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Sesacre segue orientação nacional e suspende temporariamente vacinação contra dengue com imunizante do Instituto Butantan
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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informa que não há registros de eventos adversos graves relacionados à vacina contra dengue do Instituto Butantan no estado. Ainda assim, em alinhamento às orientação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Acre suspendeu temporariamente a aplicação da vacina como medida preventiva, enquanto são concluídas as investigações conduzidas em nível nacional.
A decisão foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 8, após a identificação de eventos raros que passaram a ser analisados pelos sistemas nacionais de vigilância em saúde. Segundo o governo federal, a suspensão tem caráter preventivo e integra os protocolos de farmacovigilância adotados para acompanhar continuamente a segurança das vacinas após o início da aplicação na população.
“Essa descontinuidade tem um objetivo. Primeiro, trata-se de uma ação de precaução que deve sempre orientar aqueles que respeitam a vida e a ciência, ainda mais quando estamos falando de vacinação. Segundo, ela permite que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem as análises dos casos para os quais ainda não há informações suficientes capazes de estabelecer uma relação de causalidade com a vacina”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

No Acre, a vacinação com o imunizante Butantan-DV estava prevista apenas para trabalhadores da saúde. A orientação sobre a suspensão já foi repassada pela Sesacre aos municípios e unidades de saúde de todo o estado.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, explica que o monitoramento rigoroso faz parte da rotina de qualquer nova vacina incorporada às estratégias de vacinação e reforça que a medida demonstra o compromisso das autoridades sanitárias com a segurança da população acreana.
“Em todo processo de implantação de uma vacina, os sinais de segurança são monitorados criteriosamente para identificar possíveis eventos adversos na população. Nesta situação, suspender temporariamente a aplicação da vacina no país é uma medida preventiva até que as investigações sejam concluídas. Prezando sempre pela segurança da população, o Estado também acata imediatamente a orientação do Ministério da Saúde e já repassou essa informação a todos os coordenadores e unidades de saúde municipais”, afirma.
Renata Quiles, coordenadora do PNI no AcreFoto: Luan Martins/SesacreA coordenadora reforça ainda que a medida se aplica exclusivamente ao imunizante do Instituto Butantan e não interfere nas demais estratégias de vacinação contra a dengue em andamento no estado.
“Até o momento, a vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan estava preconizada no Acre apenas para trabalhadores da saúde. Reforçamos que somente essa vacina está com a aplicação temporariamente suspensa. Não há registros de eventos adversos relacionados à vacina contra a dengue utilizada em adolescentes, produzida pelo laboratório Takeda, portanto essa vacinação deve continuar normalmente”, esclarece.
O Ministério da Saúde destaca que a suspensão temporária não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até o momento. Pessoas que já receberam o imunizante permanecem protegidas e não precisam repetir doses ou adotar medidas adicionais além das orientações habituais de acompanhamento da saúde.
A recomendação é que, nas semanas seguintes à vacinação, sejam observados sinais como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral. Em caso de sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para receber avaliação médica.
A Sesacre reforça que todas as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação continuam sendo ofertadas normalmente nas unidades de saúde e que a vacinação continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção de doenças e promoção da saúde coletiva.
A medida adotada pelo Ministério da Saúde tem caráter exclusivamente preventivo e permanecerá em vigor até a conclusão das análises técnicas conduzidas pelas autoridades responsáveis.
Fonte: Governo AC
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Vacina contra dengue aplicada em adolescentes de 10 a 14 anos não é a mesma que teve uso suspenso pelo Ministério da Saúde
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) esclarece que a vacina contra a dengue ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 10 a 14 anos continua sendo aplicada normalmente em todo o estado. O imunizante não é o mesmo que teve sua utilização temporariamente suspensa pelo Ministério da Saúde nesta semana de forma preventiva.
A suspensão anunciada pelo governo federal refere-se exclusivamente à vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan e utilizada em uma estratégia específica de vacinação voltada a trabalhadores da saúde em algumas localidades do país. No Acre, essa vacina também estava destinada apenas a esse público.

Já a vacina disponibilizada nas unidades de saúde para adolescentes de 10 a 14 anos é a Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, que segue recomendada pelo Ministério da Saúde e continua sendo ofertada normalmente.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, reforça que a população pode manter a confiança na vacinação dos adolescentes.
“A vacina aplicada aos adolescentes no Acre é a Qdenga, do laboratório Takeda, e não possui qualquer relação com a suspensão anunciada pelo Ministério da Saúde. Não há registros de eventos adversos que justifiquem alterações na estratégia de vacinação desse público, por isso a recomendação é que pais e responsáveis mantenham a imunização dos adolescentes dentro dos prazos estabelecidos”, explica.
Segundo a coordenadora, a vacinação continua sendo uma importante ferramenta para prevenir casos graves da doença, internações e complicações causadas pela dengue.
“É fundamental que a população busque informações em fontes oficiais e não deixe de vacinar seus filhos por causa de informações incompletas ou equivocadas. A vacina ofertada aos adolescentes permanece segura, eficaz e segue sendo recomendada pelas autoridades de saúde”, destaca.
Renata Quiles, coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Acre. Foto: Ascom/SesacreA Sesacre reforça que todas as vacinas disponibilizadas pelo SUS passam por rigorosos processos de avaliação antes de serem aprovadas para uso na população. Além disso, permanecem sob monitoramento contínuo dos órgãos reguladores e das autoridades sanitárias, garantindo a segurança dos imunizantes utilizados no país.
A orientação é que pais e responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal dos adolescentes de 10 a 14 anos e garantir a proteção contra a dengue.
Além da vacinação, a Secretaria de Saúde reforça a importância das medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, como eliminar recipientes que acumulem água parada, manter caixas d’água fechadas e colaborar com o trabalho dos agentes de combate às endemias.
Fonte: Governo AC
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