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Comarca de Sena Madureira recebe, pela primeira vez, estudantes de Direito da Ufac em sessão do Júri

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Considerada marcante, a sessão permitiu que a primeira turma de Direito do município acompanhasse cada fase do julgamento

Estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac) assistiram a uma sessão de julgamento do Tribunal do Júri de Sena Madureira, presidida pelo juiz titular da Vara Criminal do município, Eder Viegas. A atividade ocorreu na manhã desta quarta-feira, 11, no Fórum Desembargador Vieira Ferreira.

A atividade permitiu que a primeira turma de Direito da Ufac no município conhecesse todo o rito processual do Tribunal do Júri, desde o sorteio dos jurados até a leitura da sentença. O momento ampliou o entendimento sobre o andamento de um processo penal e evidenciou, na prática, todos os atos estudados e debatidos em sala de aula.

O juiz Eder Viegas considerou a presença das alunas e alunos na sessão um dia histórico para a Comarca de Sena Madureira. “É a primeira vez que o Júri desta comarca acolhe estudantes para acompanhar os trabalhos, o que torna o momento ainda mais significativo”, afirmou.

Segundo o magistrado, durante a visita, os estudantes presenciaram todas as etapas do Tribunal do Júri. “A formação do Conselho de Sentença, passando pelos debates entre acusação e defesa, até a votação dos quesitos e a prolação da sentença. Ou seja, vivenciaram de perto a dinâmica real”, disse.

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Ele também destacou a importância da Justiça acreana proporcionar a esses futuros profissionais do Direito o contato com a realidade do fórum. “O estudante compreende, de forma muito mais concreta, o funcionamento da Justiça Criminal, o papel de cada ator processual e a importância da oralidade, da argumentação e do contraditório. É uma experiência que nenhum livro consegue substituir”, garantiu o juiz.

Além disso, o magistrado celebrou a aproximação do Poder Judiciário com a comunidade, especialmente no interior do estado. Para ele, a iniciativa demonstra o empenho da instituição na formação de profissionais do Direito que compreendam o funcionamento dos atos processuais do Judiciário brasileiro.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Nova ferramenta do TJAC permite pedir medida protetiva sem ir à delegacia

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Solicitação online pode ser registrada no site do TJAC, garantindo celeridade na proteção às mulheres acreanas

Na manhã desta quarta-feira, 23, a Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) apresentou a Medida Protetiva de Urgência Eletrônica aos representantes da Polícia Civil. A reunião foi voltada ao alinhamento entre as instituições quanto ao fluxo de atendimento às vítimas de violência doméstica.

A juíza Louise Santana, coordenadora da Cosiv e titular da 2ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, explicou o fluxo digital da Medida Protetiva de Urgência Eletrônica, ou seja, como a vítima consegue utilizar o serviço no site do TJAC. Deste modo, foi ampliada a compreensão sobre as informações e etapas do formulário, funcionalidades e os anexos, favorecendo uma comunicação qualificada nos atendimentos da rede de proteção.

No primeiro semestre, 2.597 medidas protetivas de urgência foram expedidas no Acre. No segundo semestre, o TJAC lançou a Medida Protetiva de Urgência Eletrônica no dia 14 de agosto, durante a programação que celebrou os 20 anos da Lei Maria da Penha, ampliando o acesso e intensificando o enfrentamento à violência doméstica. A ferramenta possui então um pouco mais de um mês de funcionamento.

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A magistrada enfatizou a realidade acreana: “O serviço veio para atender à necessidade de reduzir o tempo e os obstáculos da vítima até chegar na delegacia. Há mulheres que possuem medo e vergonha da exposição em ir à delegacia, por isso acabam não registrando o pedido de medida protetiva. Tem aquelas que não possuem transporte ou por inúmeras condições, e até pelo risco que estão passando, encontram dificuldade de locomoção. Ainda, as que estão em zona rural, onde não há uma delegacia funcionando 24 horas e essa é uma opção que abarca esse cenário”.

Vale ressaltar que a porta de entrada principal de atendimento às vítimas de violência doméstica continua sendo a delegacia, mas a Medida Protetiva Eletrônica é uma opção a mais. Assim, a articulação e validação do fluxo é uma forma de aprimorar o acesso e garantia de direitos para as mulheres – cisgênero ou trangênero – da sociedade acreana.

A Medida Protetiva de Urgência Eletrônica está disponível em todo o território acreano. No site do TJAC há um banner e um botão de acesso rápido para a solicitação, que poder ser acessado por celular ou por computador. No formulário é possível enviar fotos, vídeos, prints ou áudios. Após a solicitação, o processo é analisado por uma juíza ou juiz no prazo de 48 horas. Caso a medida seja deferida, a decisão é comunicada tanto à mulher quanto ao agressor.

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Na oportunidade, a delegada Elenice Carvalho perguntou sobre o Manual da Medida Protetiva Eletrônica. Já a delegada Juliana de Angelis confirmou a disposição em fortalecer a rede de proteção, e, por fim, o delegado Rômulo Carvalho parabenizou o TJAC pela concretização de mais um canal de atendimento voltado à garantia dos direitos das mulheres e sugeriu a criação de um cadastro estadual de medidas protetivas, para democratizar a consulta a medidas protetivas vigentes.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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