TJ AC
Coger e GMF do Acre discutem financiamento e gestão de políticas penais em Brasília
TJ AC
Representantes do Judiciário acreano integraram o 2º Encontro de Alta Gestão nas Políticas Penais e o 4º Encontro Nacional dos GMFs
A Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) e o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) participaram do 2° Encontro de Alta de Gestão nas Políticas Penais. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 27, em Brasília, e reuniu representantes do Poder Judiciário, do Executivo Federal, de instituições financeiras, organismos internacionais e secretários estaduais.
Promovido pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) em parceria com Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o encontro teve como objetivo capacitar gestores e gestoras públicos, magistrados e magistradas sobre as principais estratégias de financiamento e planejamento orçamentário necessárias à implementação do Plano Pena Justa nacional e estaduais.
Participaram dos diálogos o corregedor-geral da Justiça do Acre, desembargador Nonato Maia, o supervisor do GMF, desembargador Francisco Djalma, o coordenador do Grupo, juiz de Direito Robson Aleixo, além de representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Secretaria de Planejamento do Acre (Seplan).

Na ocasião, foram discutidas estratégias de fomento financeiro, incluindo o uso de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e outras fontes de custeio. Os participantes também debateram sobre a necessidade de aprimorar a previsão orçamentária das políticas penais nos âmbitos federal e estadual, além de mecanismos de controle e fiscalização para assegurar a correta implementação dos planos.
4° Encontro Nacional do GMFs
O Judiciário acreano marcou presença no 4º Encontro Nacional dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) – Penal e Socioeducativo, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre os dias 25 e 26 de novembro. O evento reforçou o diálogo qualificado entre instituições, a cooperação intersetorial e o desenvolvimento de ações estruturantes voltadas à consolidação de políticas públicas sustentáveis no âmbito dos tribunais.
A programação contou com a participação do conselheiro do CNJ e supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), José Edivaldo Rocha Rotondano; do juiz auxiliar da Presidência e coordenador do DMF, Luís Lanfredi; e dos magistrados e magistradas auxiliares do CNJ que atuam no departamento: Ruy Mugiatti, Solange Reimberg, Andreia Brito, Ricardo Alexandre e Lucas Nogueira. As mesas de debate também tiveram apoio técnico de profissionais do programa Fazendo Justiça, que desde 2019 oferece suporte ao DMF e aos GMFs na condução de agendas estratégicas.
A agenda evidenciou o fortalecimento dos grupos responsáveis pelas pautas penais e socioeducativas nos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais de todo o país. Atualmente, 214 magistrados e magistradas colaboradores integram a rede – uma média de sete por GMF. Todos os grupos de monitoramento participam ainda dos comitês de políticas penais, responsáveis por implementar o Plano Pena Justa.




Fotos: cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC participa da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor
Órgão realizará formações com intuito de difundir conhecimentos para ampliar a garantia de direitos e estabelecer relações mais justas na área
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou nesta sexta-feira, 18, da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor. O local tem o objetivo de contribuir com a disseminação de conhecimento na área para ampliar a garantia de direitos.
A escola é um órgão vinculado ao Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon/AC), com a missão de formar cidadãs e cidadãos informados, conscientes e protegidos. Entre os assuntos que devem ser abordados na instituição estão: educação financeira, consumo consciente, superendividamento e segurança no consumo. Além disso, a proposta da escola também é criar canais de diálogo com empresas e fornecedores para a construção de relações mais pacíficas e articuladas à política de defesa desses direitos.
Paralelamente, o Judiciário do Acre tem uma atuação que, além dos julgamentos, visa educar, conscientizar e promover mediação e conciliação para resolver essas questões por meio de soluções pacíficas. Esse trabalho é realizado por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).
Para o presidente do TJAC, ambientes educacionais são essenciais para a prevenção e a construção de uma sociedade mais consciente de seus direitos. “A proteção dos direitos do consumidor é uma missão que todas as instituições de Estado têm que ter com as pessoas que buscam um produto ou um serviço. E nós temos essa responsabilidade de atender bem, de conscientizar para que as pessoas sejam consideradas e respeitadas. O Tribunal de Justiça vê com bons olhos a instituição de uma escola de defesa do consumidor como mais um instrumento para consolidar direitos das cidadãs e dos cidadãos, para que tenham autonomia, capacidade de analisar tudo que está à sua disposição”, comentou Nogueira.
A presidente do Procon/AC, Alana Albuquerque, agradeceu pelas parcerias que possibilitaram concretizar a escola e ressaltou a importância de instalar uma unidade educacional: “Defender o consumidor também é orientar, educar e conscientizar. Essa é uma estrutura para ser referência. A informação é a melhor forma de proteger o consumidor. Um consumidor informado conhece seus direitos e tem relações mais justas. Prevenir e proteger o consumo por meio da educação. Essa escola representa investimento em cidadania”.
Durante o ato, ainda foi assinado um protocolo de intenções com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para o aperfeiçoamento e a difusão de conhecimentos na área. Após a cerimônia de inauguração, o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, palestrou sobre a história da defesa do consumidor no Brasil e também sobre o percurso de criação dessas escolas. Em seu discurso, ele teceu uma crítica aos sistemas de apostas online, que geram superendividamento, prejudicando a vida das pessoas.
“Criar um espaço para divulgar conhecimento, divulgar informação e permitir que consumidores tenham acesso a essas informações é permitir que eles possam proteger a si mesmos; é quando a gente cria pessoas inteiras, cidadãs que vão contribuir com o crescimento e o desenvolvimento do nosso país. O Procon/AC vai ser ponto de debate de temas que incomodam o consumidor brasileiro, como são as apostas de cotas fixas, as bets, especialmente as irregulares, que tanto têm afetado e prejudicado a vida do consumidor, porque têm a ver com fraude, com golpe, com engano do consumidor, com lavagem de dinheiro”.













Fotos Gleilson Miranda / Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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