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Saúde do Acre alerta para risco de contaminação por leptospirose

Essa doença infecciosa causada por uma bactéria chamada leptospira, presente na urina de ratos e de outros animais, é transmitida por água contaminada e pelo contato com a pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.

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Médico veterinário do Núcleo de Zoonoses da Divisão de Vigilância Ambiental, José Conceição Guimarães. Foto: Odair Leal/Sesacre

Com a intensificação das chuvas em todo o Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), nesta segunda-feira, 5, alerta a população sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a leptospirose.

Essa doença infecciosa causada por uma bactéria chamada leptospira, presente na urina de ratos e de outros animais, é transmitida por água contaminada e pelo contato com a pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.

O médico veterinário do Núcleo de Zoonoses da Divisão de Vigilância Ambiental, José Conceição Guimarães, aconselha a população a evitar andar em áreas alagadas, principalmente nesse período de chuvas do inverno amazônico, onde há a proliferação de ratos transmissores da doença.

“Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos em esgotos, córregos, bueiros mistura-se à enxurrada e à lama, fazendo com que qualquer pessoa que tenha contato com a água das chuvas ou o lodo contaminado possa ser atingida. Nos meses de dezembro até abril, o melhor é ter todos os cuidados para não ser contaminado”, explica.

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No ano de 2021, foram contaminadas 832 pessoas, já neste ano 408 pessoas foram contaminadas em todo o estado. Em 2020 houve 1 óbito e em 2021, também uma morte por leptospirose.

Moradores que tenham tido contato com a água das chuvas devem ficar atentos aos sintomas da leptospirose e buscar atendimento médico o mais rápido possível, caso seja necessário.

Chuvas intensas no estado. Foto: Odair Leal/Sesacre

Prevenção – Deve-se evitar o contato com água ou barro de enchentes. Caso no contato com a água tenha ocorrido, logo que possível a recomendação é de retirar calçados molhados e limpar a região do corpo com água e sabão.

Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha. Na impossibilidade, devem ser utilizados sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés.

Após a limpeza, é indicado o uso de hipoclorito de sódio (água sanitária) a 2,5%. O produto mata as leptospiras e deve ser utilizado para desinfetar reservatórios (1 litro de água sanitária para cada mil litros de água) e locais e objetos que tiveram contato com água ou lama contaminada (um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água). Importante lembrar que, durante os processos de limpeza e de desinfecção de locais onde houve inundação, deve-se também proteger pés e mãos do contato com a água.

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Sinais e sintomas – Os sintomas mais comuns são: inicialmente um quadro semelhante a uma virose, com febre alta, dor de cabeça, dor nos olhos, além de uma característica importante que é dor nas panturrilhas (batata das pernas) e, posteriormente icterícia (pele amarelada).

A leptospirose é uma doença curável, com tratamento e diagnóstico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante a notificação da suspeita para a Vigilância Epidemiológica Municipal. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para o êxito da recuperação.

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Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes

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Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.

As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.

As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.

A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.

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“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.

O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.

“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.

De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.

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“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.

O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.

“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC

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