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“Vem pro Campo!” chega a Pará de Minas com soluções em horticultura e variedades de tomate

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Nos dias 3 e 4 de setembro, a cidade de Pará de Minas (MG) receberá pela primeira vez o “Vem pro Campo!”, evento itinerante promovido pela Sakata em parceria com o Grupo Agro. A iniciativa, que já percorreu diversas regiões do país, leva conhecimento técnico, inovações e soluções práticas para o setor de horticultura.

Com inscrições gratuitas, a programação é voltada a produtores rurais, técnicos agrícolas, distribuidores e profissionais do setor.

Variedades de hortaliças em destaque

Durante o dia de campo, os participantes terão acesso a mais de 30 variedades de hortaliças, com atenção especial aos porta-enxertos e cultivares de tomate, cultura de grande relevância para a região mineira.

Além da exposição de cultivares, o evento contará com a palestra do Dr. Ricardo Giória, fitopatologista da Sakata, que abordará as principais doenças que afetam a horticultura e estratégias eficazes de manejo. A atividade será uma oportunidade para atualização técnica e esclarecimento de dúvidas diretamente com especialistas.

Foco na realidade produtiva local

Segundo Heriton Felisbino, gerente de Marketing da Sakata, o diferencial do “Vem pro Campo!” é sua capacidade de se adaptar à realidade de cada região.

“Buscamos oferecer uma experiência prática e direcionada, com variedades adequadas ao cultivo local, orientações de manejo e um ambiente favorável para a troca de experiências, de forma que os produtores possam alcançar melhores resultados em seus negócios”, explica o gestor.

Participação de empresas parceiras e condições exclusivas

Ao longo dos dois dias, os visitantes também poderão conhecer novidades apresentadas por empresas parceiras, como Alltech Crop Science, Bayer e Koppert. Além disso, os produtores inscritos terão acesso a campanhas comerciais exclusivas, com condições diferenciadas para aquisição de insumos e tecnologias.

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Inscrições gratuitas e vagas limitadas

A participação no “Vem pro Campo!” é gratuita, mas as vagas são limitadas. Os interessados devem realizar credenciamento prévio para garantir presença no evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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