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Governo do Acre e Judiciário firmam pacto histórico para transformar sistema prisional e marcam nova era no estado

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Em um marco institucional inédito no Acre, o governo do Estado e o Tribunal de Justiça (TJAC) formalizaram, na tarde desta quinta-feira, 7, uma parceria estratégica voltada à reformulação do sistema prisional. A cerimônia de assinatura do Termo de Cooperação do Plano Estadual Pena Justa foi realizada na sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), com a presença do governador Gladson CamelÍ e do presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira.

Acordo fortalece e viabiliza ações voltadas às pessoas privadas de liberdade. Foto: Diego Gurgel/Secom

O acordo representa um avanço significativo na busca por um sistema penal mais digno, justo e eficaz, com foco na reintegração social, respeito aos direitos humanos e fortalecimento da justiça restaurativa.

O Plano Estadual surge como uma resposta efetiva à decisão do Supremo Tribunal Federal na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, que reconheceu a existência de um Estado de Coisas Inconstitucional no sistema prisional brasileiro. A iniciativa tem como referência técnica o Plano Nacional Pena Justa, elaborado por meio de uma articulação entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e os governos estaduais.

“Hoje damos mais um passo importante na construção de um Acre mais justo, mais humano e mais igualitário. A assinatura deste termo de cooperação representa muito mais do que um acordo entre instituições, é um compromisso com a dignidade, com os direitos e com a Constituição que nos rege”, destacou o governador Gladson Camelí.

Ele enfatizou ainda que as pessoas privadas de liberdade continuam sendo cidadãos brasileiros.

“É dever do Estado garantir que seus direitos fundamentais sejam respeitados, mesmo dentro do sistema prisional. O acesso à saúde, à educação, ao trabalho e à justiça não pode ser privilégio de poucos, mas, sim, um direito de todos. O Estado tem um papel essencial na redução das desigualdades. E isso começa com ações concretas como esta, que promovem inclusão, ressocialização e respeito à vida. Estamos aqui para reafirmar que ninguém será deixado para trás, porque a verdadeira democracia se mede pela forma como tratamos os que mais precisam”, reforçou.

Assinatura garante avanços à garantia de direitos humanos. Foto: Diego Gurgel/Secom

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) desempenha um papel estratégico na implementação do Plano Estadual Pena Justa, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e do Comitê de Políticas Penais. A Corte lidera ações que já estão em andamento e que visam transformar a realidade do sistema prisional no estado.

Entre as iniciativas em curso destacam-se o funcionamento do Escritório Social, as Centrais Integradas de Alternativas Penais, projetos de geração de renda como fábricas de sandálias, grupos de justiça restaurativa e políticas voltadas à saúde mental da população privada de liberdade.

Papel social

O corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Nonato Maia, destacou que a assinatura do termo de cooperação representa um marco importante para o sistema de justiça e para a sociedade acreana. Segundo ele, o plano foi concluído após seis meses de trabalho intenso, em conformidade com as diretrizes do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Este não é apenas um ideal ético, mas um lembrete permanente da nossa responsabilidade coletiva como indivíduos e como sociedade: garantir o bem-estar de todos, inclusive daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade ou exclusão”, afirmou Maia.

O corregedor ressaltou que a Constituição assegura a dignidade da pessoa humana, e que esse princípio é fundamental para a construção de um país mais justo e igualitário.

“Com este termo, o Estado do Acre dá um passo importante rumo a uma sociedade que inclui todos, especialmente aqueles que estão ou estiveram em conflito com a lei”, disse.

Diversos atores se unem em prol dos avanços na construção da garantia do acesso igualitário. Foto: Diego Gurgel/Secom

Maia também enfatizou o caráter participativo do processo, que contou com escuta ativa da população e realização de audiências públicas. Para ele, essa mobilização legitima os anseios sociais por um sistema prisional que não apenas puna, mas que também ressocialize.

“Nossa meta é ir além do que determina o Supremo Tribunal Federal. Queremos construir algo efetivo, com metas claras até 2027, e que envolva o engajamento das instituições e da sociedade organizada. Só assim poderemos criar um sistema verdadeiramente justo e igualitário para todos”, concluiu.

O documento firmado define 307 metas até 2027 e abrange quatro eixos estratégicos, como controle da entrada e das vagas no sistema; melhoria da ambiência e dos serviços prisionais; reintegração social de pessoas privadas de liberdade; políticas de não repetição das violações constitucionais.

Além do Executivo e do Judiciário, o plano contou com a participação da Defensoria Pública, Ministério Público do Acre (MPAC), Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), universidades e representantes da sociedade civil.

A assinatura representa um marco na política penal acreana, segundo o presidente do Iapen, Marcos Frank Costa.

Presidente do Iapen, Marcos Frank, destaca a importância de elos entre instituições. Foto: Diego Gurgel/Secom

Ressocialização

O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Marcos Frank, destacou que o plano de pena justa representa um avanço significativo na garantia de direitos dentro do sistema prisional. Segundo ele, a iniciativa rompe com a visão ultrapassada de que a pena deve ser apenas um castigo.

“Estamos abandonando a ideia de que a pena é apenas punição. Reforçamos que ela pode ser uma ferramenta para reconstruir o cidadão”, afirmou Frank.

Ele também agradeceu o envolvimento das instituições e da sociedade civil na construção do plano. Para o presidente do Iapen, a colaboração interinstitucional foi essencial para consolidar uma proposta que alia justiça, dignidade e ressocialização.

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou que é urgente mudar a forma como o sistema prisional trata os indivíduos privados de liberdade e reconheceu que o Acre tem dado um passo importante para essa mudança.

Segundo Nogueira, o novo termo de cooperação representa uma mudança de direção e exige coragem e comprometimento institucional.

“Quero parabenizar pela atitude corajosa e proativa de fazer cumprir o que está na Constituição. São mais de 300 metas até 2027, e sabemos que não é fácil. Mas com o empenho do Executivo, do Judiciário e de todos os atores envolvidos, vamos alcançar esses objetivos. Ninguém faz nada sozinho.”

União de esforços impacta em ações para a sociedade e garante direitos constitucionais. Foto: Diego Gurgel/Secom

União

O presidente do TJAC também destacou que garantir a dignidade das pessoas privadas de liberdade é essencial para que possam retornar à sociedade de forma ressocializada. Ele lembrou que o processo tem sido construído de forma coletiva, com a participação de diversas entidades e apoio contínuo do Poder Executivo.

“Vejo que não é pouca coisa. É muita gente querendo melhorar esse sistema. A sociedade e o Estado precisam agir em cooperação com as instituições. Embora estejamos formalizando um pacto agora, muitas ações já foram iniciadas com o apoio do Executivo, por meio de trabalhos realizados em parceria”, concluiu.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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