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Acusados de matar a tiros adolescente grávida de 8 meses pegam mais de 126 anos de prisão no interior do AC

Crime aconteceu em 2019 em Mâncio Lima, quando jovem dormia ao lado do companheiro. A casa foi invadida e ela morta a tiros.

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Acusados de matar a tiros adolescente grávida de 8 meses pegam mais de 129 anos de prisão no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça condenou os acusados de matar, em 2019, uma adolescente de 14 anos que estava grávida de 8 meses em Mâncio Lima, no interior do Acre. A jovem foi morta com dois tiros, quando a casa foi invadida pelos criminosos que chegaram atirando.

Em sessão presidida pelo juiz de direito Marlon Martins Machado, ocorrida na terça-feira (22), os acusados foram julgados pelos crimes de homicídio e por participação em organização criminosa. Os réus Sanderson da Silva Lima, Wallem Silva Barreto, Leandro Melo Tavares, Uendel Yuri Rodrigues Maia e Edmar Vieira da Silva foram condenados a penas, que somadas, chegam a mais de 126 anos de prisão.

Conforme testemunhas do caso, o alvo seria o companheiro da adolescente, que também chegou a ser atingido com disparos, mas foi internado no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e conseguiu sobreviver.

O promotor de Justiça Ildon Maximiano Neto, do Ministério Público do Acre (MP-AC), atuou no Tribunal do Júri. Na época do crime, o g1 chegou a conversar com familiares, que confirmaram que a adolescente estava dormindo ao lado do companheiro quando foi atingida pelos tiros. O alvo seria ele.

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“Eles estavam na casa deles dormindo quando chegaram, arrombaram a porta da casa e atiraram no marido dela e acabou pegando nela. Ela morreu no local mesmo, quando a ambulância chegou ela já estava morta. A família está muito abalada, a mãe dela está em estado de choque, muito mal mesmo”, falou o familiar, que não se identificou, na época do crime.

Local onde o crime aconteceu em Mâncio Lima — Foto: Gledisson Albano/ Rede Amazônica/Arquivo

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Prefeito de Rio Branco prestigia celebração histórica pelos 64 anos de emancipação política do Acre

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Às margens do Rio Acre, onde a história de Rio Branco se confunde com a própria formação do povo acreano, a Gameleira voltou a ser palco de memória, reconhecimento e celebração. Na tarde desta segunda-feira (15), o Calçadão da Gameleira recebeu autoridades, representantes de instituições e moradores da capital para celebrar os 64 anos de elevação do Acre à categoria de Estado.

Mesmo sob o calor intenso da tarde, a população compareceu ao local histórico para prestigiar a solenidade e reafirmar o sentimento de pertencimento a uma terra marcada pela coragem, pela resistência e pela luta de homens e mulheres que ajudaram a construir a identidade acreana.

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“Tenho muito orgulho de ser acreano. Neste dia especial, homenageamos os heróis que lutaram pela transformação do Acre em Estado e reafirmamos nosso compromisso de unir forças por um Acre cada vez melhor”, afirmou Alysson Bestene. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, participou da cerimônia e destacou a importância de manter viva a memória daqueles que lutaram para que o Acre conquistasse sua autonomia política. Em seu discurso, o gestor ressaltou o orgulho de ser acreano e reforçou o compromisso da capital com o desenvolvimento do Estado.

“Nesse dia tão especial, é importante recordar aqueles que lutaram para garantir a elevação do Acre à categoria de Estado. Nossos bravos guerreiros, nossos heróis. E olhando para a história, conseguimos compreender a existência do nosso povo, homens e mulheres. Tenho muito orgulho de ser acreano. E, na condição de prefeito da capital do Acre, quero parabenizar o nosso povo e dizer que estamos sempre de mãos dadas, unindo forças para lutar por um Acre cada vez melhor”, afirmou Alysson Bestene.

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Em 15 de junho de 1962, o Acre conquistou sua elevação à categoria de Estado, um marco histórico fruto da luta, mobilização e determinação do povo acreano em garantir seu lugar na Federação Brasileira. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

A data relembra a sanção da Lei nº 4.070, em 15 de junho de 1962, pelo então presidente João Goulart, que transformou o então Território Federal do Acre em unidade da Federação. A conquista representou um marco na trajetória política do povo acreano, resultado de décadas de mobilização popular, articulação institucional e defesa do direito de o Acre ocupar, de forma plena, seu lugar no Brasil.

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Durante a solenidade, o ex-deputado federal constituinte Osmir Lima, histórico defensor da autonomia acreana, também relembrou a trajetória do movimento autonomista e a participação de gerações que se dedicaram à causa. Para ele, fazer parte dessa história é motivo de emoção e orgulho.

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“Tenho orgulho de ter contribuído para a luta pela autonomia do Acre, ajudando a informar a população sobre a importância de o Estado conquistar sua independência política”, destacou Osmir Lima. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Fazer parte da história do Acre é muito emocionante para mim. Desde jovem acompanhei essa luta por meio de familiares que já atuavam na vida pública. O primeiro movimento autonomista surgiu ainda em 1910, em Cruzeiro do Sul. Ao longo das décadas, muitos acreanos se mobilizaram para corrigir uma situação que considerávamos injusta. Tivemos grandes líderes e contamos com o apoio do povo acreano para conquistar a autonomia. Minha contribuição foi simples, mas feita com muito orgulho: levar informação à população sobre as vantagens de o Acre se tornar Estado”, destacou Osmir Lima.

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Antes de alcançar a autonomia política, o Acre já havia protagonizado uma das páginas mais importantes da história nacional. A incorporação definitiva do território ao Brasil foi consolidada após a Revolução Acreana, liderada por Plácido de Castro, movimento que fortaleceu a diplomacia brasileira e resultou na assinatura do Tratado de Petrópolis.

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A celebração na Gameleira teve um significado especial por ocorrer em um dos maiores símbolos da história acreana, que representa a resistência, a identidade e a luta do povo do Acre. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Por isso, a celebração realizada na Gameleira teve significado especial. O espaço, considerado um dos principais marcos simbólicos da história acreana, representa a resistência, a identidade e o espírito de luta de um povo que transformou desafios em conquistas.

A presença da população no evento reforçou o valor da data para os acreanos. Famílias, servidores, autoridades e moradores acompanharam a programação em um momento de homenagem aos que vieram antes e de reafirmação do compromisso com o futuro do Estado.

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A celebração dos 64 anos de emancipação política do Acre foi um momento de homenagem à história, à união e à determinação do povo acreano na construção de um Estado cada vez mais forte. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Ao participar da solenidade, o prefeito Alysson Bestene ressaltou que Rio Branco, como capital do Acre, tem papel fundamental na preservação da memória histórica e na construção de um futuro mais justo, desenvolvido e unido para todos os acreanos.

A celebração dos 64 anos de emancipação política do Acre, realizada no coração histórico da capital, foi mais do que uma cerimônia oficial. Foi um reencontro do povo acreano com sua própria história, marcada pela coragem, pela união e pela determinação de seguir construindo um Estado cada vez mais forte.

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Fonte: Prefeitura de Rio Branco – AC

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