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Governo do Acre debate integração fronteiriça no Ministério das Relações Exteriores

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A importância dos debates sobre integração fronteiriça e seus impactos positivos para a população foi destacada pelo titular da Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac), Fabio Rueda, após participar de reunião com integrantes do Conselho de Representantes Estaduais (Conrep) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Secretário da Repac, Fabio Rueda (à esquerda), participou de debates sobre integração fronteiriça com outros representantes de governos estaduais e do Ministério das Relações Exteriores. Foto: Wesley Moraes/Repac

O encontro se deu nesta segunda-feira, 8, na sede do Instituto Rio Branco, em Brasília (DF), e tratou de temas como rotas de integração, desafios e cooperação fronteiriça, questões tarifárias e financiamentos. Conforme Fabio Rueda, os debates são essenciais para o Acre, porque o estado tem ampla faixa de fronteira com a Bolívia e o Peru e está em posição estratégica pela proximidade dos portos do Oceano Pacífico.

“São temas de total interesse do Acre, principalmente agora, quando existe a possibilidade de construção de uma estrada férrea que possa passar pelo estado, ligando o Brasil ao Porto de Chancay, integrando a nova Rota da Seda do governo chinês”, disse o secretário, referindo-se ao megaporto inaugurado em 2024, no Peru, e construído com investimento da China.

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“Integração fronteiriça é essencial para o Acre”, diz secretário Fabio Rueda em reunião no MRE. Foto: Wesley Moraes/Repac

“É orientação do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza todo esforço na busca de soluções que levem à melhor infraestrutura e ao aquecimento da economia do nosso estado” disse Rueda. O gestor destacou o empenho da Repac para atender a essas necessidades e citou ainda a saída do Brasil para o Pacífico pela cidade peruana de Pucallpa, reforçando a importância das iniciativas para “gerar prosperidade para o Acre”.

A importância da ação dos estados na busca de soluções também foi destacada pela embaixadora do MRE, Gisela Padovan, titular da Secretaria de América Latina e Caribe (Salc). “Quem vive a realidade de fronteira, os desafios, que conhece as oportunidades, são os entes federativos, e o governo federal precisa saber as necessidades para que possa atuar com os nossos países vizinhos para resolvê-los”, disse.

Embaixadora do MRE e secretária de América Latina e Caribe, Gisela Padovan destacou importância da ação dos estados para avanços na tomada de decisões em relação às questões de fronteira. Foto: Wesley Moraes/Repac

A “união de esforços entre as representações estaduais com esse objetivo” foi ressaltada pelo secretário executivo da Representação do Governo do Rio Grande do Sul e presidente do Conrep, Henrique Pires.

União de esforços entre as representações estaduais para resolver questões fronteiriças foi defendida pelo presidente do Conrep, Henrique Pires. Foto: Wesley Moraes/Repac

Desenvolvimento e Integração

Servidora do MRE, Luana Melo, disse que em setembro o ministério realizará oficinas no Acre para tratar sobre o Plano de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira. Foto: Wesley Moraes/Repac

Durante o encontro, ao abordar ações do governo na região de fronteira, a servidora da Salc do MDR, Luana Melo, disse que, em setembro, o ministério realizará oficinas no Acre para tratar sobre contribuições locais para o Plano de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira. As oficinas deverão ser ministradas no dia 22, em Brasileia, e no dia 25, em Cruzeiro do Sul.

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Fonte: Governo AC

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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá

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As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.

Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Estado vai garantir todo o apoio necessário. Foto: cedida

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.

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“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.

Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.

“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo  apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Centenas de famílias foram atingidas pela cheia. Foto: cedida

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.

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De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.

O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.

Fonte: Governo AC

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