios. “Somos cerca de 27 mil terapeutas ocupacionais para mais de 470 mil fisioterapeutas em todo o país, uma proporção desleal que impacta diretamente o nosso reconhecimento. Ainda assim, seguimos lutando por espaço nas políticas públicas e nas comissões, para que nossa profissão seja cada vez mais valorizada”, afirmou.

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Ao fazer uso da palavra, a presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo, Sóron Steiner, ressaltou a importância da valorização e do fortalecimento da rede de profissionais da saúde. Ela elogiou a iniciativa do deputado Adailton Cruz e destacou o compromisso de ampliar as oportunidades na área. “Existe uma escassez de profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na nossa rede, mas precisamos abrir mais espaços e qualificar os serviços, porque há muitos profissionais capacitados e prontos para contribuir com o fortalecimento da saúde pública”, afirmou.

Formação sólida e valorização da fisioterapia e da terapia ocupacional

Em sua fala, a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Ana Cristina, destacou o protagonismo desses profissionais durante a pandemia e o papel essencial que continuam exercendo no sistema de saúde. Ela lembrou que, em meio ao medo coletivo, os fisioterapeutas estiveram na linha de frente, atuando em procedimentos complexos como a ventilação mecânica e o acompanhamento de pacientes críticos. 

Ana Cristina também ressaltou a ascensão da terapia ocupacional, especialmente com o fortalecimento da rede de atenção à pessoa com deficiência (PCD), e alertou para a escassez nacional desses profissionais. Defensora da formação de qualidade, a gestora criticou a fragilidade de cursos rápidos ou totalmente on-line e reforçou que a área da saúde exige preparo técnico e humano consistente. “Como servidora da saúde há mais de 30 anos eu posso afirmar, não adianta ter um diploma na mão se não houver conhecimento. Na saúde, nós lidamos com vidas e não podemos nos dar ao luxo de uma formação superficial. Nós precisamos ofertar uma saúde de qualidade para a população”, enfatizou.

A secretária reafirmou ainda seu compromisso com os servidores da saúde e, assegurou que os profissionais podem contar com seu apoio e com o da Secretaria em todas as lutas pela valorização da categoria. Ela também defende a mudança da percepção social sobre o trabalho dos profissionais da saúde, lembrando que “nós salvamos pessoas todos os dias” e que muitos sacrificam a vida pessoal para cuidar do próximo.

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Fisioterapia e Terapia ocupacional: profissões que escolhem quem as exerce

Representando o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Lucas Bittencourt ressaltou a importância e o compromisso das duas categorias com a saúde pública. Em tom emocionado, ele afirmou que “a fisioterapia e a terapia ocupacional escolhem seus profissionais”, destacando o amor e a dedicação que movem quem atua nessas áreas.

Bittencourt enalteceu ainda o trabalho do deputado Adailton Cruz pela homenagem e reforçou que o Conselho Federal tem buscado ampliar a inserção das especialidades da fisioterapia e da terapia ocupacional nas políticas públicas e no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Ele também defendeu que as contratações sejam feitas por especialidade, como ocorre com os médicos, valorizando a formação técnica e a atuação prática dos profissionais. “Nós somos profissionais de primeiro contato, que garantem à população uma saúde de qualidade, acompanhando o paciente do diagnóstico até a alta, com amor e compromisso”, afirmou.

Fisioterapia como ferramenta de transformação e cuidado humano

O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 18ª Região (Crefito-18), Dr. Rodrigo Moreira Campos, destacou a importância da profissão como promotora da saúde integral e não apenas do tratamento de doenças. Ele lembrou o início da própria trajetória, quando precisou deixar Rondônia para se formar no Rio de Janeiro, motivado pelo desejo de cuidar de pessoas de forma mais humana. “Fui buscar essa formação inspirado na minha mãe, que sempre ouviu dizer que suas doenças não tinham cura. A fisioterapia me mostrou que cuidar é olhar para o ser, não apenas para a doença”, disse.

Rodrigo ressaltou ainda a dedicação dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais à ciência e à prática humanizada. Para ele, a atuação desses profissionais vai muito além do ambiente clínico, abrangendo desde a atenção básica até a alta complexidade, passando pela pesquisa e pela gestão. “Nós somos exportadores de conhecimento, o mundo quer saber o que acontece na Amazônia. Temos profissionais extremamente qualificados que se dedicam ao estudo e ao cuidado, comprometidos com a promoção da saúde e o bem-estar de cada ser humano”, enfatizou.

Ao final da solenidade, foram entregues certificados de reconhecimento a fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que se destacaram por suas contribuições à saúde pública e pela dedicação à valorização da profissão, em um gesto simbólico de agradecimento e respeito ao trabalho desses profissionais essenciais para o bem-estar da população acreana.

Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães

Fotos: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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