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Em discurso na tribuna, Perpétua agradece votos e critica regras que prejudicam políticos bem votados

Perpétua lamentou que as novas regras desrespeita a vontade e o voto do eleitor.

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Foto: Assessoria

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), em seu primeiro discurso após retomada dos trabalhos na Câmara, agradeceu os quase 15 mil votos recebidos nas eleições do último domingo, 2.

“Quero agradecer ao povo do Acre que nas cinco eleições que disputei me colocou entre as deputadas mais votadas do estado. Nas cinco últimas eleições fui a candidata mais votada da coligação/federação, e por duas vezes a deputada federal mais votada do Acre. Agora também, a mais votada da Federação, porém não fui eleita”, disse.

Perpétua lamentou que as novas regras desrespeita a vontade e o voto do eleitor. A parlamentar cita também o exemplo da deputada Jéssica Sales, não reeleita porque o MDB, assim como a Federação, não alcançou o quociente exigido na mudança da regra eleitoral.

“Com as novas regras que esta casa aprovou, com o apoio incisivo dos grandes partidos, eu não estarei na próxima legislatura, mesmo tendo sido bem votada. São regras injustas? Considerando que o Acre é um estado pequeno e que mais de 100 mil votos para deputado federal foram desconsiderados, jogados na lata do lixo, eu diria que sim, são regras injustas, que retiram deste plenário partidos médios e pequenos”, lamentou.

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A deputada alertou aos colegas da Casa: “no Acre, pelo menos cinco ou seis partidos poderiam ter eleitos deputados federais, mas apenas três foram alcançados pelas novas regras. Três partidos, inclusive o meu, teve parlamentares federais mais votados do que os que tomarão posse. Como fica o respeito a vontade do eleitor?”.

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Comissão da Aleac para acompanhar investigações sobre desabamento da ponte em Sena Madureira alcança número de assinaturas e deve ser instalada na próxima semana

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deu mais um passo para acompanhar de perto as investigações sobre o desabamento da ponte Frei Paolino, em Sena Madureira. O requerimento que cria a comissão especial de representação alcançou as assinaturas necessárias e foi aprovado automaticamente após ser lido na abertura dos trabalhos desta quarta-feira (17).

Autor da proposta, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) informou que o apoio dos parlamentares superou o mínimo exigido pelo Regimento Interno da Casa. Segundo ele, o documento encerrou o dia de terça-feira com nove assinaturas e, ao longo desta quarta, recebeu novas adesões, totalizando 18 deputados favoráveis à criação da comissão.

“Ontem fechamos o dia com nove assinaturas e hoje houve uma movimentação positiva. Neste momento já temos 18 assinaturas e o requerimento acaba de ser lido na abertura dos trabalhos e, portanto, aprovado automaticamente, porque atingiu o limite mínimo, que seriam oito assinaturas, e temos dez a mais. Estamos trabalhando para que, na próxima terça-feira, na primeira sessão da semana, haja essa instalação e, com ela, já possamos definir um cronograma de trabalho”, destacou Edvaldo Magalhães.

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A próxima etapa será a instalação formal da comissão. Conforme prevê o Regimento Interno, caberá à Mesa Diretora indicar o presidente do colegiado, enquanto os demais integrantes serão escolhidos pelas bancadas parlamentares. O prazo para a instalação é de cinco dias úteis.

A comissão terá a missão de acompanhar os desdobramentos do caso, fiscalizar as informações relacionadas à obra e contribuir com os esclarecimentos à sociedade, em conjunto com os órgãos de controle e fiscalização.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior (União/Progressista), destacou que a criação da comissão demonstra o compromisso institucional do Parlamento com a transparência e com a busca por respostas para a população acreana.

“A Assembleia tem o dever de cumprir seu papel fiscalizador e contribuir para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. Essa é uma questão que mobiliza toda a sociedade e o Parlamento estará acompanhando de perto, com responsabilidade e serenidade, todo esse processo”, afirmou.

A criação da comissão recebeu apoio de parlamentares da base do governo e da oposição, evidenciando a união da Casa em torno do acompanhamento das investigações sobre um dos episódios que mais impactaram a população de Sena Madureira e de todo o Acre.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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