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Estratégias nutricionais e tecnologia MUB ajudam pecuaristas a enfrentar a seca

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O período de seca no Brasil representa um desafio crítico para a produção de bovinos de corte, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Bahia e Tocantins. A redução de chuvas e o baixo crescimento de pasto afetam diretamente a nutrição do rebanho, comprometendo ganho de peso e escore corporal.

Impactos da seca na produção bovina

Segundo Olavo Lopes, gerente de Grandes Contas – Ruminantes da De Heus Brasil, a seca provoca queda na quantidade e qualidade do pasto, resultando em perda de escore e redução do ganho médio diário do gado. “Sem suplementação adequada, o prejuízo é certo. O animal pode perder peso se não houver complementação nutricional do pasto”, alerta.

O especialista reforça que a ação rápida é fundamental. “O impacto já começou, e quem se antecipa evita perder estoque de arrobas. Esperar apenas agrava o cenário”, destaca.

Estratégias nutricionais recomendadas para a seca

As recomendações para mitigar os efeitos da seca variam conforme o objetivo do produtor e o tipo de pasto disponível:

  • Suplementação de alto consumo: indicada quando falta volumoso, garantindo aporte de nutrientes essenciais.
  • Suplementação de baixo consumo: adequada para pasto seco, melhora digestibilidade e mantém o escore corporal.
  • Ajuste de lotação e água de qualidade: essenciais para minimizar estresse e preservar a condição corporal do rebanho.
  • Foco na cria: manter as fêmeas em boas condições para garantir desempenho na próxima estação de monta.
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Tecnologia MUB: suplementação contínua e eficiente

A tecnologia MUB (Mistura de Umidade Baixa) da De Heus tem se destacado como solução estratégica durante a seca. O suplemento fornece proteína, energia e minerais de forma contínua, mesmo com pasto seco, promovendo desempenho semelhante ao proteinado 0,2%, desde que haja volumoso disponível.

Olavo Lopes explica que, nesse período, recomenda-se um maior teor proteico, como o MUB Beef Perform, para incrementar a digestibilidade do pasto seco. “A suplementação contínua garante maior previsibilidade no desempenho e melhor aproveitamento do volumoso pelo animal”, reforça.

Resultados positivos na prática

O pecuarista Ulisses Bogaz Prato, da Fazenda Rancho Alegre (Lavínia-SP), obteve ótimos resultados utilizando o MUB durante a seca de 2024. “A estação de monta ocorreu em período de seca severa, mas alcançamos 93% de índice de prenhez e 5% de taxa de absorção fetal, mantendo as vacas exclusivamente no MUB Beef Perform”, relata.

Além da performance, o MUB se mostra eficiente em termos de custo-benefício. Comparado a outros suplementos, proporciona melhor Ganho Médio Diário (GMD), reduz desperdício e demanda menor frequência de reposição, simplificando a gestão da fazenda.

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Planejamento e suplementação contínua

Planejamento antecipado e uso de tecnologias como a MUB são fundamentais para reduzir os impactos da seca, garantindo saúde, produtividade e sustentabilidade financeira da produção de bovinos de corte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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