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Avicultura 4.0: Inteligência Artificial aumenta produtividade e reduz perdas na produção de ovos

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Solução de IA revoluciona a avicultura de postura

A ALLTIS, empresa brasileira de tecnologia, desenvolveu um pacote de soluções com Inteligência Artificial (IA) direcionado à avicultura de postura, que promete reduzir perdas e otimizar a produtividade. Segundo Alex Souza, fundador e CEO da startup, o sistema permite aos produtores obter dados precisos sobre a produção diária de ovos, índices de perdas, tamanhos dos ovos, consumo de energia e condições de água, informações que antes eram difíceis de mensurar com confiabilidade.

“Nosso sistema identifica os pontos críticos de cada granja, gera estatísticas precisas e ajuda a reduzir custos desnecessários, potencializando a rentabilidade do negócio”, explica Souza.

Investimento estratégico do Grupo MCassab

O Grupo MCassab, referência em nutrição e saúde animal há mais de 50 anos, investiu na ALLTIS e tornou-se sócio da startup, validando a eficácia da solução. Para Maurício Graziani, diretor executivo da MCassab Nutrição e Saúde Animal, “o pacote desenvolvido é completo e único, mostrando ao avicultor como gastar menos e produzir mais, com informações essenciais sobre produção, alimentação, insumos e saúde das aves”.

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Como funciona o sistema ALLTIS

O sistema integra cinco sensores que coletam dados em tempo real e os enviam para a nuvem, permitindo análise imediata pelo produtor:

  • Sensor de produção: monitora volume, cor e tamanho dos ovos.
  • Sensor de ração e insumos: controla estoque e consumo nutricional.
  • Sensor de água: acompanha consumo e qualidade.
  • Sensor de energia: mede o consumo elétrico da granja.
  • Sensor ambiental: monitora temperatura, umidade e níveis de CO2, garantindo o bem-estar das aves.

“Existem soluções individuais no mercado, mas nenhuma oferece todos esses recursos integrados em um único sistema”, destaca Alex Souza.

Expansão para outros setores da pecuária

Maurício Graziani prevê que a tecnologia poderá ser adaptada para avicultura de corte, suinocultura e pecuária de leite e corte. “Essa solução inovadora, desenvolvida no Brasil, tem potencial para ser exportada e aplicada em projetos globais, abrindo oportunidades em mercados que ainda carecem de tecnologia avançada”, afirma.

Produção de ovos no Brasil e importância da inovação

O Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores produtores de ovos do mundo, com uma produção de 57,6 bilhões de unidades em 2024, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Embora não existam dados confiáveis sobre perdas nas granjas, estima-se que o montante seja significativo, reforçando a relevância de soluções tecnológicas que aumentem a rentabilidade do setor.

“Nosso objetivo, junto à ALLTIS, é fornecer ferramentas que ajudem o produtor a ser mais eficiente e rentável”, conclui Graziani.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

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Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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