AGRONEGÓCIO
Preço do diesel cai quase 4% em maio e reduz custos do transporte no Brasil
AGRONEGÓCIO
Os preços dos combustíveis registraram queda em todo o país durante o mês de maio, refletindo principalmente o recuo das cotações internacionais do petróleo. Levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra que o diesel S-10, principal combustível utilizado pelo transporte de cargas no Brasil, apresentou redução média de 3,8% em comparação com abril.
O combustível encerrou maio com preço médio de R$ 7,32 por litro nos postos brasileiros, ante R$ 7,61 registrados no mês anterior. A pesquisa considera abastecimentos realizados em mais de 21 mil postos credenciados em todo o território nacional.
A queda ocorre após uma forte alta observada em abril, quando os preços do diesel avançaram mais de 7%, impulsionados pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã e seus reflexos sobre o mercado internacional de petróleo.
Petróleo mais barato influencia mercado brasileiro
Segundo a Edenred Ticket Log, a redução dos preços dos combustíveis acompanha o movimento de acomodação observado no mercado global de energia.
Durante maio, o petróleo Brent, principal referência internacional, acumulou desvalorização próxima de 15%, reduzindo a pressão sobre os custos de importação e contribuindo para a queda dos combustíveis comercializados no Brasil.
Além do cenário externo mais favorável, o governo federal e a Petrobras adotaram medidas para minimizar os impactos da volatilidade internacional sobre os consumidores brasileiros.
Petrobras ajusta política de preços do diesel
No início de junho, a Petrobras promoveu alterações em sua política de comercialização para adequação a novas subvenções econômicas implementadas pelo governo federal.
Em 1º de junho, a estatal reduziu o preço médio de venda do diesel às distribuidoras de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. A medida compensou a reoneração das alíquotas de PIS e Cofins que entrou em vigor na mesma data.
Posteriormente, a companhia anunciou um reajuste técnico de R$ 1,12 por litro, acompanhado por desconto de igual valor às distribuidoras, garantindo a manutenção dos preços praticados e o acesso ao benefício econômico previsto pelo programa governamental.
De acordo com a empresa, os ajustes não provocam alterações efetivas no valor final cobrado dos consumidores.
Etanol lidera queda entre os combustíveis
Entre os principais combustíveis vendidos no país, o etanol foi o que apresentou a maior redução de preço em maio.
O biocombustível registrou queda de 6,58%, encerrando o período com preço médio de R$ 4,54 por litro. Já a gasolina apresentou recuo mais moderado, de 1,16%, chegando à média nacional de R$ 6,82 por litro.
Segundo especialistas do setor, o movimento reflete um cenário mais amplo de acomodação dos preços energéticos, beneficiando consumidores e setores dependentes do transporte rodoviário.
Etanol segue mais competitivo em dez estados
A análise do IPTL aponta que o etanol manteve vantagem econômica frente à gasolina em dez unidades da federação durante maio.
O biocombustível foi considerado mais vantajoso para abastecimento nos estados do Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e também no Distrito Federal.
A competitividade do etanol é um fator relevante para o agronegócio brasileiro, especialmente para a cadeia sucroenergética, que continua ampliando sua participação na matriz energética nacional.
Impactos para o agronegócio e transporte
A redução dos preços do diesel é acompanhada de perto pelo agronegócio, uma vez que o combustível representa parcela significativa dos custos logísticos das cadeias produtivas.
Menores gastos com transporte podem contribuir para aliviar despesas de produtores rurais, cooperativas, cerealistas e empresas exportadoras, especialmente em um período de intensa movimentação de grãos e commodities agrícolas nos principais corredores logísticos do país.
Apesar do alívio recente, o mercado permanece atento aos desdobramentos do cenário geopolítico internacional e às oscilações do petróleo, fatores que continuam sendo determinantes para a formação dos preços dos combustíveis nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agronegócio responde por mais de 50% das exportações do Brasil e reforça protagonismo na economia nacional
O agronegócio brasileiro voltou a demonstrar sua força no comércio exterior. Em maio de 2026, o setor exportou US$ 16 bilhões, valor que representou 50,2% de todas as exportações realizadas pelo Brasil no período. O resultado corresponde a um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram US$ 14,8 bilhões.
Apesar da leve retração de 3,7% na comparação com abril, os números confirmam a importância estratégica do agro para a geração de divisas, emprego e renda em todo o território nacional.
Mais municípios participam das exportações do agro
Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que a atividade exportadora do agronegócio está cada vez mais distribuída pelo país. Em maio, 1.496 municípios registraram vendas internacionais de produtos agropecuários, número 2,3% superior ao observado no mesmo período do ano passado.
O avanço evidencia a descentralização da riqueza gerada pelo setor, fortalecendo economias locais e ampliando oportunidades de desenvolvimento regional.
Entre os destaques está Rio Verde (GO), que liderou o ranking municipal com US$ 300,8 milhões exportados, impulsionado principalmente pelos embarques de soja em grão.
Saldo comercial segue positivo e supera US$ 62 bilhões no ano
Enquanto as exportações avançaram, as importações de produtos agropecuários registraram queda. Em maio, as compras externas do setor somaram US$ 1,61 bilhão, recuo de 3,6% na comparação anual.
O trigo permaneceu como principal item importado, movimentando US$ 134,2 milhões no período.
No acumulado de 2026, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 70,55 bilhões, crescimento de 4,6% frente aos primeiros meses de 2025. As importações totalizaram US$ 8,25 bilhões, queda de 3,4%.
Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu expressivos US$ 62,3 bilhões, consolidando o setor como principal responsável pelo superávit comercial brasileiro. No acumulado do ano, o agro respondeu por 47,5% de todas as exportações nacionais.
Soja lidera embarques e carne bovina registra forte valorização
A soja em grão manteve sua posição como principal produto exportado pelo Brasil. Somente em maio, as vendas externas do grão movimentaram US$ 6,31 bilhões, crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior.
O produto respondeu sozinho por 39,4% de toda a pauta exportadora do agronegócio e foi o principal item exportado por 169 municípios brasileiros.
Na segunda colocação apareceu a carne bovina in natura, com receita de US$ 1,7 bilhão. O segmento registrou avanço expressivo de 50,2% na comparação anual, impulsionado principalmente pela valorização de 25% nos preços médios internacionais.
O farelo de soja ocupou a terceira posição, somando US$ 954,2 milhões em exportações e crescimento de 20,7% frente ao mesmo período de 2025.
Mato Grosso e São Paulo lideram exportações estaduais
O Mato Grosso permaneceu como principal estado exportador do agronegócio brasileiro, com embarques de US$ 3,14 bilhões em maio, o equivalente a 19,6% de todo o valor exportado pelo setor.
O resultado foi construído por uma base formada por 80 municípios exportadores e pela comercialização de 40 diferentes produtos agropecuários.
Já São Paulo ocupou a segunda posição, com US$ 2,32 bilhões exportados e participação de 14,5% no total nacional. Embora tenha registrado leve retração de 2,7% no acumulado do ano, o estado segue se destacando pela diversificação produtiva.
Ao todo, 323 municípios paulistas realizaram exportações agropecuárias em maio, envolvendo 317 produtos diferentes.
China amplia liderança entre os principais compradores
A China manteve-se como principal destino dos produtos do campo brasileiro, adquirindo US$ 6,28 bilhões em mercadorias agropecuárias.
A soja em grão continuou sendo o principal produto enviado ao mercado chinês, que liderou as compras de 274 municípios exportadores brasileiros.
Os Estados Unidos permaneceram na segunda posição, com importações de US$ 837 milhões, tendo a carne bovina como principal item adquirido. Entretanto, as compras americanas recuaram 28% em comparação com o mesmo período do ano passado.
A Holanda completou o ranking dos três maiores destinos das exportações agropecuárias brasileiras, com aquisições de US$ 605,8 milhões e crescimento de 25%.
Tarifas dos EUA acendem alerta para setores estratégicos
Apesar do desempenho positivo da balança comercial, as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos continuam preocupando o setor produtivo brasileiro.
Nos últimos 12 meses, as exportações agropecuárias destinadas ao mercado americano somaram US$ 9,8 bilhões, representando uma redução de 25,2% ou US$ 3,32 bilhões em relação ao período anterior.
Os segmentos mais afetados foram os de produtos florestais, café, cana-de-açúcar e suco de laranja.
O setor de madeira processada registrou exportações de US$ 1,1 bilhão no período, queda de 37,7%, com impactos concentrados principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina.
Impactos chegam ao mercado de trabalho
Os efeitos das barreiras tarifárias também já são percebidos no emprego industrial ligado à cadeia florestal.
Entre junho de 2025 e abril de 2026, o setor acumulou saldo negativo de aproximadamente 10 mil vagas formais. No período anterior, o saldo negativo havia sido de cerca de 500 postos de trabalho.
Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina concentram aproximadamente metade das vagas fechadas nos últimos meses, evidenciando os reflexos das restrições comerciais sobre a atividade econômica regional.
Agro segue como principal motor das exportações brasileiras
Os números de maio reforçam o protagonismo do agronegócio na economia nacional. Além de responder por mais da metade das exportações brasileiras, o setor amplia sua presença nos municípios, gera saldo comercial expressivo e mantém sua posição estratégica para o crescimento econômico do país.
Ao mesmo tempo, desafios como as barreiras comerciais internacionais e a necessidade de diversificação de mercados permanecem no radar de produtores, cooperativas, indústrias e formuladores de políticas públicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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