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Linhares recebe Encontro de Apicultura e Meliponicultura com apoio do Colmeia Viva®

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O município de Linhares (ES) sedia, no próximo dia 29 de agosto de 2025, o Encontro de Apicultura e Meliponicultura, iniciativa voltada para apicultores, meliponicultores, técnicos, produtores rurais e estudantes. O evento acontece no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Norte (CPDI/Incaper) e contará com a parceria do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), por meio do Programa Colmeia Viva®.

Práticas sustentáveis e preservação de polinizadores

Com foco em inovação e sustentabilidade, o encontro busca incentivar boas práticas no manejo de abelhas, além de promover a integração entre diferentes sistemas produtivos. Entre os principais temas da programação estão:

  • Manejo profissional de apiários;
  • Gargalos e perspectivas do setor;
  • Conservação da abelha Uruçu Capixaba;
  • Preservação das abelhas nativas sem ferrão.
Palestra sobre integração da apicultura e meliponicultura

O Colmeia Viva® participará do evento com a palestra do zootecnista Heber Luiz Pereira, marcada para as 10h. O especialista abordará as integrações entre a apicultura e a meliponicultura em atividades sustentáveis, destacando caminhos para fortalecer a produção de mel e a proteção das abelhas.

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Agricultura e apicultura lado a lado

De acordo com Isabela Rivato, bióloga e analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, o evento reforça a importância da parceria entre produtores rurais e apicultores.

“O Colmeia Viva® fomenta ações de preservação e incentiva o diálogo constante entre agricultores e apicultores, para que as boas práticas no uso de defensivos e a proteção das abelhas estejam sempre em debate”, destacou.

Saiba mais

Outras iniciativas do Sindiveg para promover a integração entre agricultura, apicultura e preservação das abelhas podem ser acessadas em: sindiveg.org.br/iniciativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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