RIO BRANCO
Search
Close this search box.

TJ AC

TJAC vai instalar Ponto de Inclusão Digital para ampliar serviços dentro do Centro de Atendimento Integrado à Criança

Publicados

TJ AC

Dessa forma, o Judiciário vai ampliar os serviços disponíveis à população que poderá acessar os serviços eletrônicos, como Balcão Virtual, Petição Cidadão ou fazer consulta processual com auxílio de uma pessoa capacitada 

Demonstrando o compromisso com o fortalecimento da proteção à infância, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) vai instalar um Ponto de Inclusão Digital (PID) dentro do Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica). A unidade vai ampliar o acesso aos serviços prestados pelo Judiciário, com o atendimento remoto e a utilização de plataformas eletrônicas.

O Caica é a junção dos órgãos da rede de proteção à criança e ao adolescente em um único lugar: Justiça, Defensoria Pública, Ministério Público, delegacia e assistência social. O ambiente foi estruturado com sala lúdica, sala para perícia médica, dormitórios e berçário, e está localizado no Centro de Rio Branco, em frente ao Comando-Geral da Polícia Militar e ao lado do Casarão.

O Ponto de Inclusão Digital oferta à população os atendimentos eletrônicos da Justiça, como Balcão Virtual, Petição Cidadã, consulta de processos, participação em audiências por videoconferência e esclarecimento de dúvidas sobre alguma situação com a Justiça. A unidade tem o apoio de uma monitora ou monitor capacitados a dar orientações e auxiliar a pessoa no que for necessário.

Leia Também:  Esjud promove a palestra "Aviação na Amazônia Ocidental: Riscos, Dificuldades e Garantia da Cidadania"

A oficialização da implantação do PID foi feita por meio do Acordo de Cooperação Técnica n.º 58/2026 entre o TJAC e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). O termo tem validade de dois anos e está publicado na edição n.º 8.086 do Diário da Justiça Eletrônico nesta sexta-feira, 28.

Foto: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TJ AC

Quando ouvir também é proteger: a escuta de crianças vítimas de violência

Publicados

em

Por

O depoimento especial é instrumento de humanização e proteção a infância e juventude – garantindo a escuta qualificada no sistema de justiça, sem revitimização

Existe uma tarefa muito delicada no Poder Judiciário: a de ouvir crianças e adolescentes que passaram por situações de violência. Para evitar que eles revivam o trauma ao contar a história várias vezes, existe o depoimento especial, um método focado em cuidado, segurança e respeito.

Essa demanda é atendida principalmente pela Vara da Infância e Juventude. Só neste ano de 2026, até agosto, a 1ª Vara de Infância e Juventude de Rio Branco, recebeu 394 processos e a Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul outros 387, de acordo com o painel estatístico da Justiça em Números.

Na rotina da unidade, um psicólogo coletava o depoimento especial de uma criança. O processo está relacionado aos crimes de estupro de vulnerável e maus tratos. Infelizmente, a realidade por trás do volume dos processos mostra a vulnerabilidade de crianças e adolescentes acreanos, vítimas de diversos delitos como abandono e lesões corporais, além daqueles que sofrem com a exposição – direta ou indiretamente – a crimes violentos contra membro da família ou de sua rede de apoio.

Leia Também:  Rede de Comunicadores do Sistema de Justiça fortalece ações para aproximar serviços da sociedade

Depoimento especial

É preciso compreender que a criança e o adolescente são indivíduos em desenvolvimento, em que mudanças físicas e psíquicas estão acontecendo a caminho da maturação. Isso é construído ativamente a partir da relação com o ambiente, sendo o resultado da interação de fatores internos (organismo) e externos (meio) do sujeito. Essa abordagem interacionista – fundamentada em autores como Jean Piaget, Lev Vygotsky e Henri Wallon – embasa a cartilha institucional sobre Depoimento Especial do Ministério Público da Bahia.

A escuta especializada e o depoimento especial são direitos garantidos por lei, previstos na Lei n.º 13.431/2017, que atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) com o sistema de garantias para aqueles que foram vítimas ou testemunhas de violência. Posteriormente, a Resolução CNJ n.º 299/2019 estabeleceu os parâmetros nacionais dessas tarefas.

Para tanto, as salas de depoimento especial são ambientes fisicamente isolados das salas de audiência tradicionais, com o objetivo de oferecer segurança, privacidade e condições de acolhimento. Elas são equipadas com câmeras e microfones, que capturam o diálogo com um membro da equipe multidisciplinar. Desta maneira, o registro serve para que o depoimento seja colhido uma única vez, evitando a revitimização por repetir o relato traumático diversas vezes ao longo do processo.

Leia Também:  Cultura acreana ganha destaque na programação do 57º Fonaje

Multiplicando o cuidado

Sobre os protocolos técnicos aplicáveis, a pedagoga da Vara da Infância e Juventude, Alessandra Pinheiro, vai conduzir o curso “Depoimento Especial com o Protocolo Brasileiro” na Escola do Poder Judiciário (Esjud), que terá carga horária de 40 horas.

As inscrições estão abertas até o dia 19 de outubro para as pessoas interessadas, que integrem a Central de Serviço das Equipes Multidisciplinares (Cesem), o Cadastro de Peritos, Tradutores, Intérpretes, Administradores Judiciais e demais Auxiliares da Justiça (CEPTEC) e o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica), coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Garantir a justiça é contribuir para a manutenção da paz e da ordem na sociedade. Neste Dia das Crianças, o lembrete é que a infância deveria ser sinônimo de proteção.

Fotos: Arquivo Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA