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PIB da OCDE cresce 0,4% no 2º trimestre de 2025, impulsionado pelos EUA

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O Produto Interno Bruto (PIB) dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avançou 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, de acordo com relatório trimestral divulgado nesta sexta-feira. No primeiro trimestre, o crescimento havia sido de 0,2%.

Estados Unidos lideram expansão do bloco

Os Estados Unidos foram o principal motor do crescimento da OCDE, com o PIB registrando alta de 0,7% no 2º trimestre, após uma contração de 0,1% no trimestre anterior. A recuperação foi impulsionada principalmente por uma queda acentuada de 10,3% nas importações de bens, depois de um aumento de 11% no primeiro trimestre, influenciado por alterações nas tarifas comerciais.

Desempenho desigual na Europa

No Reino Unido, o crescimento desacelerou de 0,7% para 0,3%, devido a uma retração de 1,1% nos investimentos, após avanço de 2,0% no trimestre anterior.

Já a Alemanha registrou queda de 0,3% no PIB, revertendo o crescimento de 0,3% do primeiro trimestre. O recuo foi atribuído principalmente à redução nas exportações de bens, que caíram 0,6%, depois de alta de 3% no período anterior.

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Crescimento misto entre outros países da OCDE

Entre os 23 países com dados disponíveis, 13 apresentaram expansão mais elevada em relação ao trimestre anterior. Na zona do euro, o PIB avançou 0,1%, enquanto no Japão, o crescimento foi de 0,3%, mostrando um panorama global misto para o bloco.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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