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MPAC atua em todo o estado para garantir segurança e normalidade do processo eleitoral

Ao todo, 34 promotores eleitorais, entre titulares e auxiliares, além de dezenas de servidores, trabalharam durante o pleito e buscaram inibir e evitar práticas, por parte de candidatos e eleitores, que configurassem crime eleitoral.

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Fotos: Tiago Teles

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Trabalho para Apoio à Atividade Eleitoral (GT-Eleitoral), esteve presente neste domingo (02) em todos os municípios do Acre, atuando para garantir a lisura e a regularidade do primeiro turno das eleições gerais de 2022. Ao todo, 34 promotores eleitorais, entre titulares e auxiliares, além de dezenas de servidores, trabalharam durante o pleito e buscaram inibir e evitar práticas, por parte de candidatos e eleitores, que configurassem crime eleitoral.

Equipes de fiscalização com a participação de promotores visitaram locais de votação para verificar o cumprimento das normas estabelecidas, que foram previamente reforçadas em um ofício enviado na última sexta-feira (30) a partidos políticos e coligações. Também foram checadas e receberam o devido encaminhamento as denúncias recebidas através dos diversos meios disponibilizados pelo MPAC, como ligação telefônica, Whatsapp e atendimento pessoal.

Entre as ocorrências registradas, estiveram a compra de votos, boca de urna e derramamento de santinhos. Também foram observadas filas intensas em algumas seções eleitorais ao longo do dia, mas foi garantido o direito ao voto aos eleitores que estavam nas filas antes do horário de encerramento oficial da votação. O coordenador do GT-Eleitoral, promotor de Justiça Teotônio Rodrigues Soares Júnior, salientou que as eleições ocorreram em um cenário de tranquilidade.

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“Os promotores e servidores do MPAC em todos os municípios colaboraram para este momento, de uma eleição tranquila, onde não tivemos qualquer episódio de violência física, e mesmo as denúncias de crimes eleitorais e irregularidades foram registradas em menor número do que em outros anos, o que acreditamos que se deva também à atuação preventiva, com a orientação aos partidos políticos e coligações”, destacou.

Após o encerramento da votação, o coordenador do GT-Eleitoral, ao lado do procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos, Celso Jerônimo de Souza, e dos promotores de Justiça Luis Henrique Corrêa Rolim e Wendy Takao Hamano acompanharam, na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC), a apuração paralela das 20 urnas sorteadas para a Verificação de Autenticidade e Integridade dos Sistemas, conforme previsto na Resolução TSE nº 23.673/2021.

Foto: Tiago Teles

A votação paralela consiste na simulação da votação com urnas oficiais alimentadas com as listas oficiais de candidatos e de eleitores. As auditorias foram realizadas em todos os estados brasileiros com o objetivo de mostrar que as urnas são auditáveis e que o processo eletrônico de votação é seguro.

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Fotos: Tiago Teles

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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