AGRONEGÓCIO
Preços do café têm movimentos opostos nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (15)
AGRONEGÓCIO
Os preços do café abriram a sexta-feira (15) em direções distintas nas principais bolsas internacionais. Enquanto o arábica, negociado em Nova York, mantém alta devido a preocupações com a safra brasileira de 2025, o robusta, comercializado em Londres, recua em um movimento de realização de lucros e ajustes técnicos, após fortes ganhos nos pregões anteriores.
Arábica em alta com foco na safra brasileira
De acordo com o Cepea, a colheita do café arábica no Brasil está próxima do fim, mas com rendimento abaixo do esperado. Em regiões de Minas Gerais e no interior paulista, há relatos de que são necessários até 12 saquinhos de café para completar uma saca beneficiada de 60 quilos, quando a média costuma variar entre 7 e 8 saquinhos.
A preocupação com essa produtividade reduzida impulsiona as cotações em Nova York, especialmente diante do impacto esperado para a safra de 2025.
Robusta em queda após altas consecutivas
Segundo informações da Bloomberg, o Vietnã — principal produtor global de robusta — está no período de entressafra, o que reduz a oferta disponível no mercado. No Brasil, apesar de uma safra recorde dessa variedade, muitos produtores preferem segurar o produto, priorizando a entrega de contratos futuros.
Em Londres, no entanto, o robusta recua nesta sexta-feira, refletindo a realização de lucros e ajustes técnicos, após fortes avanços nas sessões anteriores.
Incertezas globais aumentam volatilidade
O boletim do Escritório Carvalhaes aponta que fatores como o aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos — que afetam o comércio internacional —, estoques historicamente baixos, clima irregular e o frágil equilíbrio entre produção e consumo mundial devem manter os contratos futuros de café com fortes oscilações diárias.
Cotações nesta sexta-feira (15)
Por volta das 9h20 (horário de Brasília), as negociações registravam os seguintes valores:
- Arábica (Nova York):
- Setembro/25: alta de 240 pontos, a 328,90 cents/lbp
- Dezembro/25: avanço de 215 pontos, a 320,85 cents/lbp
- Março/26: ganho de 105 pontos, a 309,95 cents/lbp
- Robusta (Londres):
- Setembro/25: queda de US$ 50, cotado a US$ 4.034/tonelada
- Novembro/25: baixa de US$ 24, a US$ 3.928/tonelada
- Janeiro/26: recuo de US$ 11, a US$ 3.803/tonelada
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Custo de produção da soja em MT dispara 6,9% com impacto de conflito no Oriente Médio
Mercado Externo
As tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo —, têm provocado forte volatilidade nos mercados internacionais de energia e insumos agrícolas. O encarecimento do petróleo impacta diretamente a cadeia produtiva, elevando os custos logísticos e de produção em diversas regiões agrícolas do mundo.
Além disso, o cenário de instabilidade também afeta a oferta global de fertilizantes, sobretudo nitrogenados e fosfatados, cuja produção depende intensamente de energia e cadeias de suprimento internacionais.
Mercado Interno
Em Mato Grosso, principal estado produtor de soja do Brasil, os reflexos já são sentidos no planejamento da safra 2026/27. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o custeio da cultura atingiu R$ 4.435,40 por hectare, avanço de 6,98% em relação ao mês anterior.
A elevação está diretamente associada ao aumento nos preços dos insumos, pressionados pelo cenário externo e pela valorização dos combustíveis no mercado doméstico.
Preços
O diesel, insumo essencial para as operações mecanizadas no campo, registrou forte alta no estado. O preço médio passou de R$ 6,35 por litro em fevereiro para R$ 7,21/litro em março, conforme dados da ANP, representando avanço de R$ 0,86 por litro.
Esse movimento impacta diretamente os custos operacionais, especialmente em atividades como plantio, pulverização e colheita.
Indicadores
Os fertilizantes seguem como o principal componente do custo de produção da soja, representando 46,71% do custeio total. No comparativo mensal, os gastos com esses insumos subiram 10,77%, alcançando R$ 2.071,87 por hectare — o segundo maior valor já registrado na série histórica para o período.
O avanço reflete a pressão sobre os mercados de nitrogenados e fosfatados, influenciados pelo cenário internacional.
Análise
O atual contexto reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos produtores à relação de troca, que segue deteriorada diante da escalada dos custos. Com insumos mais caros e margens pressionadas, a gestão eficiente e o planejamento estratégico ganham ainda mais relevância.
Caso o cenário geopolítico persista, a tendência é de continuidade na pressão sobre os custos de produção, o que pode impactar decisões de investimento e até a área plantada na próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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