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Lucas Barreto critica aumento da energia no Amapá

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), o senador Lucas Barreto (PSD-AP) criticou o novo reajuste da tarifa de energia elétrica anunciado no Amapá. Ele também defendeu a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a atuação da empresa CEEE Equatorial no estado.

O parlamentar disse que o aumento pode variar entre 12% e 20%. Ele considera o aumento abusivo, uma vez que, segundo ele, o estado produz três vezes mais energia do que consome.

— É um absurdo mais um aumento para o povo sofrido do Amapá. Nós não vamos concordar com isso. Vamos mobilizar toda a nossa bancada, inclusive o presidente do Senado, Davi Alcolumbre [que é do Amapá], para que não haja esse aumento.

Lucas Barreto ressaltou que parte da população do Amapá enfrenta dificuldades para pagar as contas de luz.

— Só para se ter ideia, lá nos conjuntos habitacionais as pessoas que ganham Bolsa Família recebem R$ 600, e a conta de luz é de R$ 700, R$ 800. Tem gente que já tem uma dívida de R$ 10 mil, R$ 20 mil, R$ 30 mil de conta de luz. Ninguém vai conseguir pagar. Eu tenho aqui um pedido de CPI nesta Casa e queria pedir que esse pedido fosse pautado. Até agora não fui informado do porquê de ele ainda não estar na pauta — protestou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Cooperação fortalece direito à educação em países lusófonos, aponta debate

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Especialistas defenderam nesta quarta-feira (10) o fortalecimento da cooperação entre países de língua portuguesa para ampliar a efetivação do direito à educação. O tema foi discutido em audiência pública da Comissão de Educação e Cultura (CE).

A reunião foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que destacou a participação de representantes da Rede Lusófona pelo Direito à Educação (ReLus), coalizão internacional da sociedade civil formada por entidades de países lusófonos. Segundo ele, apesar de o português ser falado por cerca de 260 milhões de pessoas em quatro continentes, os países integrantes da rede enfrentam desafios semelhantes na garantia do acesso e da permanência na escola.

— Refiro-me, especialmente, às desigualdades sociais e econômicas que limitam o acesso e a permanência de nossas crianças na escola — afirmou.

Coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda ressaltou a importância da troca de experiências entre as organizações da ReLus, que reúne entidades de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Segundo ela, a articulação entre os países pode contribuir para a promoção do direito à educação e de outros direitos humanos.

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— Temos muitos desafios comuns e podemos colaborar com as nossas experiências nesse trabalho — disse.

Ao apresentar programas de internacionalização da educação, o chefe da Divisão de Cooperação Educacional do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Edison Luiz da Rosa Junior, afirmou que a área educacional é um instrumento importante da política externa brasileira e do desenvolvimento compartilhado entre os países parceiros.

— Nós brasileiros também aprendemos muito na cooperação educacional com os estudantes que vêm para cá, com os professores que vêm para cá, com os técnicos educacionais que vêm para cá — afirmou.

Articulação parlamentar

Participantes da audiência também defenderam a criação de mecanismos permanentes de diálogo entre parlamentos e organizações da sociedade civil. Entre as propostas discutidas está a formação de uma rede de parlamentares da lusofonia voltada ao acompanhamento e à promoção de políticas públicas na área da educação.

Coordenador da Rede Nacional da Campanha de Educação para Todos, de Cabo Verde, Abraão Borges afirmou que a articulação institucional pode ampliar a capacidade de atuação conjunta dos países de língua portuguesa.

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— Acreditamos que a cooperação entre os países de língua portuguesa pode fortalecer a construção de políticas públicas mais justas e eficazes (…) — declarou.

Representante da Guiné-Bissau, Victor Rodrigues também defendeu o diálogo entre sociedade civil e parlamentos. Segundo ele, o intercâmbio de conhecimentos entre países em diferentes estágios de desenvolvimento pode contribuir para o enfrentamento de desafios comuns na área educacional.

— Há países com grandes avanços e há países ainda que estão embaixo. É necessário compartilhar para poder atingir o objetivo conjunto — afirmou.

Também participaram da audiência representantes dos Ministérios da Educação e das Relações Exteriores, além de integrantes de organizações da sociedade civil de Angola e Moçambique. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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