POLÍTICA
Tanízio Sá reforça necessidade de tirar Jordão e Santa Rosa do isolamento e destaca avanços em políticas para comunidades indígenas
POLÍTICA
Durante a sessão desta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB) fez um pronunciamento sobre os desafios enfrentados pelos municípios isolados do Estado, como Jordão e Santa Rosa do Purus. O parlamentar destacou que as dificuldades geográficas continuam impactando diretamente a vida da população, sobretudo no acesso à saúde, transporte e infraestrutura.
Tanízio iniciou sua fala mencionando o município de Jordão, ao qual afirmou ter “muito carinho”, citando inclusive dois pacientes da cidade, seu Antônio e seu Francisco, que atualmente estão em tratamento de saúde na capital. Segundo ele, essa realidade demonstra, mais uma vez, o quanto a distância e o isolamento ainda marcam a rotina dos moradores da região.
Estrada de Santa Rosa e atuação do Ministério Público Federal
O emedebista relatou ainda uma reunião com o procurador Luiz, do Ministério Público Federal, que acompanha o processo de licenciamento da estrada que liga Santa Rosa. Ele explicou que o Departamento de Estradas de Rodagens do Acre (Deracre), chegou a abrir licitação para contratação de empresa responsável pelos estudos ambientais, mas o MPF solicitou a suspensão até a realização de audiência pública com os povos indígenas afetados.
Ele reforçou que a estrada atravessa aproximadamente 60 quilômetros dentro de área de reserva, já autorizada pelo ICMBio, e destacou que o procurador demonstrou preocupação com possíveis invasões e ocupações irregulares após a abertura da via. Como encaminhamento, ficou acordada a implementação de guaritas de fiscalização, garantindo controle de acesso e proteção ambiental.
Tanízio afirmou que o Ministério Público Federal se mostrou parceiro na busca de soluções, inclusive se dispondo a acompanhar a expedição prevista para os próximos dias. “O MPF é favorável a tirar Santa Rosa do isolamento. A população não pode continuar pagando R$ 200 por um botijão de gás ou R$ 2.360 por um metro cúbico de brita”, reforçou.
Obras atrasadas e desafios logísticos
O parlamentar destacou ainda o cenário crítico da pista de pouso de Santa Rosa, que já se arrasta há sete anos e segue sob responsabilidade do Exército Brasileiro. Ele lembrou que o transporte de materiais é extremamente difícil, já que grandes cargas precisam ser levadas de canoa no período do verão, e quando chegam às obras muitos insumos já estão inutilizados.
Educação indígena e modernização das aldeias
Ainda em sua fala, Tanízio frisou a necessidade de fortalecer o ensino da língua portuguesa nas comunidades indígenas. Ele relatou que muitas mulheres e idosos não conseguem responder a exames médicos, perícias ou atendimentos básicos por barreiras linguísticas.
O deputado elogiou a Secretaria de Educação pela abertura de um processo seletivo exclusivo para escolas indígenas, que permitirá a contratação de professores aptos a atender diretamente as aldeias. Ele também destacou o avanço trazido pela chegada da internet via Starlink e pela instalação de energia elétrica em todas as comunidades, garantindo melhores condições de trabalho aos educadores.
Ao final, agradeceu o apoio do governador, do secretário de Educação, do procurador federal e das demais autoridades que têm contribuído para enfrentar os desafios históricos dos municípios mais isolados. “O Acre precisa avançar, e nenhum brasileiro deve continuar vivendo isolado”, afirmou.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral
Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito
Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.
Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.
“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.
Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.
O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.
Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.
“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.
O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.
No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.
O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: João Henrique
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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