AGRONEGÓCIO
Circuito em João Pessoa discute custos e rentabilidade da safra de cana-de-açúcar
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No dia 14 de agosto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoverá mais uma edição do “Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro” em João Pessoa (PB). O evento tem como objetivo apresentar e debater os custos de produção da cana-de-açúcar na região Nordeste.
Parcerias e programação do evento
Organizado em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa-PB) e a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o circuito acontecerá das 13h30 às 16h15. A programação contará com palestras voltadas aos custos e rentabilidade da safra, estratégias de compra e perspectivas para os preços dos fertilizantes, além de uma análise do cenário da cana no Brasil e no mundo.
Palestrantes especializados
Os especialistas que conduzirão as apresentações são Raphael Delloiagono, analista de mercado do Pecege, e os consultores em gerenciamento de risco da StoneX, Renato Françoso e João Moura.
Dados e impacto dos custos
Em 2025, foram realizados 15 painéis de custos de produção de cana-de-açúcar em nove estados brasileiros, incluindo Pernambuco, Paraíba e Alagoas na região Nordeste. Segundo os levantamentos, o item que mais influenciou os custos na etapa de manejo das soqueiras foi o fertilizante, representando cerca de 75% do desembolso direto do produtor.
Importância do planejamento estratégico
Larissa Mouro, assessora técnica da CNA, destacou a importância de o produtor saber o momento certo para adquirir os insumos. “Ter acesso a informações atualizadas sobre o mercado de fertilizantes, assim como as perspectivas nacionais e internacionais da cultura da cana, permite ao produtor planejar melhor suas compras, reduzir custos e aumentar a rentabilidade da atividade”, afirmou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Proteína da soja ganha valor no mercado e reforça importância da qualidade na armazenagem de grãos no Brasil
A soja começa a deixar de ser avaliada apenas pelo volume produzido e passa a ganhar atenção crescente por seus atributos de qualidade, como teor de proteína, óleo e aminoácidos. Esse movimento, já consolidado em mercados como Estados Unidos e Canadá, começa a avançar gradualmente no Brasil e pode alterar a forma como o grão é valorizado na cadeia produtiva.
A tendência reforça a importância da pós-colheita e da armazenagem adequada como fatores determinantes para a manutenção do valor industrial da soja, especialmente no segmento de nutrição animal.
Qualidade da soja ganha peso na indústria e pode influenciar remuneração do produtor
Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, indicam que atributos como proteína e óleo impactam diretamente o rendimento industrial do farelo de soja, um dos principais insumos utilizados na nutrição animal.
A Embrapa Suínos e Aves destaca que o farelo de soja pode representar entre 65% e 70% da proteína utilizada em formulações para aves e suínos, evidenciando sua relevância estratégica na cadeia de proteína animal.
Em países como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com maior teor de proteína, com variações que podem chegar a 15% conforme contratos específicos. No Brasil, esse modelo ainda não está consolidado, mas especialistas indicam tendência de valorização progressiva da qualidade do grão.
Armazenagem adequada passa a ser fator estratégico na rentabilidade
Para o setor, a mudança de percepção sobre a soja também amplia o papel da armazenagem como etapa decisiva na preservação de atributos de qualidade.
Segundo o CEO da Provent Brasil, Elton Stadler, a armazenagem deixa de ser apenas uma etapa de conservação de volume e passa a ter impacto direto na estratégia econômica do produtor.
Ele destaca que, à medida que o mercado passa a considerar atributos como proteína e aminoácidos na formação de preços, a manutenção da qualidade do grão se torna um diferencial competitivo.
Estudo aponta perdas de qualidade em armazenamento inadequado
Um estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas mostrou que silos sem controle adequado de ambiente podem gerar perdas significativas após seis meses de armazenagem.
Os principais impactos observados foram:
- Aumento de 58,4% nos grãos ardidos
- Crescimento de 14,5% nos grãos fermentados
- Redução do teor de proteína
- Maior perda de massa dos grãos
Os resultados reforçam a importância do controle de temperatura, umidade e ventilação na preservação da qualidade da soja armazenada.
Tecnologia de exaustão ganha espaço em unidades armazenadoras
Nesse cenário, sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, têm sido adotados em unidades armazenadoras há mais de três décadas.
A tecnologia atua na redução do calor interno, da condensação e do excesso de umidade nos silos, fatores diretamente associados à deterioração da qualidade dos grãos ao longo do tempo.
Mudança de mercado pode impactar renda do produtor rural
A tendência de valorização de atributos intrínsecos da soja, como teor de proteína e qualidade do farelo, pode alterar gradualmente a dinâmica de remuneração no campo.
Especialistas apontam que produtores que investirem em boas práticas de pós-colheita e armazenagem tendem a estar mais bem posicionados em um cenário de maior exigência da indústria.
Segundo o setor, a preservação da qualidade após a colheita pode se tornar tão relevante quanto a produtividade na definição do resultado econômico da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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