A operação integrada teve início em janeiro deste ano, nos 26 estados e o Distrito Federal. No período de 28 de janeiro a 07 de março, a Polícia Civil de Mato Grosso prendeu 379 suspeitos de crimes de violência doméstica e sexual, além do cumprimento de 51 mandados judiciais (33 de prisão e 18 de busca e apreensão).
Durante este período, as Delegacias da Mulher de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Primavera do Leste, Tangará da Serra e Sinop e o Plantão 24h da Capital instauraram 1.633 procedimentos policiais relativos aos crimes registrados e realizaram 3.015 atendimentos a vítimas dos mais diversos tipos de violência doméstica e sexual.
As ações das delegacias também levaram orientações a vítimas que tiveram o descumprimento de medidas protetivas e foram checadas denúncias sobre crimes no âmbito da Lei Maria da Penha. Todas as ações realizadas envolveram um efetivo de 137 policiais civis, entre delegadas, escrivães e investigadores.
As ações de fiscalização do cumprimento de medidas protetivas contaram com a parceria da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar.
Conforme dados da Superintendência do Observatório da Segurança Pública de Mato Grosso, no ano de 2020, os casos de feminicídio aumentaram em 59% em Mato Grosso, índice que demonstra a importância de ações integradas na área, mesmo diante da crise de saúde enfrentada, com muitos servidores afastados por ter contraído o coronavírus.
De acordo com a delegada da Mulher de Várzea Grande, Mariell Antonini Dias, que coordenou a operação em Mato Grosso, verifica-se certa sensação de impunidade entre os autores de crimes de violência doméstica e sexual e o trabalho integrado, com a colaboração da imprensa, é fundamental para demonstrar a efetividade da Lei Maria da Penha, bem como o esforço dos profissionais que atuam na área.
Nesta segunda-feira (08), as equipes das Delegacias da Mulher fazem a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de vítimas.
Números parciais do País
Em todo o País, a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça contabilizou 44,6 mil denúncias de violência contra a mulher. As Polícias Civis das 27 unidades da federação realizaram 64,9 mil visitas domiciliares, atenderam 108 mil mulheres e instauraram 45,2 mil inquéritos policiais. Foram presos 7.869 agressores e apreendidas 1.151 armas de fogo.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, dá continuidade às ações de prevenção e controle da raiva no município com a vacinação antirrábica realizada de casa em casa. Neste sábado (19), equipes de Agentes de Controle de Zoonoses (ACZ) estarão no bairro Adalberto Aragão, das 8h às 12h, levando a imunização diretamente às residências.
A ação dá sequência ao trabalho realizado no último sábado, no bairro Cadeia Velha, onde 701 animais foram vacinados, sendo 469 cães e 232 gatos.
A vacinação é destinada a cães e gatos a partir de três meses de idade. A orientação é que os tutores mantenham os animais disponíveis para que sejam avaliados e imunizados pelas equipes durante a passagem pelo bairro.
Vacinação contempla cães e gatos a partir de três meses, e os tutores devem manter os animais disponíveis para a imunização. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A iniciativa integra a estratégia da Secretaria Municipal de Saúde para ampliar a cobertura vacinal e manter cães e gatos protegidos contra a raiva, uma doença viral grave e de alta letalidade. A imunização dos animais é uma das principais medidas para prevenir a circulação do vírus e proteger também a população.
Vacinação mantém conquista histórica contra a raiva
O avanço das campanhas de vacinação de cães e gatos, aliado à vigilância epidemiológica e às medidas de controle da doença, foi fundamental para reduzir de forma significativa a circulação das variantes do vírus da raiva associadas aos cães no Brasil.
Em 2026, o Brasil completa dez anos sem casos de raiva humana transmitida por variantes caninas, resultado das ações de vacinação e controle da doença. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Em 2026, o país completa dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas AgV1 e AgV2. O resultado representa uma importante conquista para a saúde pública e está diretamente relacionado às estratégias de vacinação e controle da doença.
Apesar desse avanço, a raiva ainda não foi completamente erradicada no Brasil. O vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, e casos de transmissão para seres humanos ainda podem ocorrer.
Manter cães e gatos vacinados é fundamental para evitar que o vírus volte a circular no ambiente urbano (Foto: Átilas Moura/Secom)
Por isso, manter cães e gatos vacinados é fundamental para evitar que o vírus volte a circular no ambiente urbano.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação anual de cães e gatos é uma medida eficaz para prevenir a raiva nesses animais e, consequentemente, contribui para a proteção da população contra a doença.
Além da vacinação, os profissionais também orientam os moradores sobre os cuidados necessários para prevenir a raiva e reforçam a importância de procurar imediatamente uma unidade de saúde em casos de mordidas, arranhaduras ou outros tipos de contato de risco com animais.
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